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Tradição de Natal BmQ

By | YOGUI LIFE

TRADIÇÃO DE NATAL BmQ
UMA CARTA À MÃE NATAL

Se há coisa que me caracteriza é o gosto que tenho em dar prendas. Adoro, adoro, adoro… desde pequena o que deixava a minha Mãe muito enrascada com a minha lista pois a lista de prendas de Natal era composta da lista de coisas que queria dar aos meus amigos, professores, vizinhos… enfim!

Para tornar isso possível eu fazia a maior parte delas inspirada na famosa “minha agenda” mas outras (as dos professores) a minha Mãe fazia questão de me proporcionar (acho que por vergonha de eu lhes ter dado um ano, rolos de filmes fotográficos com ervas secas e dizer que era perfume de armários). Para não fugir ao orçamento a minha Mãe tinha sempre então umas lembranças que eu orgulhosamente levava num cesto para a escola e distribuir animadamente. Aquele era sem dúvida o apogeu do Natal.

No primeiro ano em que tirei a carta, já na faculdade, decidi inaugurar uma tradição : colocar na mala do carro um cesto com talvez uns 50 saquinhos de prendas, coisas simples e acessíveis, miminhos engraçados que depois distribuia em Ovar quando chegava para o Natal visitando a minha costureira, empregada, as antigas professoras e professores, colegas, vizinhos, amigos. Era uma festa e depressa se espalhou a tradição. As pessoas acharam piada e posso vos garantir que algumas pessoas de Ovar ainda seguem esta rotina.

Quando comecei a trabalhar comecei a fazer o mesmo nos clubes e ginásios onde passava e as pessoas achavam graça e comecei a dizer que se quisessem também organizava para elas e no BmQ decidi fazer isso de forma mais efectiva. Porquê?

Porque dar mimos é espectacular e recebe-los melhor ainda. Porque o Natal não é só das crianças e dos centros comercias mas dos amigos, conhecidos e pessoas que sabemos que vão ficar felizes com algo. Sabemos disso e por isso existem as trocas de prendas e os jantares de Natal em que se trocam prendas até 5€… certo?

Foi aqui que surgiu o meu dilema. Eu não queria trocar prendas. Eu queria dar mimos. Eu não queria receber bugigangas dos chineses. Eu queria receber mimos. Eu não queria mais uma caixa de chocolates para reciclar. Eu queria mimos.

E o que são mimos?

Mimos são coisas que não são dispendiosas mas que são interessantes e práticas. Mimos trazem um sorriso à cara e não um “ups, o que faço eu com isto?”. Mimos aquecem o coração e não queremos passar adiante.

Isso são os mimos e ao longo dos anos no BmQ decidimos criar a lista à Mãe Natal, uma lista em que podes dar o teu orçamento para X número de mimos e nós garantimos que os vais buscar já embrulhados com bom gosto (nada de papéis foleiros e excedentes de laços) que vão surpreender as pessoas que queres mimar.

Quando fui Mãe transmiti essa tradição às minhas filhas e todos levam para a escola mimos para TODOS, professoras, funcionários de cantina, auxiliares… com 3 filhos tenho a entregar mais de 150 mimos. Porque o faço? Porque aquelas pessoas merecem, aquelas pessoas recebem os meus filhos quase diariamente porque nem sempre estão bem dispostos mas no que depender de mim este Natal vão ficar. Ainda conto com o padeiro, a D. Paula, a D. Ilda, a D. São, o Sr. Raul, a Isabel… enfim.

Conhece alguns dos mimos BmQ aqui
Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Qual o melhor método de ensino de Yoga

By | YOGUI LIFE

QUAL O MELHOR MÉTODO DE ENSINO DE YOGA?
A PARTILHA DE UMA EXPERIÊNCIA QUE TE PREPARA PARA VIVER DE FORMA CONSCIENTE

 

É cada vez mais frequente, em ginásios e escolas de Yoga, haver uma oferta diversificada de aulas de diferentes métodos de ensino de Yoga que são erradamente confundidas com diferentes tipos de Yoga.

 

Importa esclarecer que apesar de existirem diferentes tipos de Yoga, no Bhagavad Gita (excerto do grande épico indiano Mahabharata, considerado o texto de origem do Yoga) são apenas considerados três: Karma Yoga, Bhakti Yoga, Gnana Yoga. Estes três tipos de Yoga são diferentes caminhos para um mesmo fim.

 

No Ocidente quando falamos de Yoga falamos de Karma/Hatha Yoga, o Yoga da acção. Todos os “Yogas” que vês no horário da escola/ginásio que frequentas são na verdade o mesmo tipo de Yoga, Hatha Yoga. Os diferentes nomes devem-se aos diferentes métodos de diferentes escolas que por estarem sistematizadas já têm um nome próprio que as identificam.

O texto que se segue não pretende ser uma lição ou uma verdade absoluta sobre o que se passa no Mundo do Yoga apenas a partilha, numa linguagem simples e directa, do que transmitimos na Escola BmQ.

 

A motivação para escrever esta crónica vem da pergunta genuína de quem nos procura e quer fazer uma escolha consciente do método mais do que o horário. Quando procuras o BmQ para a prática de Yoga fazemos sempre uma entrevista inicial que nos ajude e te ajude a encontrar o método mais adequado para ti uma vez que o propósito de qualquer método é uma prática que crie, aos poucos, uma sincronização entre a respiração e o movimento numa ponte que conecta a prática do dia de hoje com o dia de amanhã, com o próximo ano e até com a próxima vida.

 

Quando trabalhamos desta forma permitimos ao interessado recuperar o poder de tomada de decisão consciente libertando-o do condicionamento de viver em rebanho ou sob a decisão de alguém exterior à sua vida.

 

A maior parte dos métodos existentes na actualidade descendem dos ensinamentos de Krishnamacharya. Tirumalai Krishnamacharya nasceu em 18 de novembro de 1888 em Mysore, sul da Índia, numa família que tem raízes no famoso sábio indiano do século nove Nathamuni, autor do Yogarahasya e o primeiro professor da linhagem de Gurus Vaishnavas. Krishnamacharya estudou Ayurveda, o sistema médico tradicional indiano, e a filosofia Nyáya, uma escola védica de lógica. Talvez por isso Krishnamacharya nunca viu o Yoga simplesmente como uma prática física e sempre ensinou que o Yoga deve ser adaptado e praticado de acordo com as necessidades, capacidade e aspirações de cada estudante. Segundo ele, os princípios fundamentais do Hatha Yoga estão na prática de Vinyasa Krama (estágios), em que os ásanas são unidos de forma sequencial, intercalados repetitivamente, na passagem de uma postura a outra.

 

Desta linhagem os métodos mais propagados na actualidade são os criados por 2  dos seus 5 principais alunos directos: (1) Sri K. Pattabhi Jois que desenvolveu o métodos de Asthanga Vinyasa Yoga, (2) B.K.S Iyengar que desenvolveu o método de alinhamento Iyengar. A grande diferença destes dois métodos é a dinâmica. O métodos desenvolvido por Pattabhi Dois é mais dinâmico e desafiante a nível aeróbio e o método desenvolvido por Iyengar mais desafiante a nível de estabilidade, permanência. A partir destes dois métodos muitos outros foram desenvolvidos porém não tão estruturados.

 

Uma das grandes diferenças entre estes dois métodos, Iyengar e Ashtanga, é que: o Ashtanga possui 6 séries fixas de ásanas (“family seven serie”) que vão sendo exploradas à medida que o aluno evolui no sentido de se tornarem cada vez mais voltadas para aspectos subtis do corpo. Já em Iyengar, não há séries fixas e cada professor é livre para criar as suas próprias séries, de acordo com as idiossincrasias e objectivos específicos de cada praticante, obrigando os princípios de alinhamento e kramas (estágios) de evolução de cada postura que norteiam toda a prática no contexto de integrar cada postura em consciência e presença.

 

Outro diferencial são os props (cintos, blocos, cordas de parede, pesos, entre outros) usados tanto para facilitar a vida dos iniciantes quanto para exigir mais precisão dos veteranos. Desta forma, mesmo que o Iyengar ofereça a liberdade para criar sequências, as mesmas não podem ser construídas de maneira aleatória, e precisam fundamentalmente, levar a um lugar de iluminação da consciência, que é Yoga. E isso,  exige um estudo cuidadoso do professor de Vinyasa.

 

Em comum estes métodos defendem a necessidade de cultivar uma respiração consciente para executar os ásanas, como também, a consciência de seguir de uma ação para outra e o propósito da prática é o mesmo: criar a integração corpo/mente/espírito que leva ao estado de presença e ao autoconhecimento.Pranayama, quando o yoga é citado a partir da perspectiva terapêutica e da condução de Prana que falamos.

 

O foco principal destas práticas é o encontro do equilíbrio da energia vital – prana, a conexão com a consciência do movimento interno e externo e trabalho bastante espiritual e energético. As práticas são muito fundadas na respiração e posturas relacionadas a ela, a prática é mais introspectiva com foco em trabalhar os estados de consciência, meditação e mente.

 

Um “método” muito conhecido é Hatha Yoga. Em sânscrito, ha- significa “sol” e -tha significa “lua”. Quando falamos de aulas de Hatha Yoga estamos na verdade a falar de uma prática que procura através dos asanas (posturas de Yoga) aprofundar a conexão entre o corpo e a mente criando um equilíbrio que gera uma sensação de paz e serenidade por meio de pranayamas (exercícios respiratórios) e asanas (posturas). Apesar de grande parte das pessoas considerarem estas aulas ideais para iniciantes, grávidas, idosos, convalescente ou para quem está parado há muito tempo por serem aulas que seguem um ritmo supertranquilo, com movimentos realizados num tempo maior e com pausas entre um e outro, acredito que estas aulas são ideais para quem tem apenas o fim de dia para dedicar à prática pois o carácter livre da aula obriga a problemas e compromissos ficarem do lado de fora da sala.

 

A principal diferença em relação: (1) ao Ashtanga é o reduzido número de posições e maior suavidade nas transições, (2) ao Iyengar, é a menor exigência no alinhamento e tempo de permanência.

 

Para além destes métodos de ensino existentes no BmQ existem muitos outros. A verdade é que o yoga é um guarda-chuva que abriga várias práticas, um pouco diferentes entre sim, mas que partem do mesmo ponto. Algumas são mais agitadas, outras um pouco mais leves. Algumas dão mais foco na postura e outras levam bastante em conta os mantras e a introspecção. Nenhuma é melhor ou pior que outra, são apenas diferentes, os caminhos são inúmeros e isso dá-te uma liberdade incrível de poder optar por aquele que mais atende a tua busca, no final a grande diferença será o que o Yoga vai revelar sobre ti mesmo.

 

A minha sugestão é que comeces a praticar numa escola de Yoga que já tenhas alguma referência, com professores profissionais que possam te transmitir a segurança, esclarecimento e abertura necessários à aprendizagem para que então possas escolher o métodos que mais se adequa ao teu estilo para puderes progredir em direção a um propósito que é comum a todos os praticantes: uma vida mais consciente.

 

A prática de Yoga é em qualquer método uma conexão, uma abordagem para uma forma mais consciente e integrada de viver a experiência do corpo físico, da mente, dos sentidos e das emoções com o relacionamento com o outro e o contexto. Qualquer prática deve lentamente, dia a dia, prática a prática, despertar a consciência para esta relação e para o sistema de comunicação vigente – a respiração.

 

Na Escola BmQ acreditamos na prática como um mergulho profundo nas dimensões internas da mente e da consciência.

Para podermos dar este mergulho, precisamos de três coisas:

  1. Método certo
  2. Instruções certas
  3. Compreensão certa.

É aqui que entra o BmQ.

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Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Yôga Nidra

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A publicação de hoje merece um local bem acolhedor e confortável onde te possas deitar e dedicar uns minutos a este exercício de relaxamento. Faz com entrega, com vontade, e, dessa forma, talvez possas vivenciar uma das técnicas que a filosofia prática do Yôga nos disponibiliza – Yôga Nidra.

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(Voz)
Cláudia Santos

Professora de Yoga
CEO do Método BmQ
Responsável pela Gestão, Marketing e Comunicação Profissional do BmQ

YOGUI LIFE – Meditação [ áudio ]

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Todos os dias de manhã realizo a minha meditação.

O meu momento de aprendizagem em que me sento humildemente em silêncio (sempre que a mente o permite, pois ela é de facto a mais indisciplinada de todas as crianças).

 

Algumas coisas a ter em conta antes de começares a meditação.

  1. Ter ingerido a última refeição há mais de 2h.
  2. Procurar um espaço tranquilo e aconchegante para realizar a prática de meditação. 
  3. Se fora de casa, procurar um lugar que transmita paz, próximo da natureza ou num lugar de culto.
  4. Se em casa procurar um lugar tranquilo e confortável, elevando a sua energia através de uma vela, intenso ou flor.

 

Ecologia Pessoal – Meditação por Lara Lima

 

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
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Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Navaratri

By | YOGUI LIFE

Dia 1

Quando me perguntam porque me liguei à cultura hindu respondo com um sorriso

“porque adoro viver a vida em festa”

 

Quando me perguntam mais a sério e me sinto mais à vontade abro o coração e respondo de forma bem totó “porque adoro estudar, porque gosto da segurança de me sentir aluna, de ter um professor e de perceber que isso não tem data de validade nem obriga a um diploma.”

De coração digo-vos que sinto como um privilégio gigante Ser Aluna! Ter alguém em quem posso confiar, que me guia e em quem confio é um privilégio. Festeja-lo uma necessidade.

Se por um lado é de facto uma grande característica da cultura hindu a constância de dias festivos durante o ano. É ainda mais significativo a forma humilde e tradicional com que se encaram estes momentos festivos. Festa que não implica comer mais do que oferecer comida. Festa que não implica presentes mais do que servir o outro. Festa que não se perde na brilhantina mas que coloca o seu significado como porta bandeira.

Se demonstraste interesse, em algum momento, pelo Yoga ou qualquer simbolismo associado é muito provável que o algoritmo te tenha mostrado hoje alguma publicação sobre o Navaratri.

 

FELIZ NAVARATHRI berram as publicações.
JAYA NAVARATRI respondemos em forma de coração e partilha na nossa história.

Mas afinal o que é o Navaratri perguntas mentalmente, porque até sussurrando tens medo de o fazer.

Como outros festivais na Índia, Navaratri tem um significado muito rico. Navaratri simboliza o processo do aspirante espiritual. Aspirante… adoro… dá-me esperança ver-me como aspirante.

Durante a jornada espiritual, um aspirante passa por três estágios personificados por: Durga, Lakshmi e Saraswati. E por isso, Navaratri, que literalmente significa “nove noites”, dedica três dias de adoração para o Divino nas formas de Durga, Lakshmi e Saraswati.

Apesar da sociedade de consumo rápido resumir o Navaratri ao último dia conhecido como o “Dia da Vitória”, o Navaratri são 9 noites de celebração das 3 fases do processo espiritual.

Durante os três primeiros dias, Durga é adorada.
Durga personifica o aspecto de Shakti que destrói as tendências negativas que justificam a ignorância e a ação incorrecta. Que outro motivo nos levaria a fazer algo errado senão a ignorância de não conhecer a ação certa?
Assim, nas estórias dos Puranas (escrituras) Devi é descrita na forma de Durga, guerreira que destrói os Asuras (demônios).
Todavia, conseguir alívio temporário das garras das vasanas não garante a Liberação permanente. As sementes das vasanas mantenham-se dormentes internamente. Por isso, devemos banhá-las constantemente com qualidades positivas como práticas de Yoga e Meditacao, comida Satwica e hábitos de vida saudável e boas companhias.

Gratidão ao BmQ por existir e ser o local de Egrégora do que nos foi transmitido pelos nossos professores, diminuindo um pouco a falta e saudade que sentimos de os ter por perto.

 

A adoração a Lakshmi acontece nos três dias seguintes. Lakshmi não somente concede a riqueza e prosperidade mundana, Ela concede de acordo com a necessidade de cada um. Uma forma de dizer que o conhecimento vem, nunca é negado, ao aluno que aplicado apresenta maturidade para o receber.

Gratidão ao BmQ por ser o espaço que se expande na medida das nossas necessidades e se recolhe respeitando os nossos limites.
Gratidão aos professores que nos apoiam e sustentam a nossa egrégora dando sempre o conhecimento que precisamos sem exigir de nós mais do que podemos dar mas sempre dando mais do que consideramos necessário.

 

Por fim, os três últimos dias são dedicados a Saraswati, a incorporação do Conhecimento. Ela é descrita usando um sari puro-branco, que simboliza a iluminação da Verdade Suprema.

Gratidão

 

O décimo dia é Vijaya Dashami, ou festival da vitória, que simboliza o momento em que a Verdade nasce no interior. Com isso, a significância de cada estágio de adoração tem claras parábolas correspondentes aos diferentes estágios da Sadhana (práticas espirituais). Primeira: as tendências negativas precisam ser controladas; segundo: as qualidades necessitam ser assimiladas; terceira: depois de ganhar necessária pureza mental, conhecimento espiritual deve ser adquirido. Somente então, o sadhak (aspirante espiritual) irá atingir a iluminação espiritual.

AGORA SIM.

Dia 2

Ontem abri o Navaratri com a sua explicação e referência específica a Durga como a expressão do potencial de mudança que todos temos é que se vê tão bem na forma feminina (o ciclo feminino que nos transforma dia a dia através de um mês) e na forma de alunos (em que todos os dias estamos diferentes com um pouco mais de conhecimento numa espiral crescente de maturidade).

Hoje é o segundo dia dedicado a Durga e a intenção que colocamos é de perceber neste potencial de mudança a nossa força, coragem e determinação para agir perante desafios e padrões que nos constrangem.

Todos os dias temos o potencial de mudança a latejar e oportunidades para nós atirarmos a esse propósito. Que possamos manter esta força que não se perde com a idade e esta disponibilidade para aprender que que não se perde com o tempo.

Que possamos nos manter longe da ignorância, inércia e demência.

Dia 3

Chegamos ao último dia dedicado a Durga e vale a reflexão do significado da sua origem.

Não, não é por acaso que as mulheres vencem tantos desafios. Não é por acaso que nos foi dado a nós o poder da multiplicação.

Apesar das diferentes culturas indianas divergirem em alguns pontos, a essência do conhecimento é o mesmo, assim como a origem da deusa é a mesma.

Durga foi criada por todos os Deuses como a última e única possibilidade de vencer o invencível demónio Mahisha na sua luta por um lugar no céu.

Mas como um Asura, um demónio poderia ter um lugar no céu? Como podemos deixar que os nossos desejos e perversões se imponham ao lugar sagrado que estamos a construir? Este é o simbolismo da indignação dos deuses. É importante perante as nossas fraquezas reunirmos as nossas forças e concentrarmos as mais puras energias na direção da melhor versão de nós. Só assim poderemos gerar a massa de luz intensa que nos direciona como um jato de fogo para a ação correta. Assim aparece na mitologia Durga, cavalgando num leão empregadas das mais fortes armas de cada Deus.

Durga representa a força de Deus na ação.

Só uma mulher, Durga conseguiria facilmente vencer o demónio. Só ela o venceu. Como resultado, percebemos Durga como a Mãe divina que se manifesta de diversas formas com o intuito de proteger as crianças e o mundo.

Durga é considerada a rainha das batalhas, lutando sempre contra demónios masculinos e possuindo apenas ajudantes femininas. Ela vence sempre, mas mais diversas formas. Foi numa dessas lutas que a deusa Kali foi criada.

 

JAYA MATA KALI
JAYA MATA DURGA
KALI DURGUE
NAMO NAMAH

 

Que possamos encontrar em nós a força que não se extingue para fazer o que estás certo.

Dia 4

Após 3 dias de reflexão sobre a importância da ação chega o momento de refletirmos sobre a vontade, o propósito, a responsabilidade da ação.

Simplesmente perfeito não é?

Nos dias de hoje delegamos facilmente as nossas ações. Como ontem estudava com o meu professor, através do medo se foram impondo vontades e tirando o poder pessoal de decidir. Quem tem medo não decide em consciência mas sim no medo. E assim estamos.

Não há nada de “errado” em não assumir a responsabilidade da ação. Porém, há consequências.

Para não assumir a responsabilidade, temos que negar a responsabilidade, ou seja, transportá-la para outro ou alguém. Ao não nos responsabilizarmos pela nossa vida iremos responsabilizar outro, mas como responsabilizar é dar poder então preferimos culpar porque culpar é atribuição da responsabilidade daquilo que não gostamos, daquilo que não aceitamos, do que não queremos ver ou assumir. Culpar a outros (ou a vida em si) é uma forma prática a e rápida de camuflar a frustração da experiência, e reforçar a atitude de medo, ressentimento e auto-piedade.

Quando negamos a responsabilidade pela vida, escolhemos permanecer paralisados, o que não impede a queda e faz crescer o desrespeito do nosso comprometimento em transformar a nossa experiência de ser humano.

Dia 5

Neste segundo dia dedicado a Lakshmi celebramos o poder de estar no ciclo positivo de dar e receber.

Ainda hoje alguém dizia “damos com uma mão para receber com a outra”. Gostei tanto de ouvir aquelas palavras. É que muitas vezes percebo quase que um pedido de desculpa ao tentar equilibrar a balança entre dar e receber.

Na maior parte das vezes sentimos uma sensação de culpa e frustração gigante sempre que tiramos tempo para dedicar a um mesmo. Até o verbo está errado “tirar”. Quando sentimos que “tiramos” tempo para nós, não reconhecemos esse tempo como investimento. Por isso mesmo acredito que a sociedade está frustrada, amoral, disfuncional e apática perante a vida.

Não se pode dar o que não se tem e por isso é tão importante refletir sobre a responsabilidade pessoal perante a Vida no sentido de equilibrar o ciclo de dar e receber.

 

Vamos honrar a Vida.
Vamos reconhecer o nosso lugar de merecimento.
Vamos ser humildes para saber receber e agradecer simplesmente porque sim.

 

Vamos procurar comprometermos-nos a aceitar humildemente receber, mais de perto, mais juntos, e assim ensinar os nossos filhos através do nosso exemplo.

Dar é importante e um dever de quem é próspero.
Receber é importante e um dever de quem é humilde.
Equilibrar o ciclo é importante para viver de forma harmónica.

Dia 6

Quando abrimos o BmQ a nossa vontade era ter um espaço que servisse a comunidade de forma justa e adaptado às necessidades e condições de cada um.

Estivemos um ano em que as mensalidades eram mensalidades responsáveis, ou seja, cada um dava na proporção do que sentia. Escusado será dizer que foi um ano de puro investimento pois a sociedade não estava, nem creio que esteja, preparada para acatar uma responsabilidade desta dimensão e acabamos tendo que nos adaptar pois o senhorio e Estado nao concordavam com a mesma forma de pagamento.

Seguiu-se a tentativa de cobrar de acordo com o vencimento mas rapidamente se revelou desadequado.

Hoje, no 6dia, último dia dedicado a Lakshmi tendo reflectido sobre a nossa vontade e o nosso propósito refletimos hoje sobre a nossa prosperidade.

Ser próspero não significa ser rico. Ser próspero significa ter o suficiente para nós e um pouco mais para oferecer ao próximo que o necessite. É por esse motivo que oferecemos de coração bolsas de tratamento, BACK2life e consultas a quem genuinamente precisa mas não pode. Fazemos em consciência e de coração aberto certos de que cumprimos a nossa vontade de chegar sempre a quem precisa.

Porque partilhamos a nossa experiência? Porque acreditamos que talvez te tenha acontecido o mesmo. Talvez tenhas oferecido, na tentativa de ajudar, quem nao precisa ou não pediu.

Em nome da humanidade a que pertencemos queremos te agradecer de coração por todo o bem que proporcionas aos demais.

Om lokah samastha sukhino bhavantu.
Om shanti, shanti, shantih

– Que todos os seres, em todos os lugares, possam viver prósperos, livres e felizes. Que haja paz no mundo denso, subtil e espiritual.

Dia 7

Saraswati representa a beleza, sabedoria, discernimento e comunicação.

Dia 8

As palavras são talvez a arma mais poderosa e sofisticada criada pela humanidade.

Na sua essência, a palavra serve para troca de informação que inclui ideias, conceitos concretos e abstratos como as emoções, comportamentos e conteúdos escritos. Porém as palavras quando mal utilizadas, consciente ou inconscientemente, podem magoar, ferir e até matar ideias, emoções, relacionamentos, pessoas.

Saber usar as palavras é um sinal de inteligência que devemos cultivar e aferir talvez através do silêncio.

 

AYURVEDA – Já ouviu falar em Rudraksha?

By | YOGUI LIFE

Você já ouviu falar em Rudraksha?

Rudraksha ou rudrākṣa, em sânscrito: (rudra (रुद्रः) = Lord Shiva + ākṣa = olhos) nome  dado tanto a árvore como também a seus pequenos frutos e sementes, sendo estas muito prezadas por suas propriedades sagradas (Sri) e curativas, de acordo com o Ayurveda.

Em inglês, é conhecida como Ultrasum Bead Tree ou Wooden Begger Bead.

Rudraksha
Sementes oriundas da árvore da espécie ELAEOCARPUS GANITRUS, encontrada desde a planície gangética no sopé do Himalaya até a China, sul e sudeste da Ásia, Austrália, Guam e Havaí. Na Índia, é encontrada principalmente em West Bengal, Madhya Pradesh, Mahashtra, Orissa, Andhra Pradesh e Western Ghats. 

Suas sementes são consideradas como verdadeiras jóias nos Vedas, Puranas e nos Upanishads. Muito utilizadas nos japamalas para meditação, por suas propriedades medicinais, bem como por estarem associadas à figura mitológica de Lord Shiva, um dos avatares da filosofia hindu.

A tradição hindu conta, e conforme mencionado no Shiva Purana, Lord Shiva ficou em meditação por 1000 anos com os olhos semi serrados, até que seus olhos, finalmente, cederam e a primeira lágrima que caiu no terreno tornou-se uma Rudraksha. Por isso, é muito comum Lord Shiva ser representado usando um japamala de rudraksha.

No sistema tradicional de medicina, diferentes partes (contas, casca, folhas e casca externa das contas) de Rudraksha são tomadas para o alívio de vários problemas de saúde, como distúrbios mentais, dor de cabeça, febre, doenças de pele e para curar as feridas.

Textos Ayurvédicos categorizam a Rudraksha como termogénica, sedativa, aliviadora da tosse e úteis para o tratamento de bronquite, neuralgia, cefaléia, anorexia, enxaqueca, estados maníacos e outros distúrbios cerebrais. É empregada na medicina popular como anti-stress, para a ansiedade, depressão, palpitações, dores nos nervos, epilepsia, falta de concentração, asma, hipertensão, artrite e doenças hepáticas. Além disso, exibe funções farmacológicas múltiplas como a antiinflamatória, analgésica, hipoglicémica, antiulcerogénica e antimicrobiana. Descobriu-se que fitoesteróis, gorduras, alcalóides, flavonóides, carboidratos, proteínas e taninos são os grandes responsáveis ​​pelo potencial terapêutico do E. ganitrus (Rudraksha). O extrato aquoso das folhas também contém glicosídeos. O extrato etanólico das folhas contém ácido gálico, ácido elágico e quercetina. Esta revisão fornece uma base científica para propriedades farmacológicas / medicinais e usos terapêuticos de Elaeocarpus ganitrus.

Cada Rudraksha tem linhas divisórias que vão do topo da semente até o fundo, com fendas igualmente espaçadas chamadas Mukhi (face) na superfície das contas. 

De acordo com o número de mukhis (faces), o tipo de conta Rudraksha varia de uma única face a várias faces (até 21 faces). Rudrakshas podem ser usadas por qualquer pessoa, como um colar de contas simples, como um colar de contas chamado mala ou como pulseira. 

Tipos de Rudraksha

Com base no número de Mukhis (fendas ou sulcos) presentes na superfície das contas de Rudraksha, existem diferentes tipos. Cada um confere efeitos terapêuticos específicos:

  1. mukhi – usada no tratamento da ansiedade, problemas cardíacos, problemas oculares, tuberculose, paralisia, dores nos ossos. Ilumina a superconsciência e melhora a concentração
  2. mukhi – usada na asma crônica, insuficiência renal, impotência, estresse, ansiedade, depressão, problemas oculares, pensamento negativo, transtorno mental, falta de concentração, histeria, distúrbio intestinal. Abençoa o usuário como sentido de UNIDADE
  3. mukhi – usada para a depressão, esquizofrenia, icterícia, deficiência mental, febre ou fraqueza, estresse menstrual, alterações de humor
  4. mukhi – melhora a circulação sanguínea, trata a asma, a perda de memória, tosse, problemas respiratórios, distúrbios mentais. Ao usar a rudraksha de 4 mukhis, confere o poder da criatividade, melhora a memória e a inteligência
  5. mukhi – usada para melhorar a pressão arterial, diabetes, hemorróidas, estresse, desprazer, deficiência mental, neurose, problemas cardíacos
  6. mukhi – usada em problemas ginecológicos, epilepsia. Defende do trauma emocional de tristezas prolixas, transmite sabedoria, aprendizado e conhecimento
  7. mukhi – trata asma, impotência, faringite, confusão respiratória, doenças relacionadas com os pés, dores e incômodos. Benéfica também para aqueles que sofrem de problemas financeiros e mentais
  8. mukhi – usadas em dores de estômago, doenças de pele, estresse, ansiedade. Ajuda a enfrentar obstáculos e ajuda a ter sucesso nos empreendimentos
  9. mukhi – trata doenças estranhas e, ao usá-la fisicamente, concede muita energia, dinamismo e destemor;
  10. mukhi – remove a insegurança mental, desequilíbrio hormonal e tosse convulsiva. Atua como um escudo para corpo, repelindo o mal
  11. mukhi – alivia dores no corpo, dores nas costas, ajuda a recuperar do alcoolismo crônico e doenças hepáticas. Usando em seu corpo, confere sabedoria, julgamento correto, destemor e sucesso
  12. mukhi – usada em doenças ósseas, osteoporose, raquitismo, deficiência mental, ansiedade. Os usuários ganham a força do sol para governar e se mover continuamente com brilhante radiância. Aumenta a autoestima e a motivação
  13. mukhi – usada nas distrofias musculares, confere honra e satisfaz todos os desejos terrenos
  14. mukhi – estimula o sexto sentido, facilitando ao usuário predição do seu futuro
  15. mukhi – usada em doenças de pele, aborto espontâneo recorrente
  16. mukhi – cura lepra, tuberculose, doenças pulmonares
  17. mukhi – melhor usada em lapsos de memória, distúrbios funcionais do corpo
  18. mukhi – desequilíbrio mental
  19. mukhi – alivia distúrbios do sangue, medula espinhal
  20. mukhi – anula o problema de visão e picadas de cobra
  21. mukhi – erradica todas as formas de doenças.

Gauri Shankar Rudraksha

Duas contas de Rudraksha naturalmente unidas. É considerada a forma unificada de Lord Shiva e Maa Parvati. Aqueles que o usam alcançam o prazer de uma vida conjugal feliz.

A natural Gauri Shankar Rudraksha junta o marido e a esposa em um vínculo forte. É considerada a melhor conta Rudraksha para trazer felicidade à vida de um casal.

Gauri Shankar Rudraksha é a forma unificada das energias masculina e feminina, por isso é considerada uma conta muito poderosa e muito rara. O Gauri Shankar Rudraksha também é benéfica para a meditação diária (Dhyaan) e para alcançar a paz espiritual. As bênçãos combinadas do Senhor Mahadeva (Shiva) e Maa Shakti (Deusa Parvati) são derramadas sobre o usuário de Gauri Shankar Rudraksha e, portanto, ele pode levar uma vida mais feliz, saudável e rica.

Símbolo de: Deusa Parvati e Lord Shiva

Deus Governante: Maa Parvati (Gauri) e Lord Shiva (Shankar)

Dia de uso: segunda-feira, preferencialmente, podendo ser usada em qualquer outro dia.

Mantras: “Om Gauri Shankaraye Namah”

“Om Namah Shivaya”

Benefícios de Gauri Shankar Rudraksha

  • Promove a unidade familiar, harmonia e paz
  • Traz riqueza abundante para o usuário
  • Melhora a concentração e as habilidades de tomada de decisão
  • Ajuda a alcançar autoconfiança e sabedoria
  • Para uma vida conjugal feliz
  • Ajuda a melhorar o conhecimento
  • Melhora as relações familiares e entre amigos
  • Reduz a dor, o sofrimento e outros obstáculos
  • Influencia todas as esferas da vida do usuário para uma direção positiva
  • Útil para mulheres que enfrentam qualquer tipo de problema de gravidez


Propriedades medicinais

Sabor (Rasa): ácido
Virya (Potência): ushna (quente)
Karma (Ação):
Rushya – melhora o sabor
Shiroarthi shamana – alivia a dor de cabeça
Bhutagraha vinashanam – afasta espíritos malignos
Efeito nos Doshas – equilibra Vata e Kapha Doshas

Cada Rudraksha age como um gerador de bioenergia, cobrindo o campo energético do portador, chakras, energia kundalini e os 108 centros nervosos sensíveis no cérebro humano.

Medicinalmente, as Rudrakshas são conhecidas por curar muitas das doenças da mente e do corpo: reduzir a doença cardíaca e baixar a pressão arterial, aumentar a clareza mental, memória e consciência geral, acalmar o sistema nervoso central, livrar de pensamentos negativos, aumentar a imunidade, energia e resistência e rejuvenescer toda a mente e corpo.

Cada Rudraksha age como um gerador de bioenergia, cobrindo o campo energético do portador, chakras, energia kundalini e os 108 centros nervosos sensíveis no cérebro humano.

Pesquisas científicas extensas foram conduzidas ao longo dos anos por cientistas principais em universidades da Índia, e também no oeste, onde suas descobertas provaram que as contas da Rudraksha têm certas propriedades elétricas e magnéticas e que, quando usadas contra a pele, especialmente sobre o coração, agem em nossa rede neural de várias maneiras benéficas, podendo equilibrar o campo magnético do coração, controlar a taxa de pulso, melhorar a circulação sanguínea e purificar o sangue. Quando usamos Rudrakshas estamos, literalmente, carregando oxigênio, carbono e hidrogênio contra nossos corpos enquanto absorvemos a vibração desses organismos vivos puros.

As Rudrakshas também aumentam os níveis de íons negativos e agem diretamente em nosso sistema nervoso central, liberando substâncias químicas em nossos corpos que são responsáveis por emoções positivas e uma mente calma.

Mas, afinal, o que são íons negativos e para que servem?

É provável que a maioria das pessoas não saiba, mas os íons negativos são pequenas partículas que existem na natureza.

Os íons negativos são muito úteis ao corpo humano, pois facilitam às células a absorção do oxigênio. Infelizmente, com os ambientes que frequentamos, a quantidade de íons negativos diminui muito.

Outra questão interessante sobre os íons negativos é sua relação com nossa alimentação.
É bem conhecido que o consumo de alimentos mais alcalinos, frutas e vegetais são benéficos à saúde humana. A predominância de PH ácido no corpo, por outro lado, faz com que o corpo frágil fique susceptível a doenças.

A acidificação do sangue, que é causada pela perda de elétrons, pode ser evitada através dos íons negativos, que contém uma abundante quantidade de elétrons que, por conseguinte, melhoram a imunidade do corpo e resistência às doenças.

Os íons negativos são benéficos para o corpo humano de quatro maneiras principais:

  • Ajudam a fortalecer as funções dos nervos autônomos
  • Reforçam o colágeno
  • Melhoram a permeabilidade da célula (membranas plasmáticas), melhorando o metabolismo
  • Fortalecem o nosso sistema imunológico.

Fatores naturais que influenciam a concentração de íons negativos no ar:

  • O ar é ionizado naturalmente de maneira contínua.
  • Os íons negativos formam-se sob a influência de causas naturais, a radioatividade natural do solo, a fotossíntese das plantas, os raios cósmicos e ultravioletas do sol, as tempestades e os raios, a chama de uma vela ou de uma lareira, o impacto da água em movimento (chuva, chuveiro, mar, fonte), o atrito do ar nas plantas pontudas.
    Têm-se a sensação de respirar melhor ao pé de uma cachoeira, depois de uma tempestade, na montanha, à beira-mar, na floresta, ao sol, pela riqueza do ar em íons negativos.

Diversos fatores artificiais também diminuem a concentração de íons negativos no ar:

  • poluição, ar confinado (residência, carro, escola, escritório, transportes coletivos),
  • ar condicionado,
  • proximidade de um aparelho elétrico (aquecedor, televisão, computador, forno de micro-ondas),
  • tecidos sintéticos (carpetes e roupas sintéticas),
  • fumaças industriais,
  • gás de escapamento dos carros,
  • poeira,
  • tabaco,
  • aquecimento elétrico e até o ar que expelimos dos nossos pulmões.

É por isso que nesses locais e condições podemos sentir:

  • fraqueza,
  • cansaço,
  • irritabilidade,
  • dor de cabeça,
  • insónia e vertigem.

Pesquisas científicas provam que os íons negativos em um ambiente têm diversos efeitos positivos sobre o sistema imunológico e o sistema nervoso, como alívio de dores e doenças (alérgicas, pulmonares, etc), produzem efeitos favoráveis sobre o humor das pessoas e fortalecem as membranas celulares, tornando-as mais resistentes às doenças, além de prolongar em 30% a 50% a vida das células.

Por muito tempo, tem sido observado que pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, problemas de estômago, estresse, artrite e fobias obtêm resultados benéficos usando Rudraksha como coadjuvante. 

Provou-se que o uso da Rudraksha tem efeitos positivos em pessoas com pressão alta e controle do estresse, ansiedade, depressão e palpitações. Mentalmente, ela dá tranquilidade, poder de concentração e ajuda a atingir serenidade na mente.

Incrível, não é mesmo? Como o uso da Rudrashka pode trazer tantos benefícios!

 Remédios caseiros:

  • Para a varíola, contas de rudraksha em quantidades iguais com pimenta-do-reino são esmagadas e consumidas com água velha;
  • Para a asma, os frutos da rudraksha são misturadas com água morna e administrados 2 a 3 vezes ao dia;
  • Casca da rudraksha e suco das folhas para tratar insolação e febre; 
  • A decocção de rudraksha, tomada regularmente junto com mel, é usada como purificador do sangue; 
  • Contas de rudraksha sob o travesseiro induzem a um bom sono. Fervidas no leite, este líquido aplicado nas pálpebras também ajuda a dormir bem; 
  • Nos transtornos mentais, 4 a 6 contas de rudraksha são fervidas no leite para depois consumir; 
  • Para melhorar o apetite sexual, aplica-se uma pasta de rudraksha na testa; 
  • Para a ansiedade, rudraksha com 5 faces (mukhis) é segurada na palma da mão direita por 10 minutos; isto ajuda a recuperar a confiança. 

 

Mônica Teles Lloyd

YOGUI LIFE – Aprendiz de Yogui

By | YOGUI LIFE

Aprendiz de Yogui

Já se sentiram tão assoberbados com o dia-a-dia que ficaram totalmente agitados, disparando ‘balas’ para todos os cantos e esquinas, só depois reparando onde acertaram?

E quando olham para trás e veem o que fizeram, sentem-se mal porque era completamente desnecessário ter aquela atitude e chega alguém e faz um reparo à situação passada e ficam ainda mais irados e volta a correr mal. E isto continua, neste registo, até que há um ‘iluminado’, sim, porque há sempre um destes à nossa volta, que diz: ‘Devias era fazer uma meditaçãozita, sempre ficavas mais calmo!’ Se já estávamos prestes a partir para a Lua, sem foguetão, tripulação ou fato espacial, nesse momento é: ai! E é aí que percebemos que estamos mesmo mal. Que temos de arranjar uma maneira qualquer de nos despirmos de todo e qualquer papel que desempenhamos e ficarmos só nós. ‘Talvez a meditação possa, de facto, ajudar!’, pensamos. ‘E não deve ser assim tão difícil, há montes de coisas na net sobre o assunto.’ Pois sim….

Eu procurei e encontrei! Agora, tenho de dizer que fácil não é. Até poderia rir se não achasse que era uma situação com potencial de tragédia grega.

Este fim de semana, na continuação da minha busca pelo conhecimento junto dos meus professores, foi dedicado ao desenvolvimento de técnicas que permitem meditar e à meditação.

Sábado à tarde foi-nos dado a conhecer a técnica de Antar Mouna, uma técnica que nos permite afastarmo-nos da nossa mente. Ficar, ou será ser silêncio? Foi-nos pedido que nos deitássemos confortavelmente, que puséssemos uma manta em cima de nós para não sentirmos o frio que se instalaria e eu fiquei maravilhada. ‘Ai, que bom! Relaxamento, é mesmo o que estou a precisar’. A professora começa a indução, oiço atentamente e aí é que são elas! O coração dispara como se estivesse frente a frente com um leão prestes a atacar. O silêncio dentro da minha cabeça é ensurdecedor. Uma autêntica viagem dantesca pelo espaço que é a minha mente. Uma sensação de vou sair do meu corpo, temperada com um ‘Nem penses nisso, Ana Catarina! Tens é que fugir daqui! Foge, foge, foge a toda a velocidade!’ Fez-me lembrar quando tive o meu segundo filho e me virei para a enfermeira, que ficou boquiaberta, e lhe disse: ‘Deixe-me ir embora! Fique cá você a fazer o parto, mas eu tenho de sair daqui!’ E nessa altura, ri de tão patética que era a minha situação. Antes e agora! E deixei-me ficar e absorver o que me estava a ser dado. Apesar dos conflitos internos que o silêncio traz, permiti-me afastar-me um pouco deles, só um pouco, porque estão tão colados a mim que parecem lapas, e ficar em silêncio, usufruindo deste na sua plenitude.

Após este silêncio, fizemos uma meditação com o professor. Desta vez sentada, com a manta em cima de mim, que eu estava gelada da experiência anterior. Consegui, com mais facilidade e acho até que com certo alívio, olhar para os barulhos da minha mente e dizer-lhes: ‘Já sei que estão aí, mas eu não tenho vontade de me juntar a vocês. Fiquem aí, façam a vossa viagem e eu fico só aqui!’ Correu bem melhor. A sensação de ser só eu, de não ir em nenhum dos ‘barcos’ que passavam carregados de listas, situações e pessoas é plena de significado, empoderando-me de mim mesma. No final da nossa aula, sentia-me não só gelada como um calipo, mas calma, capaz e esgotada. Há já muito tempo que não dormia a sesta, mas este sábado aconteceu e, caso não me tivessem acordado para jantar, tinha sido direto até às 5:30 de Domingo. O que é que isto quer dizer? Não sei! Sei que me soube bem! Sei também que vou ouvir a gravação desse sábado e vou fazer de novo. O que irei sentir? Depende, se realmente já me consigo afastar das pessoas que sou no dia a dia.

No domingo… Eu disse que foi o fim de semana dedicado a isto, não disse? Cheguei uns minutos atrasada à aula e não ouvi toda a explicação do que iríamos fazer. Vi os colegas preparados e pensei: ‘Boa, meditação novamente!’ agarrei na mantinha, já aprendi qualquer coisita do dia anterior, sentei-me e vamos lá!

Pelo amor de Deus!!!!! Quem é que consegue ficar quase 1 hora sentada, sem se mexer, ao mesmo tempo que aceita os pensamentos, listas, etc que aparecem, mas não se deixa ir com eles?

Lá estávamos nós, guiados pelo professor, e de repente: ‘Ai, que dor na coluna! Tenho que me ajeitar.’ E no segundo que o faço, oiço do outro lado um calmo ‘Não mexe!’. ‘Ups! Concentra-te! Respira para a dor! Tu consegues!’ mais um bocado e ‘Ai, a minha perna esquerda está a ficar dormente! Só mexê-la um bocadinho para aqui… Ah, muito melhor!’ do outro lado: ‘Não mexe!’. Dói o pescoço, ‘Não mexe!’; Dói a coluna novamente ‘Não mexe!’; Comichão na ponta do nariz ‘Não mexe!’; Dói a unha do dedo grande do pé direito, ‘Não mexe!’; Perna direita fria, dormente, com a sensação de estar o dobro do tamanho. ‘NÃO MEXE!’ Acaba a ‘revisão’ do corpo e eu penso: ‘Pronto, já está! É super difícil, mas já acabou!’ Pois sim… Logo de seguida, o professor diz ‘Visualiza, mentalmente, o topo da cabeça!’ ‘Socorro! Outra vez, não!’. Chega ao fim e volta ao início. Simplesmente, ‘Não mexe’! Ao menos é uma variação do ‘Salta, deita, rebola, pede biscoito’ do dia-a-dia. Às páginas tantas, qual concentração, qual carapuça! Eu já só pensava ‘Não mexe, o raio! Se eu ficar assim muito mais tempo vou cair dura no chão que nem tronco de árvore. Vai saltar-me a perna direita, de certeza! Que neeeervoooos!!!’ Eu já chamava por todos os santos e demónios quando, finalmente, o professor acabou o Vipasana.

Hoje, olhando para todas as experiências do fim de semana pergunto: Porque é que foi tão difícil concentrar-me? Ficar? Só ficar?

Talvez, porque o que nos leva a desistir de tudo o que é difícil é o apercebemo-nos que temos de lidar com os nossos monstros, conhecê-los, dizer-lhes ‘Olá!’ e aprender a gostar deles. Não sei qual é a resposta certa, sei que estou para ficar e só me resta dizer: ‘Obrigada pela oportunidade!’

Ana Rodrigues
Formação Ayurveda Yoga 2021
Método BmQ

YOGUI LIFE – O lugar do Yoga na agenda 2021

By | YOGUI LIFE

O LUGAR DO YOGA NA AGENDA2021
“O YOGA ESTÁ NA MINHA AGENDA COMO FISIOTERAPIA”

São diversas as motivações para iniciar uma prática de Yoga mas o grande desafio surge com relação à agenda. As pessoas raramente procuram um Professor específico ou um método quando estão a iniciar a “prática”. As pessoas procuram horários compatíveis com a agenda pessoal, profissional e familiar o que torna o início da prática desafiante e a criação do hábito uma miragem. Como colocar mais uma tarefa na agenda num momento em que a agenda pessoal, profissional e familiar perderam as linhas que separam as horas e toda a agenda é um borrão gigante intervalado por linhas de corrector que apagam planeamentos ultrapassados numa velocidade desconcertante?

A prática é cada vez mais promovida em formato “DIY”, através de vídeos de Youtube ou redes sociais o que condiciona a possibilidade de ser personalizada para as motivações e idiossincrasias de quem a procura. Isto é especialmente “grave” para um praticante que está a iniciar e com necessidades específicas.

Já abordamos no texto do mês anterior que estamos muito longe da relação com a prática de outros tempos. Tempos em que o aluno buscava o Professor, ainda que do outro lado do globo e sem internet, tempos em que o aluno se ajustava à disponibilidade do Professor e seu fuso horário, tempos em que a prática era uma primeira pele e não um casaco pendurado entre tantos outros à espera de ser escolhido para sair.
A prática é actualmente, e cada vez mais, entendida como um extra, um capricho, um exercício como tantos outros e por isso facilmente substituível.

“As pessoas procuram horários compatíveis com a agenda pessoal, profissional e familiar o que torna a prática uma miragem quando agenda pessoal, profissional e familiar perderam as linhas que separam as horas e toda a agenda é um borrão gigante intervalado por linhas de corrector que apagam planeamentos ultrapassados pela velocidade das mudanças.”

Não escrevo de forma jocosa ou com qualquer tipo de pretensão que me coloque num patamar diferente. Não senhor, a minha prática “entra na minha agenda” (pessoal mas não familiar ou profissional, o porquê deste parêntesis já vão entender com a continuidade da leitura) e entra(va) com o nome dos meus Professores pelos quais tenho profundo respeito e presto incontestável reverência. Se a minha prática aparecesse na minha agenda profissional e familiar sem nome associado ou associada ao meu nome pessoal o mais provável seria não ser respeitada, por mim e demais.

Chegamos à questão que dá título a este texto – o lugar do yoga na agenda de 2021. Qualquer Professor de Yoga sabe da necessidade de adaptar os seus horários aos horários da sociedade que o procura. Qualquer Professor de Yoga cria horários no sentido de promover rotinas de prática pois é sobejamente reconhecida a importância das rotinas na criação e manutenção de hábitos.

Durante anos estas rotinas pareciam claras e “universalmente” aceites. Aulas desencontradas de 2f a 6f, duas ou três vezes por semana, e uma aula ao sábado geralmente destinada a práticas temáticas, tradicionais ou para quem praticava uma vez por semana. Quanto aos horários também apresentavam uma ordem transversal: aulas a meio da manhã, 09h30/10h, para os que trabalhavam por turnos, estavam de baixa ou reformados. Aulas ao final da tarde, 18h/19h, para quem saia dos empregos e ainda não tinha filhos ou tendo os miúdos já tinham maturidade par gerir actividades extracurriculares. Aulas ao início da noite, 20h/21h para pessoal com filhos pequenos que tinha de tratar do regresso a casa e só podia sair após banhos e jantares estarem orientados. Recentemente (4/5 anos) tinha ganhado protagonismo as aulas das manhãzinhas, 06h/07h, antes da família acordar onde o único desafio era saber quando terminar o dia.

Assim o Professor de Yoga, para sobreviver na sua profissão, teve de se reorganizar como tarefeiro e fazer os horários em função dos alunos e ainda ajustar o seu ensino a um bloco de tempo, altamente restrito, disponibilizado pelos alunos sob pena do mesmo não renovar a mensalidade.

Trazer a verdade para cima da mesa ou falar do elefante na sala não é desvalorizar a importância da agenda ou criticar a sua soberania perante a prática, trata-se sim de perceber que de facto a prática passou a ser usada como algo que nos serve em vez de ser algo que simplesmente “é”. Percebi isto quando uma aluna muito entusiasta, comprometida e dedicada começou a aparecer nas aulas num registo quase diário ao contrário do padrão de desmarcação constante em cima da hora a que me tinha habituado. Quando a parabenizei pela mudança de atitude e motivação intrínseca que trazia prioridade à prática respondeu-me “Lara, a minha motivação sempre foi a mesma e a prática é minha prioridade mas não a da minha secretária ou dos meus pacientes. Quando percebi isso, disse à minha secretária que tinha iniciado um plano de fisioterapia neste horário e de imediato, e sem questionamentos ou julgamentos, ela bloqueou a minha agenda. Os meus pacientes em vez de reclamarem passaram a preocuparem-se comigo e todos agora percebem a importância da minha fisioterapia. Está a correr tão bem que confesso que não tenho coragem para lhe mudar de nome.” Achei genial.

É fundamental sermos conscientes da importância da nossa prática, do que ela representa para nós mas também ter consciência do que ela significa para os outros que podem condicionar o meu à vontade por lhe arranjar tempo na agenda. A partir desse dia sugiro às minhas alunas, principalmente Mães – que parecem não ter direito a nada mais do que a uma militância familiar e profissional (sobre isto leiam o texto do mês de Fevereiro na coluna Belly Love), que usem nomes como depilação, ginecologista, fisioterapia, lavandaria, reunião importante, entrevista ou qualquer outro semelhante para tapar o lugar na agenda que se dedica à prática.

Como sabem sou Professora, pratico de forma diária e regular com Professores (falo no plural porque tenho diferentes professores para diferentes práticas e disciplinas) ainda assim são 11h00, acabei à poucos minutos a minha prática que gravei por motivos de svadyaya – estudo pessoal. Preciso vê-la e revê-la, principalmente nos dias em que a minha cabeça arranja argumentos, desculpas para saltar a prática. Preciso tomar consciência de que não tenho de me sentir culpada por ter este tempo para mim, ele é fundamental para a forma como me relaciono com o outros.

Como referi alguns parágrafos acima, é reconhecia a importância do planeamento para criar uma rotina de prática e por isso, idealmente a prática tem hora fixa e a minha hora ERA 4h. É fácil praticar às 4h quando a casa ainda dorme. Porém o condimento e o fecho das escolas trouxe uma nova tarefa à minha agenda. Uma tarefa que não ocupa 2h por dia em tele-escolas e aulas online. Uma tarefa que ocupa 8h porque há que contabilizar o tempo de preparação para a aula, o tempo de aula com interrupções constantes tipo: “oh Mãe o iPad está sem bateria”, “oh Mãe não consigo ouvir a Professora”, “oh Mãe não encontro o exercício que a Professora mandou fazer”, “oh Mãe tenho sede”, “oh Joana, porque não estás em frente ao iPad?”, “Maria a aula já acabou?”, “Joana porque estás a fazer desenhos em vez de participar na aula?” “Maria estás a tomar atenção ao que a Professora disse?”. E quando tudo parecia estar a fluir vem o intervalo e com ele novas interrupções: “Oh Mãe recomeço daqui 10m”, “oh Mãe vou fazer xixi”, “oh Mãe tenho fome”, “Joana tens a certeza que ainda estás no intervalo?”, “Maria já estou a ouvir a tua Professora”. Claro que têm horários desencontrados para as poder apoiar por isso estamos a falar de um período das 09h às 13h neste registo. Depois vêm os trabalhos da tarde e a oferta complementar, as aulas online de música, de ginástica e de natação (sim, porque a natação que até agora precisava de um tanque de água passou a ser possível ser realizada de forma virtual?!?). Juntem a isto o tele-trabalho e algumas consultas presenciais, escrever para blogs, preparar congressos, dar formação, responder a casos urgentes, mentoras, reuniões de equipa. Não vale esquecer o puto de 3 anos que corre pela casa, que quer agarrar todos os iPads, que chama pelas irmãs e não percebe porque estão em casa e não podem brincar com ele! Ainda assim existem coisas que mantenho de forma natural sem necessidade de as apontar na agenda (para já, enquanto o discernimento o permitir!): lavar os dentes, dar atenção ao intestino, comer, tomar banho e… praticar.

A minha prática tinha tudo para não existir se necessitasse de um tempo na agenda. Não há tempo e por isso a minha prática deixou de precisar de tempo na agenda e passou a estar incluída nas minhas rotinas. Têm sido dias desafiantes, não em mantê-la pois é uma parte de mim que pede a mesma atenção que as necessidades básicas fundamentais, mas em travar o julgamento mental. Procuro não me envergonhar, não pedir desculpa, não questionar se foi ou não o que eu queria que fosse. A minha prática tem hora fixa, excepto os dias em que muda de horário (perceberam a ironia?!) e não está na agenda.

A minha prática é interrompida por um alucinado número de pessoas que irrompe a minha sala e que desafia a um nível que nunca achei possível manter o meu foco e a minha concentração. A minha prática não é perfeita, não é a que eu desejo mas é a que posso fazer e como é tão desafiante hoje mais do que nunca não dispenso os meus Professores. Hoje mais do que nunca agradeço o investimento e disciplina de a ter integrada como uma ROTINA, não fosse isso tinha-a perdido certamente. Se tivesse perdido a minha prática tinha perdido parte de mim. A prática é a única constante dos meus dias, a única coisa que não muda e me traz algum conforto e segurança de que dia a dia algo se mantém. A prática é o meu relacionamento mais longo e algo que nenhum confinamento me pode tirar.

Como professora, creio que o meu maior dever é incentivar e entusiasmar a praticar mas não tem como isso acontecer sem compreender os desafios actuais e sublinhar a importância de mudar o paradigma da prática.
A prática não é uma ginástica, um exercício ou uma tarefa de agenda.
A prática é tempo para ti e não deve ser desvalorizado nem por ti, nem por ninguém sobre ti.

É preciso entender, compreender que estamos todos a passar, constantemente, momentos desafiantes e que se a prática não está integrada como uma rotina qualquer despropósito ou surpresa a vão condicionar. Todos os dias somos confrontados com novas circunstâncias sejam elas a pandemia, um pé torcido ou uma diarreia e todos os dias, todos, fazemos o nosso melhor para lidar com as adversidades, as surpresas. Cada momento é uma oportunidade para realizar uma nova aprendizagem, todas juntas trazem mais resiliência face àquilo que foge ao nosso controlo. Na verdade não controlamos nada, este momento apenas serve de aprendizagem mais intensa e bruta desta verdade. Na verdade a ansiedade que surge da falta de controlo não é fruto da pandemia, é fruto de quem és e por isso só tu podes terminar.

Vem saber mais sobre a IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL, segundo o Ayurveda e a tua experiência pessoal. hoje mais do que nunca somos chamados a nos responsabilizarmos sobre a vida que queremos viver.

Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga

    YOGUI LIFE | A Relevância de um professor

    By | YOGUI LIFE

    A RELEVÂNCIA DE UM PROFESSOR
    UM PROFESSOR É, EM PRIMEIRO LUGAR, UM ALUNO COM MAIS EXPERIÊNCIA. 

    São diversas as necessidades que motivam uma pessoa a iniciar uma prática de Yoga e cada uma dessas necessidades contém em si a pertinência do tema deste texto – a relevância do Professor de Yoga.

    Em tempos onde um clic dá acesso a um infinito número de aulas oferecidas por qualquer figura, em qualquer plataforma digital ou rede social, por valores irrisórios ou até gratuitos, a figura do professor de Yoga parece ter-se tornado totalmente descartável.

    A prática, agora reconhecida e promovida em formato “DIY”, como acontece aliás com qualquer coisa, está na moda. Se veio para ficar? Talvez.

    “A relação professor/aluno deixa de existir quando o aluno se posiciona como cliente e vê no professor não uma inspiração mas um prestador de serviços, igual a tantos outros disponíveis para o servir.”

    Estamos muito longe da relação de respeito professor/aluno descrita nos Vedas e durante tantos anos praticada. O professor, seja qual for a sua área, é visto actualmente como um prestador de serviços altamente dispensável e facilmente substituído e o aluno veste agora o papel de cliente que pretende estabelecer o valor do professor e a sua forma de ensinar. Enquanto a relação aluno/professor for vista como relação cliente/prestador predominará a insustentabilidade do sistema educativo e seguramente a transmissão do Yoga para além do asana. Principalmente porque ao Professor de Yoga não interessa ensinar asana mas ajudar o aluno a realizar a auto-transformação que o trará a um novo paradigma de Vida: Viver pleno e responsável pelas suas acções.

    • Qual a relevância de um Professor de Yoga na actualidade?

    O Professor de Yoga não é um arquitecto de asana que pretende deixar tudo lindo e alinhado. O Professor de Yoga está mais para engenheiro de obra que percebe o asana como espelho dos desafios, padrões e história pessoais que bloqueiam ou dificultam o caminho para o auto-conhecimento. Para ser Professor de Yoga não basta, apesar de ser importante, saber fazer e demonstrar a postura, isso seria altamente redutor e não muito diferente de um professor de ginástica, artes circenses ou BTS. Para ser Professor de Yoga há que conhecer a postura sim mas acima de tudo perceber o seu funcionamento na engenharia interior do corpo humano e enquadramento no corpo de conhecimento do Yoga. Há ainda que saber adequar o ensinamento à maturidade de quem o procura e ter a paciência e sabedoria de o transmitir ao ritmo de aprendizagem do aluno. Não basta ser versado em técnicas pedagógicas e didácticas e um pouco de psicologia comportamental. Para ser Professor de Yoga é necessário ter andado por este caminho, ter passado tempo neste caminho e sobretudo tê-lo feito com um bom guia.

    Ser Professor de Yoga não é uma tarefa tão fácil como parece. Ao ensinar novos professores de Yoga percebo que muitos deles não são sequer ainda praticantes. Na verdade muitos não são sequer alunos. O curso de Yoga serve nestes casos apenas como uma porta de entrada tão válida como as aulas regulares de Yoga. Não se trata de desvalorizar a formação de Yoga nem de enaltecer as aulas de asana, trata-se sim de deixar claro que o entusiasmo em aprender deve ser o grande motivador para iniciar a prática de Yoga. O que começou por um desafio ou necessidade vira rapidamente um encantamento e é bom que assim seja. Mas isso é apenas o início. Existem coisas que não se aprendem, não se ensinam e uma delas é a ser Professor de Yoga. Para ser Professor de Yoga é fundamental ser sobretudo um aluno, um aluno disciplinado na prática, no estudo, na exposição ao ensinamento e ter um Professor, num reconhecimento humilde de quem não sabe tudo e honestidade em relação àquilo que se sabe.

    Além disso, é desejável manter uma atitude de desapego perante o aluno, perante o acto de ensinar. O ensinamento não depende apenas de quem ensina, depende da disponibilidade de quem aprende. O processo não depende apenas do professor mas também do aluno e o aluno é uma pessoa em transformação. Todos os dias diferente, todos os dias livre. Nunca nosso.

    Um professor necessita também ele de um Professor. Um Professor que espelhe as armadilhas em que facilmente se cai. As armadilhas do auto-julgamento por “vestir” as expectativas, projecções e frustrações dos alunos. As armadilhas da auto-promoção por cair na ilusão da vida social digital que confunde a relação professor/aluno como uma relação cliente/prestador. As armadilhas do ego que nos fazem esquecer que somos alunos, pessoas normais que também estão no processo de ensino aprendizagem como aprendizes, tentando e dando o melhor de si como professores.

    Como professora, creio que o maior dever é incentivar e entusiasmar o aluno a praticar sem medo de se descobrir, de se transformar. Como “mãe” claro que me toca quando um aluno parte e procura outro professor mas como Professora de Yoga sei que fiz um bom trabalho porque o Yoga despertou, germinou e agora simplesmente mudou de lugar. Assim como uma planta às vezes precisa ser transplantada, mudada de sítio, apanhar uma outra luz ou ar, também alguns alunos precisam de mudar. Não reconhecer essa necessidade é esquecer o meu percurso como aluna e a minha responsabilidade como professora. Na verdade, todos nós como alunos almejamos encontrar o professor perfeito. Na verdade, todos nós como pessoas almejamos sempre mais do que o que temos no presente, olhamos sempre para a relva do vizinho como mais verde que a nossa e nesse momento pulamos a cerca, mudamos e acabamos por desvalorizar o que tínhamos. O tempo se encarregará de mostrar se essa mudança foi de facto necessária ou se foi uma muda, um trasplante precoce. A atitude perante essa constatação vai definir se, como alunos, perdemos o professor ou nos perdemos..

    • O que faz de um professor de Yoga o teu Professor de Yoga?

    Não é preciso estar muito atento para perceber que um instrutor de asana, um “self made asana teacher” pode ser uma boa oportunidade de contactar com algo que eleve a auto-confiança, a auto-estima e até dar o “boost” necessário para a responsabilização de uma prática física diária que higienize o corpo mas serão estas pessoas capazes de transmitirem técnicas e vislumbres do que seja essa experiência de realização através do Yoga?

    Os instrutores são importantes, eles abrem portas mas quando o Yoga despertar vais sentir necessidade de Professor que conheça a direção, reconheça o teu posicionamento e tenha a experiência e liberdade para te ajudar a caminhar sem fazer do teu caminho a sua conquista.

    Este texto não pretende apontar ou criticar escolhas, mas sim partilhar uma perspectiva pessoal sobre o empenho pessoal e profissional que vejo nos Professores de Yoga que dedicam as suas vidas, em exclusivo, ao estudo e partilha do conhecimento védico que traz sustento a uma prática séria, actualmente tornada salubre no conteúdo.

    A partilha de uma perspectiva actual de profissionais que durante anos foram reconhecidamente fortes alavancas de grandes mudanças e que actualmente são preteridos não por irrelevante impacto na vida de quem os procurou mas simplesmente por referência financeira ou popularidade nas redes sociais.

    A partilha de quem se preocupa em conhecer cada aluno como uma identidade pessoal, familiar e social única e percebe a sua acção com uma responsabilidade, um dever, que ultrapassa os limites da sala de aula.

    Encontrar um Professor de Yoga que conheça a tua história, te trate pelo teu nome próprio e se interesse genuinamente pelo teu processo e não apenas pelos 60 ou 90m de aula é de fundamental importância quando perceberes que para evoluir necessitas reconhecer e desafiar os padrões que geram em ti condicionamentos, constantes.

    Sou Professora de Yoga. Não sirvo interesses de clientes, sirvo o interesse sincero das pessoas que me procuram e me vêem como uma inspiração no seu caminho. Sou assim porque os meus Professores são assim também e neles encontro a minha inspiração. Eu, mas isto sou eu, jamais condicionaria a minha condição de aluna ao número de seguidores que têm nas redes sociais (alguns só agora têm redes sociais), às fotos que possam postar sobre a capacidade de fazerem alguma postura (não é esse tipo de inspiração que procuro neles), ao valor que definem como justo para a sua transmissão (mesmo que muitas vezes isso me condicione o número de práticas não condiciona a minha lealdade), os seus horários (e às vezes são mais de 4h de diferença).  O meu dharma é ser professora e vejo nesse dharma a responsabilidade incrementada de ser aluna pois só inspiramos crescimento no outro quando nos empenhamos na nossa própria aprendizagem.

    Lara Lima
    Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
    Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
    Terapeuta Ayurveda Sénior
    Professora Sénior de Yoga.

      YOGUI LIFE | Não precisas ser vegetariano, calmo, passivo e saudável para iniciar o Yoga

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      YOGUI LIFE

      SEJA QUAL FOR O DESAFIO O YOGA AJUDA
      TABU: NÃO PRECISAS SER VEGETARIANO, CALMO, PASSIVO E SAUDÁVEL PARA INICIAR O YOGA

      Muitas pessoas descobrem o Yoga em algum momento de necessidade. Surge quase como um conforto, mas acaba por mudar a vida de forma natural e espontânea.

      Comigo aconteceu um pouco diferente.

      Desde que me lembro que tinha necessidade de me sentar no chão, andar descalça e mexer nos pés (o que irritava profundamente a minha Mãe) e fazer uns movimentos com o corpo que não sendo uma dança eram algo muito semelhante. Adorava brincar com a respiração e fazer movimentos com a barriga e os olhos que todos me diziam ser uma patetice. Uma vez viram-me a fazer a “minha cena” na praia e perguntaram “praticas Yoga com quem?”. Passei-me, o Yoga era para mim, na altura, uma seita ou religião e eu estava muito zangada com a religião em que fui educada e por isso compararem algo que me trazia manha tranquilidade com algo que me confrontava não era uma equação possível.

      Muitos anos passaram e “puro acaso” na UTAD, em Barcelona, a única aula disponível antes de começar a trabalhar era às 06h e como sempre gostei de acordar cedo não foi difícil a escolha. Era uma aula de Iyengar e a minha relação com aquela prática tornou-se uma linda história de amor. Daquelas em que nos apaixonamos e queremos falar a toda a gente, estar todos os dias, investir todo o tempo. Como qualquer relação de amor também esta tinhas as suas crises, questionamentos e contratempos mas nada que a abalasse verdadeiramente e o interesse crescia. tornara-se evidente que queria viver esta relação para sempre por isso tratei de a formalizar e tirar o meu primeiro curso de Yoga.

      Seguiram-se vários e em 2 anos estava a dar aulas, a fazer dos fins‑de‑semana a “semana” de estudo e não foi preciso muito mais tempo para abdicar da minha carreira académica para me decidir a viver 100% com o Yoga.

      Tinha uma vida estável, uma carreira promissora e segura e um income financeiro muito confortável. Tudo isto associado à minha condição constante de pular entre interesses/paixões fazia com que família, colegas e amigos não acreditassem que era amor verdadeiro e tentassem destituir-me da minha decisão de largar tudo pelo amor ao Yoga. Já nada me satisfazia, o dinheiro, o reconhecimento, a carreira, os convívios sociais, o desporto e todas as invenções da indústria do fitness que durante alguns anos fizeram parte da minha vida profissional, nada servia.

      Confesso que actualmente a minha relação com o Yoga se transformou, fui Mãe, sou empresária, professora, terapeuta, mulher. O Yoga deixou de ter um lugar de destaque e enamoramento na minha vida e passou a fazer parte dela. Costumo dizer aos meus alunos que o Yoga é o meu relacionamento mais longo. tão longo que às vezes esqueço que está lá. Porque está sempre. Não me passa pela cabeça não acordar cedo para praticar nem deixar que o dia acorde antes de agradecer a sua chegada. Não me passa pela cabeça ler um romance ao olhar para a nova versão do Bhagavad Gita ou uma Upanishad. Não me passa pela cabeça uma vida diferente da que tenho e não, não sou “Shanti, shanti”, não dou a outra face quando me dão uma bofetada, não falo sussurrando, não tenho um ohm tatuado nem um japamala envolvido no pulso. sou vegetariana mas não como soja, tofu e não tenho especial afinidade com a evangelização do Yoga.

      “O Yoga não existe na minha vida para gerar conforto, apesar de o criar, o Yoga lembra-me todos os dias que a vida acontece aqui e agora.” Lara Lima

      Yoga não existe na minha vida para gerar conforto, apesar de o criar, o Yoga lembra-me todos os dias que a vida acontece aqui e agora. Que as dualidades existem e formam a unidade e que devemos fazer o que podemos a cada momento em vez de esperarmos momentos perfeitos para agir. E isso não é de todo, na maioria das vezes, confortável.

      Para os mais incautos o Yoga pode parecer uma filosofia demasiado cor de rosa, idealista, extremista, demasiado “namasté” e pouco real. Talvez, depende do ponto de vista mas falando desde o meu ponto de vista posso assegurar que o Yoga não existe na minha vida para gerar conforto, apesar de o criar, o Yoga lembra-me todos os dias que a vida acontece aqui e agora. Que as dualidades existem e formam a unidade e que devemos fazer o que podemos a cada momento em vez de esperarmos momentos perfeitos para agir. E isso não é de todo, na maioria das vezes, confortável.

      Para os mais atentos ao exterior o Yoga pode parecer um desafio circense de colocar o corpo em posições esquisitas com roupa desenhada em cenários paradisíacos mas, talvez devido à minha falta de atenção, posso assegurar que na maior parte dos dias a minha roupa não é slim e o cenário está entre um carro da patrulha pata e um estendal de roupa a secar.

      Para os moralistas o Yoga é uma filosofia (?!) que educa a mente a atingir um estado de calma no dia a dia que te faz ser a melhor pessoa do Mundo por não comer carne, cumprimentar com um namaste e abraço apertado e viveres uma vida quase que Franciscana, em voto de pobreza e simplicidade mas deste ponto de vista onde me encontro, apesar de reconhecer que de facto talvez o income financeiro não seja a prioridade, gosto de ter dinheiro para gastar no que considero importante, não dou abraços calorosos e cumprimento os demais com um sorriso e respectivo Bom…

      Quando me perguntam o que é afinal o Yoga a minha resposta tende para “aquele comportamento que te faz sentir uma pessoa melhor, que te faz querer agradecer cada dia ainda que reconheças os desafios, que te faz confiar que o melhor está por vir, enfim o yoga é como o amor, tem essa capacidade de mudar não a nossa vida, mas a forma como vivemos.

      Por onde pode começar…

      Não sei se isso realmente importa porque nem todas as pessoas querem começar mas, se a pergunta vem de um interesse pessoal em começar, começa por onde seja possível, desde que comeces, seja em aulas por youtube, podcasts, apps, livros inspiracionais, cartas de asana, ginásio ou aulas num shala o importante é começar porque de facto o Yoga tem um “quê” de magia que se sente como uma maior percepção de felicidade e serenidade que conduz inevitavelmente a uma vivência melhor, com nós mesmos e com os outros. E não há nada tão relevante como estarmos bem connosco, cheguemos ou não com o nariz aos joelhos ou o pé atrás das costas.
      Para aqueles que encontraram na prática desportiva a motivação e fonte para uma postura de bem estar com a vida o Yoga não traz uma alternativa mas um desafio extra, uma espécie de bem-estar pleno e consciente resultante de um conjunto de técnicas que simplificam a vida.

      Se já começaste e queres aprofundar ou levar mais a sério precisas de três coisas: (i) o método certo, que é aquele que te inspira mas que seguramente começa por ser algo disciplinado e devidamente orientado por quem sabe, (ii) instruções certas que apenas são possíveis se a pessoa que te instrui te conhece pelo teu nome próprio e (iii) compreensão certa que implica que consigas entender o que te é passado. As duas primeiras O PROFESSOR QUALIFICADO garante, a outra depende apenas de ti.

      [ Lara Lima ]

       

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