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YOGUI LIFE

O PROPÓSITO DO DETOX DO CORPO SÓ TEM PROPÓSITO SE SE CHEGAR A CONHECER A ALMA

By | YOGUI LIFE

DETOX YOUR BODY UNVEIL YOUR SOUL
O PROPÓSITO DO DETOX DO CORPO SÓ TEM PROPÓSITO SE SE CHEGAR A CONHECER A ALMA

Para aquele que simplesmente vive e aceita : o corpo, instintos, necessidades e forma de vida; os programas detox são puramente uma desintoxicação dos acúmulos provenientes dos excessos de uma vida vivida em prol do prazer. Porém, para os outros aqueles que, em algum ponto da história, experienciaram um olhar de soslaio, um vislumbre para algo além da forma, do corpo, dos pensamentos, dos sentimentos. Para esses, a partir desse algo que não se explica terá acontecido o primeiro lampejo de consciência de que a existência não se limita apenas ao reflexo no espelho, ou aquilo de que cantam os poemas e canções.

Frente a esta olhar de soslaio, a este vislumbre, espelhou-se a inquietação, a busca por algo mais. E, porque raramente nos habituamos a olhar para dentro ou a ficar em silêncio com nós mesmos, o instinto é procurar fora quem soubesse definir o indefinível.

Na busca de curar o vazio existencial que tantas vezes não nos deixa dormir encontramos programas de renascimento, “rebirth”, sagrado feminino, meditação, mindfulness numa busca desesperada de descobrir quem sou para além da forma e o que faço aqui.

Mas para aqueles que viram de soslaio algo para além da “normose” tornou-se evidente que a identificação com o corpo, a mente e os papéis sociais reduz a vida a uma história em que somos ou heróis, ou vilões, de histórias pessoais que nós mesmos narramos e que forçosamente procuramos acreditar.

Foi através desta procura que muitos de nós chegaram ao Yoga, como forma de nos sentirmos “melhor”, por uma questão física ou emocional.

A inquietude eterna que nos faz duvidar do vislumbre que tivemos mas a impossibilidade de negar o que vimos parece de alguma forma desvanecer com a prática daquelas posturas loucas, daquele silêncio perpetuado no tempo ou a série impossível de decorar. De alguma forma aquele movimento do corpo associado à respiração, à observação, silencia a mente e desvenda as camadas que cobrem nosso verdadeiro Ser. Porque será que isso acontece?

No programa DETOX YOUR SOUL procuramos partir do conhecimento do que somos, daquilo com que nos identificamos? Para isso, precisamos ir purificando os vários invólucros e moldes para entender a realidade ilusória. Precisamos observar e conhecer para saber como transcender as crenças limitadoras que constróiem o ego e abafam a alma.

Para isso é importante a prática diária.

Não apenas a prática de asana, mas a criação de rotinas que torne evidente os papéis, a forma como dispersamos o tempo.

Desta prática de auto-estudo – Swadhyaya, surge a consciência do que somos e de como experienciamos o Mundo à nossa volta, como nos relacionamos, como interagimos até chegarmos a um espaço onde não haja lugar para dúvidas e finalmente possamos caminhar na direcção do RECONHECIMENTO do que somos de verdade.

Após a primeira fase de auto-conhecimento, que dura cerca de 8 semanas, iniciamos o caminho do questionamento baseado nos ensinamentos de Sri Ramana Maharshi que enfatizava a meditação do tipo Vichara, interrogação, em que nos vamos perguntando: eu sou isto? E por exclusão vamos retirando aquilo que não somos. Esse processo pode ser chamado de neti neti, “nem isto, nem isto”. Não sou o meu corpo, não sou o meu pensamento, não sou o meu nome, não sou a minha profissão… E por aí fora, até chegarmos a algo que não deixe espaço para dúvidas. Nesse momento percebemos que o verdadeiro Ser é ilimitado, e toma a forma que lhe dermos. Desta percepção resulta Moksha – a desintoxicação da alma, a percepção de liberdade.

Partimos do corpo físico, mas não ficamos por aí, seguimos caminhando pelos diferentes corpos, invólucros da alma, que recebem o nome de Koshas e são cinco. São como vidros sobrepostos que se sujos impedem de ver o Mundo lá fora da forma como é.

Annamaya Kosha é o corpo físico. Anna significa comida, porque é disso que ele é composto. Todos os dias aquilo que comemos nutre as células, que se renovam a partir dessa nutrição. Pensando que este corpo é formado pelo que comemos e digerimos, se entende porque a alimentação é tão importante se queremos começar purificando os Koshas. Por isso as primeiras 4 semanas do programa DETOX YOUR SOUL são usadas para limpar o corpo das tendências alimentares tamásicas baseadas em comida industrializada, processada, pré-congelada, pré-confeccionada, reaquecida. Nas 4 semanas seguintes é realizado o convite a um detox profundo do corpo e o convite a uma alimentação predominantemente sátvica, adequada a cada constituição e capacidade de digestiva, agni. Terminando o programa DETOX YOUR SOUL em autonomia.

O interessante deste programa é a tomada de consciência da importância da prática diária da tomada CONSCIENTE de decisão com base nas observâncias do efeito dos alimentos que consumimos no dia a a dia. O melhor do programa é que essas mudanças se realizam de forma gradual e suave, de dentro para fora e não baseadas num protocolo rígido, com as quais nossa razão pode até concordar, mas nossa vontade não. Associado a este cuidado tomamos consciência de que o corpo se alimenta por todos os sentidos e de forma integral pelo que é fundamental exercitar o corpo físico e o corpo mental com a prática de asana, pranayama e meditação que acompanham todo o programa.

Pranamaya Kosha é basicamente o corpo energético que está entre o físico e o da mente, fazendo a ligação entre os dois, através do prana, o que é facilmente observável numa prática de asanas. O Prana tem uma relação especial com a mente e para onde vai a mente segue o corpo por isso se tivermos certa região bloqueada, podemos sentir resistência a que se abra pelo que é importante a presença de um professor que ajuda a levar a atenção, sem julgamento, para aquela região, para fazer a energia fluir. Isso pode trazer à tona diferentes emoções e por isso é importante perceber a egrégora a que estamos associados para não racionalizar em excesso e perceber o processo com aceitação e compaixão, lembrando que cada um é um indivíduo diferente e reagirá de forma diferente.

O Manomaya Kosha é o corpo da mente, pelo qual em vez de sangue e linfa fluem pensamentos que ficam guardados em forma de samskaras, impressões passadas que influenciam tendências de comportamento, os vasanas. No programa DETOX YOUR SOUL as entrevistas servem para auxiliar a transmutação da tendência automática de persistir ao agradável em detrimento do saudável e rejeitar o desagradável apesar de importante no processo de evolução pessoal.

A prática de asanas, Pranayama e meditação são ferramentas importantes que criam diversas oportunidades para observar esses padrões que causam sofrimento.

Vignamaya Kosha é o corpo do intelecto, da inteligência subtil. Aqui se alojam os samskaras e o Karma mais profundos. que necessitam da luz de Buddhi. Mas para que Buddhi se manifeste e prevaleça sobre a vontade do ego, apegos e aversões, é necessário que Sattva domine sobre a mente. Por isso são tão importantes as ações de purificação dos Koshas anteriores, para criar o espaço e a luz necessárias para termos Viveka, discernimento.

O último Kosha, Anandamaya Kosha, é o chamado corpo causal, a alma que causa a individualidade específica de cada um de nós. Sendo o último, o mais subtil, é o que está mais perto de Purusha, em direto contato com o Absoluto. Dá origem aos outros Koshas e o último a ser dissolvido quando se morre. Ananda pode ser traduzido como bem-aventurança, um estado de felicidade, paz e tranquilidade, que seria a matéria que compõem este corpo. Experienciar esse estado, um tipo de Samadhi, só é possível quando os Koshas anteriores estão purificados.

No fundo, este é um processo do DETOX YOUR SOUL tal como descrito no primeiro sutra do Sadhana Padha, o segundo Capítulo dos Yoga Sutras, por Patanjali. 

O propósito deste programa é entender como os corpos funcionam para saber manejá-los e transformá-los para que não nos dominem. Como dito antes, serve também para entendermos o que não somos.

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

CONVERSAS COM O UNIVERSO

By | YOGUI LIFE

CONVERSAS COM O UNIVERSO

Já te aconteceu falar com alguém e teres a sensação que esse alguém não está a fazer caso?
O que fazes nessas alturas?

Provavelmente chamas a atenção e repetes de novo a informação.

E se o teu ouvinte continuar a ignorar a tua comunicação?

Acredito que actuas de acordo com a importância que esse assunto e ouvinte têm para ti. Por isso creio que das duas uma:

  1.  O assunto pode ser deixado para mais tarde e vais à tua vida tratar de outros assuntos. O ouvinte não te é assim tão querido e vais à tua vida, dirigindo-te a outros que te queiram ouvir.
  2. O assunto é importante e aumentas o tom de voz. O ouvinte é importante por isso aumentas o tom de voz.

Vamos então voltar um pouco atrás à origem do Universo.

Bum 💥  o Universo manifestou-se. Com o tempo foi-se agrupando a matéria. Este agrupamento foi realizado aos poucos e evoluindo em diversas formas, pelo menos assim conta a Cosmologia… e Darwin (evolução das espécies)… e Newton (na natureza nada se cria, nada morre, tudo se transforma). Creio que pela lógica, e pela ciência, podemos então afirmar que somos parte de um Universo criador. Ora se somos parte do Universo criador, o Universo deve ser como uma Mãe, agir como uma.

Vamos então falar do que é ser Mãe, de como elas agem.

As Mães amam os filhos e tudo o que fazem para eles acreditam ser de máxima importância. Todos os assuntos são importantes se são assuntos relacionados com os seres que mais amam, os seus filhos. Mas enquanto filhos queremos as coisas à nossa maneira, afinal somos pessoas (ao mesmo tempo que somos filhos, e não antes de sermos filhos). Creio que este é um ponto importante. Queremos as coisas à nossa maneira mas somos mais imaturos e menos experientes que as nossas Mães por isso quando queremos muito uma coisa à nossa maneira e a nossa Mãe nos desvia dessa coisa só pode significar uma de duas coisas:

  1.  As nossas Mães são umas chatas, déspotas, autoritárias e narcisistas que querem tudo à maneira delas e acham que somos suas propriedades
  2. As nossas Mães amam-nos, têm mais experiência do que nós, conhecem melhor o mundo e têm distância suficiente para verem que não estamos a ir pelo caminho certo

Ao longo da nossa existência acredito que quanto mais acreditamos no ponto 1 mais ouvimos o tão odiado “eu bem que te avisei”. E quanto mais acreditamos no ponto 2 mais confiamos que de facto existem coisas que não eram bem como pensávamos. O resultado vai dar ao mesmo, somos sempre os responsáveis pelas nossas escolhas. Podemos ou não aceitar a expertise de quem nos ama para escolher para além da imaturidade do ego ou podemos desafiar a expertise e fazer novas descobertas. Como Newton também disse “acertei muito menos do que errei”.

Agora voltemos ao diálogo que originou esta reflexão.

Se o Universo “fala” contigo te mostrando algo (ainda que não estejas a entender) qual a tua reação como ouvinte? Parar para tentar perceber ou seguir ignorando?

E quando o Universo fala te desviando do que achas estar certo acha que o faz por não ter mais que fazer ou porque te tem em consideração e está atento a ti?

E quando ele te berra? Amuas como uma criança mimada ou páras e refletes?

Se algum dia te aconteceu parar apenas quando ele desatou aos berros achas que consegues perceber os berros se começares a chorar ou desesperar? Não seria mais fácil parar, pedir desculpa e disponibilizar-te a ouvir?

O que te impede de parar?

E se já paraste mas não consegues ouvir o que te impede de ouvir?

E se já ouviste mas não entendeste o que te impede de entender?

E se já ouviste e entendeste mas não sabes como agir porque não pedes ajuda?

E se pedires ajuda estás disposto a receber a ajuda que te é dada ou fazes birra porque queres a ajuda que pediste, da forma como a pediste e não a ajuda que te é disponibilizada?

Se já te aconteceu passar por um momento em que não sabes o que fazer e tudo parece estar a desmoronar apesar de “mercúrio não estar retrógrado” o mais provável é não estares parado a ouvir o que o Universo tem para te dizer.

A minha sugestão é que pares. E se não consegues ouvir, se não consegues entender, se não sabes como agir deixa que o tempo o mostre.

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

UM “COVID” A PARAR

By | YOGUI LIFE

UM “COVID” A PARAR

Dia 27 de Janeiro chegou a minha vez de não ser uma COVID excluída.

Passaram 2 anos sobre a pandemia e estava a ver que chegava ao fim com o bicho a negar a minha existência. Tardou mas chegou, finalmente ele demonstrou-se não só democrático como defensor do direito a voto sobre como viveria a minha vida nos próximos 7 dias.

Confirmado o resultado do teste por um exame mais profissional, ou pelo menos uma colheita mais profissional, tinha chegado o momento de comunicar e fechar o círculo à minha volta. A aceitação foi total e os votos carinhosos de rápidas melhoras um aconchego.

Chegava agora a minha vez de receber o vírus e não o deixar muito à vontade. Os vírus são como os hóspedes, ao terceiro dia maçam (diz o meu marido repetindo as palavras do Pai).
Aceitar a presença do bicho no meu corpo foi fácil o mais desafiante seria mesmo ser coerente com o que recomendava aos outros e… parar.

Parar seria sem duvida o mais desafiante. Desligar a tendência quase inconsciente de verificar as mensagens no telemóvel a cada hora, estar com os meus filhos com tempo para sobrar tempo, olhar para a casa e ter tempo de ver o pó sobre o que está parado há demasiado tempo, dormir sem pressa para acordar, estar 24h com o homem que escolhi partilhar a vida e sentir-me grata por estar a seu lado, não fazer planos para além do almoço e jantar, repetir o acordar sem repetir o dia, fazer o caminho que conduz a minha casa sem ter de partir ou chegar, ver os miúdos crescerem e brincarem na casa da árvore que estava até aqui inabitada.

A minha vida acontece muito rápido, muitas vezes sem dar conta. Foi assim que apanhei o vírus, sem dar conta. Esta rapidez arrasta em si um medo latente de parar. Mais ou menos como quando vamos na autoestrada e temos receio de que algo se atravesse e tenhamos de travar a fundo. Esta travagem brusca conduz inevitavelmente a conduzir a atenção para os pés e os pés muitas vezes antecipam o embate.
Fiquei feliz por desta vez ao travar não sentir o embate do medo. Esse medo que sabemos não ter razão para sentir até sentir, e então não saber como deixar de o sentir. Esse temor de ter medo de ver o abismo ao parar inquietava-me e agora que permanecia quieta não encontrava o medo. Foi estranha a sensação de liberdade mas, ao senti-la quase como uma carícia, tive a certeza de ser o resultado de anos de prática e estudo.

Ainda assim permaneci atenta, não seria a primeira vez que me julgando forte no ensinamento sucumbiria aos desejos do ego e à engenhosa mentira da mente sobre um Mundo que depende de mim para continuar.

Há tanto tempo que esperava pelo vírus que acabei por me conseguir preparar para a sua chegada, sempre com um olho aberto pois a verdade é que não conheço bem o que é isto que trago dentro.

Apurei os cuidados e percebi o tanto de cuidados que já vínhamos a ter há anos. A nossa alimentação é fresca, local e simples. As manhãs são saudadas com alegria, gratidão e respirações profundas. O corpo conhece o descanso suficiente mas não a letargia ou preguiça. Os telemóveis sabem manter a distância da família e a televisão só anima os mais novos enquanto os mais velhos tiram o seu tempo de conversa. Os jogos estão espalhados pela casa e os livros namoram-se pelo sofá. No armário dos remédios temos chá, mel e algumas ervas ayurveda que consumimos neste período. O ben-u-ron espreita tímido na ansia de ser escolhido. E foi, duas vezes.

“Não me pareces estar doente, Mummy” – dizem os meus filhos enquanto caminhamos pelos campos ou estendemos a roupa nas cordas do jardim.

“Tenho o vírus mas não estou doente” – respondo, agradecendo os anos de entrega ao conhecimento que me conduziu à mais de uma década a um estilo de vida que sustenta e nutre o meu sistema imunitário.

Passaram os 7 dias.

Sou uma mulher grata por esta visita, podem ler o meu diário e revistar a minha alma que vão encontrar apenas gratidão e não negação de que ele por aqui passou.

Esta é a minha partilha.
Se te tocou comenta.

Encontramo-nos pelos caminhos da vida consciente, porque eu bem-nos-quero!

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

Tradição de Natal BmQ

By | YOGUI LIFE

TRADIÇÃO DE NATAL BmQ
UMA CARTA À MÃE NATAL

Se há coisa que me caracteriza é o gosto que tenho em dar prendas. Adoro, adoro, adoro… desde pequena o que deixava a minha Mãe muito enrascada com a minha lista pois a lista de prendas de Natal era composta da lista de coisas que queria dar aos meus amigos, professores, vizinhos… enfim!

Para tornar isso possível eu fazia a maior parte delas inspirada na famosa “minha agenda” mas outras (as dos professores) a minha Mãe fazia questão de me proporcionar (acho que por vergonha de eu lhes ter dado um ano, rolos de filmes fotográficos com ervas secas e dizer que era perfume de armários). Para não fugir ao orçamento a minha Mãe tinha sempre então umas lembranças que eu orgulhosamente levava num cesto para a escola e distribuir animadamente. Aquele era sem dúvida o apogeu do Natal.

No primeiro ano em que tirei a carta, já na faculdade, decidi inaugurar uma tradição : colocar na mala do carro um cesto com talvez uns 50 saquinhos de prendas, coisas simples e acessíveis, miminhos engraçados que depois distribuia em Ovar quando chegava para o Natal visitando a minha costureira, empregada, as antigas professoras e professores, colegas, vizinhos, amigos. Era uma festa e depressa se espalhou a tradição. As pessoas acharam piada e posso vos garantir que algumas pessoas de Ovar ainda seguem esta rotina.

Quando comecei a trabalhar comecei a fazer o mesmo nos clubes e ginásios onde passava e as pessoas achavam graça e comecei a dizer que se quisessem também organizava para elas e no BmQ decidi fazer isso de forma mais efectiva. Porquê?

Porque dar mimos é espectacular e recebe-los melhor ainda. Porque o Natal não é só das crianças e dos centros comercias mas dos amigos, conhecidos e pessoas que sabemos que vão ficar felizes com algo. Sabemos disso e por isso existem as trocas de prendas e os jantares de Natal em que se trocam prendas até 5€… certo?

Foi aqui que surgiu o meu dilema. Eu não queria trocar prendas. Eu queria dar mimos. Eu não queria receber bugigangas dos chineses. Eu queria receber mimos. Eu não queria mais uma caixa de chocolates para reciclar. Eu queria mimos.

E o que são mimos?

Mimos são coisas que não são dispendiosas mas que são interessantes e práticas. Mimos trazem um sorriso à cara e não um “ups, o que faço eu com isto?”. Mimos aquecem o coração e não queremos passar adiante.

Isso são os mimos e ao longo dos anos no BmQ decidimos criar a lista à Mãe Natal, uma lista em que podes dar o teu orçamento para X número de mimos e nós garantimos que os vais buscar já embrulhados com bom gosto (nada de papéis foleiros e excedentes de laços) que vão surpreender as pessoas que queres mimar.

Quando fui Mãe transmiti essa tradição às minhas filhas e todos levam para a escola mimos para TODOS, professoras, funcionários de cantina, auxiliares… com 3 filhos tenho a entregar mais de 150 mimos. Porque o faço? Porque aquelas pessoas merecem, aquelas pessoas recebem os meus filhos quase diariamente porque nem sempre estão bem dispostos mas no que depender de mim este Natal vão ficar. Ainda conto com o padeiro, a D. Paula, a D. Ilda, a D. São, o Sr. Raul, a Isabel… enfim.

Conhece alguns dos mimos BmQ aqui
Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Qual o melhor método de ensino de Yoga

By | YOGUI LIFE

QUAL O MELHOR MÉTODO DE ENSINO DE YOGA?
A PARTILHA DE UMA EXPERIÊNCIA QUE TE PREPARA PARA VIVER DE FORMA CONSCIENTE

 

É cada vez mais frequente, em ginásios e escolas de Yoga, haver uma oferta diversificada de aulas de diferentes métodos de ensino de Yoga que são erradamente confundidas com diferentes tipos de Yoga.

 

Importa esclarecer que apesar de existirem diferentes tipos de Yoga, no Bhagavad Gita (excerto do grande épico indiano Mahabharata, considerado o texto de origem do Yoga) são apenas considerados três: Karma Yoga, Bhakti Yoga, Gnana Yoga. Estes três tipos de Yoga são diferentes caminhos para um mesmo fim.

 

No Ocidente quando falamos de Yoga falamos de Karma/Hatha Yoga, o Yoga da acção. Todos os “Yogas” que vês no horário da escola/ginásio que frequentas são na verdade o mesmo tipo de Yoga, Hatha Yoga. Os diferentes nomes devem-se aos diferentes métodos de diferentes escolas que por estarem sistematizadas já têm um nome próprio que as identificam.

O texto que se segue não pretende ser uma lição ou uma verdade absoluta sobre o que se passa no Mundo do Yoga apenas a partilha, numa linguagem simples e directa, do que transmitimos na Escola BmQ.

 

A motivação para escrever esta crónica vem da pergunta genuína de quem nos procura e quer fazer uma escolha consciente do método mais do que o horário. Quando procuras o BmQ para a prática de Yoga fazemos sempre uma entrevista inicial que nos ajude e te ajude a encontrar o método mais adequado para ti uma vez que o propósito de qualquer método é uma prática que crie, aos poucos, uma sincronização entre a respiração e o movimento numa ponte que conecta a prática do dia de hoje com o dia de amanhã, com o próximo ano e até com a próxima vida.

 

Quando trabalhamos desta forma permitimos ao interessado recuperar o poder de tomada de decisão consciente libertando-o do condicionamento de viver em rebanho ou sob a decisão de alguém exterior à sua vida.

 

A maior parte dos métodos existentes na actualidade descendem dos ensinamentos de Krishnamacharya. Tirumalai Krishnamacharya nasceu em 18 de novembro de 1888 em Mysore, sul da Índia, numa família que tem raízes no famoso sábio indiano do século nove Nathamuni, autor do Yogarahasya e o primeiro professor da linhagem de Gurus Vaishnavas. Krishnamacharya estudou Ayurveda, o sistema médico tradicional indiano, e a filosofia Nyáya, uma escola védica de lógica. Talvez por isso Krishnamacharya nunca viu o Yoga simplesmente como uma prática física e sempre ensinou que o Yoga deve ser adaptado e praticado de acordo com as necessidades, capacidade e aspirações de cada estudante. Segundo ele, os princípios fundamentais do Hatha Yoga estão na prática de Vinyasa Krama (estágios), em que os ásanas são unidos de forma sequencial, intercalados repetitivamente, na passagem de uma postura a outra.

 

Desta linhagem os métodos mais propagados na actualidade são os criados por 2  dos seus 5 principais alunos directos: (1) Sri K. Pattabhi Jois que desenvolveu o métodos de Asthanga Vinyasa Yoga, (2) B.K.S Iyengar que desenvolveu o método de alinhamento Iyengar. A grande diferença destes dois métodos é a dinâmica. O métodos desenvolvido por Pattabhi Dois é mais dinâmico e desafiante a nível aeróbio e o método desenvolvido por Iyengar mais desafiante a nível de estabilidade, permanência. A partir destes dois métodos muitos outros foram desenvolvidos porém não tão estruturados.

 

Uma das grandes diferenças entre estes dois métodos, Iyengar e Ashtanga, é que: o Ashtanga possui 6 séries fixas de ásanas (“family seven serie”) que vão sendo exploradas à medida que o aluno evolui no sentido de se tornarem cada vez mais voltadas para aspectos subtis do corpo. Já em Iyengar, não há séries fixas e cada professor é livre para criar as suas próprias séries, de acordo com as idiossincrasias e objectivos específicos de cada praticante, obrigando os princípios de alinhamento e kramas (estágios) de evolução de cada postura que norteiam toda a prática no contexto de integrar cada postura em consciência e presença.

 

Outro diferencial são os props (cintos, blocos, cordas de parede, pesos, entre outros) usados tanto para facilitar a vida dos iniciantes quanto para exigir mais precisão dos veteranos. Desta forma, mesmo que o Iyengar ofereça a liberdade para criar sequências, as mesmas não podem ser construídas de maneira aleatória, e precisam fundamentalmente, levar a um lugar de iluminação da consciência, que é Yoga. E isso,  exige um estudo cuidadoso do professor de Vinyasa.

 

Em comum estes métodos defendem a necessidade de cultivar uma respiração consciente para executar os ásanas, como também, a consciência de seguir de uma ação para outra e o propósito da prática é o mesmo: criar a integração corpo/mente/espírito que leva ao estado de presença e ao autoconhecimento.Pranayama, quando o yoga é citado a partir da perspectiva terapêutica e da condução de Prana que falamos.

 

O foco principal destas práticas é o encontro do equilíbrio da energia vital – prana, a conexão com a consciência do movimento interno e externo e trabalho bastante espiritual e energético. As práticas são muito fundadas na respiração e posturas relacionadas a ela, a prática é mais introspectiva com foco em trabalhar os estados de consciência, meditação e mente.

 

Um “método” muito conhecido é Hatha Yoga. Em sânscrito, ha- significa “sol” e -tha significa “lua”. Quando falamos de aulas de Hatha Yoga estamos na verdade a falar de uma prática que procura através dos asanas (posturas de Yoga) aprofundar a conexão entre o corpo e a mente criando um equilíbrio que gera uma sensação de paz e serenidade por meio de pranayamas (exercícios respiratórios) e asanas (posturas). Apesar de grande parte das pessoas considerarem estas aulas ideais para iniciantes, grávidas, idosos, convalescente ou para quem está parado há muito tempo por serem aulas que seguem um ritmo supertranquilo, com movimentos realizados num tempo maior e com pausas entre um e outro, acredito que estas aulas são ideais para quem tem apenas o fim de dia para dedicar à prática pois o carácter livre da aula obriga a problemas e compromissos ficarem do lado de fora da sala.

 

A principal diferença em relação: (1) ao Ashtanga é o reduzido número de posições e maior suavidade nas transições, (2) ao Iyengar, é a menor exigência no alinhamento e tempo de permanência.

 

Para além destes métodos de ensino existentes no BmQ existem muitos outros. A verdade é que o yoga é um guarda-chuva que abriga várias práticas, um pouco diferentes entre sim, mas que partem do mesmo ponto. Algumas são mais agitadas, outras um pouco mais leves. Algumas dão mais foco na postura e outras levam bastante em conta os mantras e a introspecção. Nenhuma é melhor ou pior que outra, são apenas diferentes, os caminhos são inúmeros e isso dá-te uma liberdade incrível de poder optar por aquele que mais atende a tua busca, no final a grande diferença será o que o Yoga vai revelar sobre ti mesmo.

 

A minha sugestão é que comeces a praticar numa escola de Yoga que já tenhas alguma referência, com professores profissionais que possam te transmitir a segurança, esclarecimento e abertura necessários à aprendizagem para que então possas escolher o métodos que mais se adequa ao teu estilo para puderes progredir em direção a um propósito que é comum a todos os praticantes: uma vida mais consciente.

 

A prática de Yoga é em qualquer método uma conexão, uma abordagem para uma forma mais consciente e integrada de viver a experiência do corpo físico, da mente, dos sentidos e das emoções com o relacionamento com o outro e o contexto. Qualquer prática deve lentamente, dia a dia, prática a prática, despertar a consciência para esta relação e para o sistema de comunicação vigente – a respiração.

 

Na Escola BmQ acreditamos na prática como um mergulho profundo nas dimensões internas da mente e da consciência.

Para podermos dar este mergulho, precisamos de três coisas:

  1. Método certo
  2. Instruções certas
  3. Compreensão certa.

É aqui que entra o BmQ.

Aulas Método BmQ em qualquer parte do Mundo!
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Lara Lima
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YOGUI LIFE – Yôga Nidra

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A publicação de hoje merece um local bem acolhedor e confortável onde te possas deitar e dedicar uns minutos a este exercício de relaxamento. Faz com entrega, com vontade, e, dessa forma, talvez possas vivenciar uma das técnicas que a filosofia prática do Yôga nos disponibiliza – Yôga Nidra.

Aulas Método BmQ em qualquer parte do Mundo!
Online e presencial

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(Voz)
Cláudia Santos

Professora de Yoga
CEO do Método BmQ
Responsável pela Gestão, Marketing e Comunicação Profissional do BmQ

YOGUI LIFE – Meditação [ áudio ]

By | YOGUI LIFE

Todos os dias de manhã realizo a minha meditação.

O meu momento de aprendizagem em que me sento humildemente em silêncio (sempre que a mente o permite, pois ela é de facto a mais indisciplinada de todas as crianças).

 

Algumas coisas a ter em conta antes de começares a meditação.

  1. Ter ingerido a última refeição há mais de 2h.
  2. Procurar um espaço tranquilo e aconchegante para realizar a prática de meditação. 
  3. Se fora de casa, procurar um lugar que transmita paz, próximo da natureza ou num lugar de culto.
  4. Se em casa procurar um lugar tranquilo e confortável, elevando a sua energia através de uma vela, intenso ou flor.

 

Ecologia Pessoal – Meditação por Lara Lima

 

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Navaratri

By | YOGUI LIFE

Dia 1

Quando me perguntam porque me liguei à cultura hindu respondo com um sorriso

“porque adoro viver a vida em festa”

 

Quando me perguntam mais a sério e me sinto mais à vontade abro o coração e respondo de forma bem totó “porque adoro estudar, porque gosto da segurança de me sentir aluna, de ter um professor e de perceber que isso não tem data de validade nem obriga a um diploma.”

De coração digo-vos que sinto como um privilégio gigante Ser Aluna! Ter alguém em quem posso confiar, que me guia e em quem confio é um privilégio. Festeja-lo uma necessidade.

Se por um lado é de facto uma grande característica da cultura hindu a constância de dias festivos durante o ano. É ainda mais significativo a forma humilde e tradicional com que se encaram estes momentos festivos. Festa que não implica comer mais do que oferecer comida. Festa que não implica presentes mais do que servir o outro. Festa que não se perde na brilhantina mas que coloca o seu significado como porta bandeira.

Se demonstraste interesse, em algum momento, pelo Yoga ou qualquer simbolismo associado é muito provável que o algoritmo te tenha mostrado hoje alguma publicação sobre o Navaratri.

 

FELIZ NAVARATHRI berram as publicações.
JAYA NAVARATRI respondemos em forma de coração e partilha na nossa história.

Mas afinal o que é o Navaratri perguntas mentalmente, porque até sussurrando tens medo de o fazer.

Como outros festivais na Índia, Navaratri tem um significado muito rico. Navaratri simboliza o processo do aspirante espiritual. Aspirante… adoro… dá-me esperança ver-me como aspirante.

Durante a jornada espiritual, um aspirante passa por três estágios personificados por: Durga, Lakshmi e Saraswati. E por isso, Navaratri, que literalmente significa “nove noites”, dedica três dias de adoração para o Divino nas formas de Durga, Lakshmi e Saraswati.

Apesar da sociedade de consumo rápido resumir o Navaratri ao último dia conhecido como o “Dia da Vitória”, o Navaratri são 9 noites de celebração das 3 fases do processo espiritual.

Durante os três primeiros dias, Durga é adorada.
Durga personifica o aspecto de Shakti que destrói as tendências negativas que justificam a ignorância e a ação incorrecta. Que outro motivo nos levaria a fazer algo errado senão a ignorância de não conhecer a ação certa?
Assim, nas estórias dos Puranas (escrituras) Devi é descrita na forma de Durga, guerreira que destrói os Asuras (demônios).
Todavia, conseguir alívio temporário das garras das vasanas não garante a Liberação permanente. As sementes das vasanas mantenham-se dormentes internamente. Por isso, devemos banhá-las constantemente com qualidades positivas como práticas de Yoga e Meditacao, comida Satwica e hábitos de vida saudável e boas companhias.

Gratidão ao BmQ por existir e ser o local de Egrégora do que nos foi transmitido pelos nossos professores, diminuindo um pouco a falta e saudade que sentimos de os ter por perto.

 

A adoração a Lakshmi acontece nos três dias seguintes. Lakshmi não somente concede a riqueza e prosperidade mundana, Ela concede de acordo com a necessidade de cada um. Uma forma de dizer que o conhecimento vem, nunca é negado, ao aluno que aplicado apresenta maturidade para o receber.

Gratidão ao BmQ por ser o espaço que se expande na medida das nossas necessidades e se recolhe respeitando os nossos limites.
Gratidão aos professores que nos apoiam e sustentam a nossa egrégora dando sempre o conhecimento que precisamos sem exigir de nós mais do que podemos dar mas sempre dando mais do que consideramos necessário.

 

Por fim, os três últimos dias são dedicados a Saraswati, a incorporação do Conhecimento. Ela é descrita usando um sari puro-branco, que simboliza a iluminação da Verdade Suprema.

Gratidão

 

O décimo dia é Vijaya Dashami, ou festival da vitória, que simboliza o momento em que a Verdade nasce no interior. Com isso, a significância de cada estágio de adoração tem claras parábolas correspondentes aos diferentes estágios da Sadhana (práticas espirituais). Primeira: as tendências negativas precisam ser controladas; segundo: as qualidades necessitam ser assimiladas; terceira: depois de ganhar necessária pureza mental, conhecimento espiritual deve ser adquirido. Somente então, o sadhak (aspirante espiritual) irá atingir a iluminação espiritual.

AGORA SIM.

Dia 2

Ontem abri o Navaratri com a sua explicação e referência específica a Durga como a expressão do potencial de mudança que todos temos é que se vê tão bem na forma feminina (o ciclo feminino que nos transforma dia a dia através de um mês) e na forma de alunos (em que todos os dias estamos diferentes com um pouco mais de conhecimento numa espiral crescente de maturidade).

Hoje é o segundo dia dedicado a Durga e a intenção que colocamos é de perceber neste potencial de mudança a nossa força, coragem e determinação para agir perante desafios e padrões que nos constrangem.

Todos os dias temos o potencial de mudança a latejar e oportunidades para nós atirarmos a esse propósito. Que possamos manter esta força que não se perde com a idade e esta disponibilidade para aprender que que não se perde com o tempo.

Que possamos nos manter longe da ignorância, inércia e demência.

Dia 3

Chegamos ao último dia dedicado a Durga e vale a reflexão do significado da sua origem.

Não, não é por acaso que as mulheres vencem tantos desafios. Não é por acaso que nos foi dado a nós o poder da multiplicação.

Apesar das diferentes culturas indianas divergirem em alguns pontos, a essência do conhecimento é o mesmo, assim como a origem da deusa é a mesma.

Durga foi criada por todos os Deuses como a última e única possibilidade de vencer o invencível demónio Mahisha na sua luta por um lugar no céu.

Mas como um Asura, um demónio poderia ter um lugar no céu? Como podemos deixar que os nossos desejos e perversões se imponham ao lugar sagrado que estamos a construir? Este é o simbolismo da indignação dos deuses. É importante perante as nossas fraquezas reunirmos as nossas forças e concentrarmos as mais puras energias na direção da melhor versão de nós. Só assim poderemos gerar a massa de luz intensa que nos direciona como um jato de fogo para a ação correta. Assim aparece na mitologia Durga, cavalgando num leão empregadas das mais fortes armas de cada Deus.

Durga representa a força de Deus na ação.

Só uma mulher, Durga conseguiria facilmente vencer o demónio. Só ela o venceu. Como resultado, percebemos Durga como a Mãe divina que se manifesta de diversas formas com o intuito de proteger as crianças e o mundo.

Durga é considerada a rainha das batalhas, lutando sempre contra demónios masculinos e possuindo apenas ajudantes femininas. Ela vence sempre, mas mais diversas formas. Foi numa dessas lutas que a deusa Kali foi criada.

 

JAYA MATA KALI
JAYA MATA DURGA
KALI DURGUE
NAMO NAMAH

 

Que possamos encontrar em nós a força que não se extingue para fazer o que estás certo.

Dia 4

Após 3 dias de reflexão sobre a importância da ação chega o momento de refletirmos sobre a vontade, o propósito, a responsabilidade da ação.

Simplesmente perfeito não é?

Nos dias de hoje delegamos facilmente as nossas ações. Como ontem estudava com o meu professor, através do medo se foram impondo vontades e tirando o poder pessoal de decidir. Quem tem medo não decide em consciência mas sim no medo. E assim estamos.

Não há nada de “errado” em não assumir a responsabilidade da ação. Porém, há consequências.

Para não assumir a responsabilidade, temos que negar a responsabilidade, ou seja, transportá-la para outro ou alguém. Ao não nos responsabilizarmos pela nossa vida iremos responsabilizar outro, mas como responsabilizar é dar poder então preferimos culpar porque culpar é atribuição da responsabilidade daquilo que não gostamos, daquilo que não aceitamos, do que não queremos ver ou assumir. Culpar a outros (ou a vida em si) é uma forma prática a e rápida de camuflar a frustração da experiência, e reforçar a atitude de medo, ressentimento e auto-piedade.

Quando negamos a responsabilidade pela vida, escolhemos permanecer paralisados, o que não impede a queda e faz crescer o desrespeito do nosso comprometimento em transformar a nossa experiência de ser humano.

Dia 5

Neste segundo dia dedicado a Lakshmi celebramos o poder de estar no ciclo positivo de dar e receber.

Ainda hoje alguém dizia “damos com uma mão para receber com a outra”. Gostei tanto de ouvir aquelas palavras. É que muitas vezes percebo quase que um pedido de desculpa ao tentar equilibrar a balança entre dar e receber.

Na maior parte das vezes sentimos uma sensação de culpa e frustração gigante sempre que tiramos tempo para dedicar a um mesmo. Até o verbo está errado “tirar”. Quando sentimos que “tiramos” tempo para nós, não reconhecemos esse tempo como investimento. Por isso mesmo acredito que a sociedade está frustrada, amoral, disfuncional e apática perante a vida.

Não se pode dar o que não se tem e por isso é tão importante refletir sobre a responsabilidade pessoal perante a Vida no sentido de equilibrar o ciclo de dar e receber.

 

Vamos honrar a Vida.
Vamos reconhecer o nosso lugar de merecimento.
Vamos ser humildes para saber receber e agradecer simplesmente porque sim.

 

Vamos procurar comprometermos-nos a aceitar humildemente receber, mais de perto, mais juntos, e assim ensinar os nossos filhos através do nosso exemplo.

Dar é importante e um dever de quem é próspero.
Receber é importante e um dever de quem é humilde.
Equilibrar o ciclo é importante para viver de forma harmónica.

Dia 6

Quando abrimos o BmQ a nossa vontade era ter um espaço que servisse a comunidade de forma justa e adaptado às necessidades e condições de cada um.

Estivemos um ano em que as mensalidades eram mensalidades responsáveis, ou seja, cada um dava na proporção do que sentia. Escusado será dizer que foi um ano de puro investimento pois a sociedade não estava, nem creio que esteja, preparada para acatar uma responsabilidade desta dimensão e acabamos tendo que nos adaptar pois o senhorio e Estado nao concordavam com a mesma forma de pagamento.

Seguiu-se a tentativa de cobrar de acordo com o vencimento mas rapidamente se revelou desadequado.

Hoje, no 6dia, último dia dedicado a Lakshmi tendo reflectido sobre a nossa vontade e o nosso propósito refletimos hoje sobre a nossa prosperidade.

Ser próspero não significa ser rico. Ser próspero significa ter o suficiente para nós e um pouco mais para oferecer ao próximo que o necessite. É por esse motivo que oferecemos de coração bolsas de tratamento, BACK2life e consultas a quem genuinamente precisa mas não pode. Fazemos em consciência e de coração aberto certos de que cumprimos a nossa vontade de chegar sempre a quem precisa.

Porque partilhamos a nossa experiência? Porque acreditamos que talvez te tenha acontecido o mesmo. Talvez tenhas oferecido, na tentativa de ajudar, quem nao precisa ou não pediu.

Em nome da humanidade a que pertencemos queremos te agradecer de coração por todo o bem que proporcionas aos demais.

Om lokah samastha sukhino bhavantu.
Om shanti, shanti, shantih

– Que todos os seres, em todos os lugares, possam viver prósperos, livres e felizes. Que haja paz no mundo denso, subtil e espiritual.

Dia 7

Saraswati representa a beleza, sabedoria, discernimento e comunicação.

Dia 8

As palavras são talvez a arma mais poderosa e sofisticada criada pela humanidade.

Na sua essência, a palavra serve para troca de informação que inclui ideias, conceitos concretos e abstratos como as emoções, comportamentos e conteúdos escritos. Porém as palavras quando mal utilizadas, consciente ou inconscientemente, podem magoar, ferir e até matar ideias, emoções, relacionamentos, pessoas.

Saber usar as palavras é um sinal de inteligência que devemos cultivar e aferir talvez através do silêncio.

 

AYURVEDA – Já ouviu falar em Rudraksha?

By | YOGUI LIFE

Você já ouviu falar em Rudraksha?

Rudraksha ou rudrākṣa, em sânscrito: (rudra (रुद्रः) = Lord Shiva + ākṣa = olhos) nome  dado tanto a árvore como também a seus pequenos frutos e sementes, sendo estas muito prezadas por suas propriedades sagradas (Sri) e curativas, de acordo com o Ayurveda.

Em inglês, é conhecida como Ultrasum Bead Tree ou Wooden Begger Bead.

Rudraksha
Sementes oriundas da árvore da espécie ELAEOCARPUS GANITRUS, encontrada desde a planície gangética no sopé do Himalaya até a China, sul e sudeste da Ásia, Austrália, Guam e Havaí. Na Índia, é encontrada principalmente em West Bengal, Madhya Pradesh, Mahashtra, Orissa, Andhra Pradesh e Western Ghats. 

Suas sementes são consideradas como verdadeiras jóias nos Vedas, Puranas e nos Upanishads. Muito utilizadas nos japamalas para meditação, por suas propriedades medicinais, bem como por estarem associadas à figura mitológica de Lord Shiva, um dos avatares da filosofia hindu.

A tradição hindu conta, e conforme mencionado no Shiva Purana, Lord Shiva ficou em meditação por 1000 anos com os olhos semi serrados, até que seus olhos, finalmente, cederam e a primeira lágrima que caiu no terreno tornou-se uma Rudraksha. Por isso, é muito comum Lord Shiva ser representado usando um japamala de rudraksha.

No sistema tradicional de medicina, diferentes partes (contas, casca, folhas e casca externa das contas) de Rudraksha são tomadas para o alívio de vários problemas de saúde, como distúrbios mentais, dor de cabeça, febre, doenças de pele e para curar as feridas.

Textos Ayurvédicos categorizam a Rudraksha como termogénica, sedativa, aliviadora da tosse e úteis para o tratamento de bronquite, neuralgia, cefaléia, anorexia, enxaqueca, estados maníacos e outros distúrbios cerebrais. É empregada na medicina popular como anti-stress, para a ansiedade, depressão, palpitações, dores nos nervos, epilepsia, falta de concentração, asma, hipertensão, artrite e doenças hepáticas. Além disso, exibe funções farmacológicas múltiplas como a antiinflamatória, analgésica, hipoglicémica, antiulcerogénica e antimicrobiana. Descobriu-se que fitoesteróis, gorduras, alcalóides, flavonóides, carboidratos, proteínas e taninos são os grandes responsáveis ​​pelo potencial terapêutico do E. ganitrus (Rudraksha). O extrato aquoso das folhas também contém glicosídeos. O extrato etanólico das folhas contém ácido gálico, ácido elágico e quercetina. Esta revisão fornece uma base científica para propriedades farmacológicas / medicinais e usos terapêuticos de Elaeocarpus ganitrus.

Cada Rudraksha tem linhas divisórias que vão do topo da semente até o fundo, com fendas igualmente espaçadas chamadas Mukhi (face) na superfície das contas. 

De acordo com o número de mukhis (faces), o tipo de conta Rudraksha varia de uma única face a várias faces (até 21 faces). Rudrakshas podem ser usadas por qualquer pessoa, como um colar de contas simples, como um colar de contas chamado mala ou como pulseira. 

Tipos de Rudraksha

Com base no número de Mukhis (fendas ou sulcos) presentes na superfície das contas de Rudraksha, existem diferentes tipos. Cada um confere efeitos terapêuticos específicos:

  1. mukhi – usada no tratamento da ansiedade, problemas cardíacos, problemas oculares, tuberculose, paralisia, dores nos ossos. Ilumina a superconsciência e melhora a concentração
  2. mukhi – usada na asma crônica, insuficiência renal, impotência, estresse, ansiedade, depressão, problemas oculares, pensamento negativo, transtorno mental, falta de concentração, histeria, distúrbio intestinal. Abençoa o usuário como sentido de UNIDADE
  3. mukhi – usada para a depressão, esquizofrenia, icterícia, deficiência mental, febre ou fraqueza, estresse menstrual, alterações de humor
  4. mukhi – melhora a circulação sanguínea, trata a asma, a perda de memória, tosse, problemas respiratórios, distúrbios mentais. Ao usar a rudraksha de 4 mukhis, confere o poder da criatividade, melhora a memória e a inteligência
  5. mukhi – usada para melhorar a pressão arterial, diabetes, hemorróidas, estresse, desprazer, deficiência mental, neurose, problemas cardíacos
  6. mukhi – usada em problemas ginecológicos, epilepsia. Defende do trauma emocional de tristezas prolixas, transmite sabedoria, aprendizado e conhecimento
  7. mukhi – trata asma, impotência, faringite, confusão respiratória, doenças relacionadas com os pés, dores e incômodos. Benéfica também para aqueles que sofrem de problemas financeiros e mentais
  8. mukhi – usadas em dores de estômago, doenças de pele, estresse, ansiedade. Ajuda a enfrentar obstáculos e ajuda a ter sucesso nos empreendimentos
  9. mukhi – trata doenças estranhas e, ao usá-la fisicamente, concede muita energia, dinamismo e destemor;
  10. mukhi – remove a insegurança mental, desequilíbrio hormonal e tosse convulsiva. Atua como um escudo para corpo, repelindo o mal
  11. mukhi – alivia dores no corpo, dores nas costas, ajuda a recuperar do alcoolismo crônico e doenças hepáticas. Usando em seu corpo, confere sabedoria, julgamento correto, destemor e sucesso
  12. mukhi – usada em doenças ósseas, osteoporose, raquitismo, deficiência mental, ansiedade. Os usuários ganham a força do sol para governar e se mover continuamente com brilhante radiância. Aumenta a autoestima e a motivação
  13. mukhi – usada nas distrofias musculares, confere honra e satisfaz todos os desejos terrenos
  14. mukhi – estimula o sexto sentido, facilitando ao usuário predição do seu futuro
  15. mukhi – usada em doenças de pele, aborto espontâneo recorrente
  16. mukhi – cura lepra, tuberculose, doenças pulmonares
  17. mukhi – melhor usada em lapsos de memória, distúrbios funcionais do corpo
  18. mukhi – desequilíbrio mental
  19. mukhi – alivia distúrbios do sangue, medula espinhal
  20. mukhi – anula o problema de visão e picadas de cobra
  21. mukhi – erradica todas as formas de doenças.

Gauri Shankar Rudraksha

Duas contas de Rudraksha naturalmente unidas. É considerada a forma unificada de Lord Shiva e Maa Parvati. Aqueles que o usam alcançam o prazer de uma vida conjugal feliz.

A natural Gauri Shankar Rudraksha junta o marido e a esposa em um vínculo forte. É considerada a melhor conta Rudraksha para trazer felicidade à vida de um casal.

Gauri Shankar Rudraksha é a forma unificada das energias masculina e feminina, por isso é considerada uma conta muito poderosa e muito rara. O Gauri Shankar Rudraksha também é benéfica para a meditação diária (Dhyaan) e para alcançar a paz espiritual. As bênçãos combinadas do Senhor Mahadeva (Shiva) e Maa Shakti (Deusa Parvati) são derramadas sobre o usuário de Gauri Shankar Rudraksha e, portanto, ele pode levar uma vida mais feliz, saudável e rica.

Símbolo de: Deusa Parvati e Lord Shiva

Deus Governante: Maa Parvati (Gauri) e Lord Shiva (Shankar)

Dia de uso: segunda-feira, preferencialmente, podendo ser usada em qualquer outro dia.

Mantras: “Om Gauri Shankaraye Namah”

“Om Namah Shivaya”

Benefícios de Gauri Shankar Rudraksha

  • Promove a unidade familiar, harmonia e paz
  • Traz riqueza abundante para o usuário
  • Melhora a concentração e as habilidades de tomada de decisão
  • Ajuda a alcançar autoconfiança e sabedoria
  • Para uma vida conjugal feliz
  • Ajuda a melhorar o conhecimento
  • Melhora as relações familiares e entre amigos
  • Reduz a dor, o sofrimento e outros obstáculos
  • Influencia todas as esferas da vida do usuário para uma direção positiva
  • Útil para mulheres que enfrentam qualquer tipo de problema de gravidez


Propriedades medicinais

Sabor (Rasa): ácido
Virya (Potência): ushna (quente)
Karma (Ação):
Rushya – melhora o sabor
Shiroarthi shamana – alivia a dor de cabeça
Bhutagraha vinashanam – afasta espíritos malignos
Efeito nos Doshas – equilibra Vata e Kapha Doshas

Cada Rudraksha age como um gerador de bioenergia, cobrindo o campo energético do portador, chakras, energia kundalini e os 108 centros nervosos sensíveis no cérebro humano.

Medicinalmente, as Rudrakshas são conhecidas por curar muitas das doenças da mente e do corpo: reduzir a doença cardíaca e baixar a pressão arterial, aumentar a clareza mental, memória e consciência geral, acalmar o sistema nervoso central, livrar de pensamentos negativos, aumentar a imunidade, energia e resistência e rejuvenescer toda a mente e corpo.

Cada Rudraksha age como um gerador de bioenergia, cobrindo o campo energético do portador, chakras, energia kundalini e os 108 centros nervosos sensíveis no cérebro humano.

Pesquisas científicas extensas foram conduzidas ao longo dos anos por cientistas principais em universidades da Índia, e também no oeste, onde suas descobertas provaram que as contas da Rudraksha têm certas propriedades elétricas e magnéticas e que, quando usadas contra a pele, especialmente sobre o coração, agem em nossa rede neural de várias maneiras benéficas, podendo equilibrar o campo magnético do coração, controlar a taxa de pulso, melhorar a circulação sanguínea e purificar o sangue. Quando usamos Rudrakshas estamos, literalmente, carregando oxigênio, carbono e hidrogênio contra nossos corpos enquanto absorvemos a vibração desses organismos vivos puros.

As Rudrakshas também aumentam os níveis de íons negativos e agem diretamente em nosso sistema nervoso central, liberando substâncias químicas em nossos corpos que são responsáveis por emoções positivas e uma mente calma.

Mas, afinal, o que são íons negativos e para que servem?

É provável que a maioria das pessoas não saiba, mas os íons negativos são pequenas partículas que existem na natureza.

Os íons negativos são muito úteis ao corpo humano, pois facilitam às células a absorção do oxigênio. Infelizmente, com os ambientes que frequentamos, a quantidade de íons negativos diminui muito.

Outra questão interessante sobre os íons negativos é sua relação com nossa alimentação.
É bem conhecido que o consumo de alimentos mais alcalinos, frutas e vegetais são benéficos à saúde humana. A predominância de PH ácido no corpo, por outro lado, faz com que o corpo frágil fique susceptível a doenças.

A acidificação do sangue, que é causada pela perda de elétrons, pode ser evitada através dos íons negativos, que contém uma abundante quantidade de elétrons que, por conseguinte, melhoram a imunidade do corpo e resistência às doenças.

Os íons negativos são benéficos para o corpo humano de quatro maneiras principais:

  • Ajudam a fortalecer as funções dos nervos autônomos
  • Reforçam o colágeno
  • Melhoram a permeabilidade da célula (membranas plasmáticas), melhorando o metabolismo
  • Fortalecem o nosso sistema imunológico.

Fatores naturais que influenciam a concentração de íons negativos no ar:

  • O ar é ionizado naturalmente de maneira contínua.
  • Os íons negativos formam-se sob a influência de causas naturais, a radioatividade natural do solo, a fotossíntese das plantas, os raios cósmicos e ultravioletas do sol, as tempestades e os raios, a chama de uma vela ou de uma lareira, o impacto da água em movimento (chuva, chuveiro, mar, fonte), o atrito do ar nas plantas pontudas.
    Têm-se a sensação de respirar melhor ao pé de uma cachoeira, depois de uma tempestade, na montanha, à beira-mar, na floresta, ao sol, pela riqueza do ar em íons negativos.

Diversos fatores artificiais também diminuem a concentração de íons negativos no ar:

  • poluição, ar confinado (residência, carro, escola, escritório, transportes coletivos),
  • ar condicionado,
  • proximidade de um aparelho elétrico (aquecedor, televisão, computador, forno de micro-ondas),
  • tecidos sintéticos (carpetes e roupas sintéticas),
  • fumaças industriais,
  • gás de escapamento dos carros,
  • poeira,
  • tabaco,
  • aquecimento elétrico e até o ar que expelimos dos nossos pulmões.

É por isso que nesses locais e condições podemos sentir:

  • fraqueza,
  • cansaço,
  • irritabilidade,
  • dor de cabeça,
  • insónia e vertigem.

Pesquisas científicas provam que os íons negativos em um ambiente têm diversos efeitos positivos sobre o sistema imunológico e o sistema nervoso, como alívio de dores e doenças (alérgicas, pulmonares, etc), produzem efeitos favoráveis sobre o humor das pessoas e fortalecem as membranas celulares, tornando-as mais resistentes às doenças, além de prolongar em 30% a 50% a vida das células.

Por muito tempo, tem sido observado que pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, problemas de estômago, estresse, artrite e fobias obtêm resultados benéficos usando Rudraksha como coadjuvante. 

Provou-se que o uso da Rudraksha tem efeitos positivos em pessoas com pressão alta e controle do estresse, ansiedade, depressão e palpitações. Mentalmente, ela dá tranquilidade, poder de concentração e ajuda a atingir serenidade na mente.

Incrível, não é mesmo? Como o uso da Rudrashka pode trazer tantos benefícios!

 Remédios caseiros:

  • Para a varíola, contas de rudraksha em quantidades iguais com pimenta-do-reino são esmagadas e consumidas com água velha;
  • Para a asma, os frutos da rudraksha são misturadas com água morna e administrados 2 a 3 vezes ao dia;
  • Casca da rudraksha e suco das folhas para tratar insolação e febre; 
  • A decocção de rudraksha, tomada regularmente junto com mel, é usada como purificador do sangue; 
  • Contas de rudraksha sob o travesseiro induzem a um bom sono. Fervidas no leite, este líquido aplicado nas pálpebras também ajuda a dormir bem; 
  • Nos transtornos mentais, 4 a 6 contas de rudraksha são fervidas no leite para depois consumir; 
  • Para melhorar o apetite sexual, aplica-se uma pasta de rudraksha na testa; 
  • Para a ansiedade, rudraksha com 5 faces (mukhis) é segurada na palma da mão direita por 10 minutos; isto ajuda a recuperar a confiança. 

 

Mônica Teles Lloyd

YOGUI LIFE – Aprendiz de Yogui

By | YOGUI LIFE

Aprendiz de Yogui

Já se sentiram tão assoberbados com o dia-a-dia que ficaram totalmente agitados, disparando ‘balas’ para todos os cantos e esquinas, só depois reparando onde acertaram?

E quando olham para trás e veem o que fizeram, sentem-se mal porque era completamente desnecessário ter aquela atitude e chega alguém e faz um reparo à situação passada e ficam ainda mais irados e volta a correr mal. E isto continua, neste registo, até que há um ‘iluminado’, sim, porque há sempre um destes à nossa volta, que diz: ‘Devias era fazer uma meditaçãozita, sempre ficavas mais calmo!’ Se já estávamos prestes a partir para a Lua, sem foguetão, tripulação ou fato espacial, nesse momento é: ai! E é aí que percebemos que estamos mesmo mal. Que temos de arranjar uma maneira qualquer de nos despirmos de todo e qualquer papel que desempenhamos e ficarmos só nós. ‘Talvez a meditação possa, de facto, ajudar!’, pensamos. ‘E não deve ser assim tão difícil, há montes de coisas na net sobre o assunto.’ Pois sim….

Eu procurei e encontrei! Agora, tenho de dizer que fácil não é. Até poderia rir se não achasse que era uma situação com potencial de tragédia grega.

Este fim de semana, na continuação da minha busca pelo conhecimento junto dos meus professores, foi dedicado ao desenvolvimento de técnicas que permitem meditar e à meditação.

Sábado à tarde foi-nos dado a conhecer a técnica de Antar Mouna, uma técnica que nos permite afastarmo-nos da nossa mente. Ficar, ou será ser silêncio? Foi-nos pedido que nos deitássemos confortavelmente, que puséssemos uma manta em cima de nós para não sentirmos o frio que se instalaria e eu fiquei maravilhada. ‘Ai, que bom! Relaxamento, é mesmo o que estou a precisar’. A professora começa a indução, oiço atentamente e aí é que são elas! O coração dispara como se estivesse frente a frente com um leão prestes a atacar. O silêncio dentro da minha cabeça é ensurdecedor. Uma autêntica viagem dantesca pelo espaço que é a minha mente. Uma sensação de vou sair do meu corpo, temperada com um ‘Nem penses nisso, Ana Catarina! Tens é que fugir daqui! Foge, foge, foge a toda a velocidade!’ Fez-me lembrar quando tive o meu segundo filho e me virei para a enfermeira, que ficou boquiaberta, e lhe disse: ‘Deixe-me ir embora! Fique cá você a fazer o parto, mas eu tenho de sair daqui!’ E nessa altura, ri de tão patética que era a minha situação. Antes e agora! E deixei-me ficar e absorver o que me estava a ser dado. Apesar dos conflitos internos que o silêncio traz, permiti-me afastar-me um pouco deles, só um pouco, porque estão tão colados a mim que parecem lapas, e ficar em silêncio, usufruindo deste na sua plenitude.

Após este silêncio, fizemos uma meditação com o professor. Desta vez sentada, com a manta em cima de mim, que eu estava gelada da experiência anterior. Consegui, com mais facilidade e acho até que com certo alívio, olhar para os barulhos da minha mente e dizer-lhes: ‘Já sei que estão aí, mas eu não tenho vontade de me juntar a vocês. Fiquem aí, façam a vossa viagem e eu fico só aqui!’ Correu bem melhor. A sensação de ser só eu, de não ir em nenhum dos ‘barcos’ que passavam carregados de listas, situações e pessoas é plena de significado, empoderando-me de mim mesma. No final da nossa aula, sentia-me não só gelada como um calipo, mas calma, capaz e esgotada. Há já muito tempo que não dormia a sesta, mas este sábado aconteceu e, caso não me tivessem acordado para jantar, tinha sido direto até às 5:30 de Domingo. O que é que isto quer dizer? Não sei! Sei que me soube bem! Sei também que vou ouvir a gravação desse sábado e vou fazer de novo. O que irei sentir? Depende, se realmente já me consigo afastar das pessoas que sou no dia a dia.

No domingo… Eu disse que foi o fim de semana dedicado a isto, não disse? Cheguei uns minutos atrasada à aula e não ouvi toda a explicação do que iríamos fazer. Vi os colegas preparados e pensei: ‘Boa, meditação novamente!’ agarrei na mantinha, já aprendi qualquer coisita do dia anterior, sentei-me e vamos lá!

Pelo amor de Deus!!!!! Quem é que consegue ficar quase 1 hora sentada, sem se mexer, ao mesmo tempo que aceita os pensamentos, listas, etc que aparecem, mas não se deixa ir com eles?

Lá estávamos nós, guiados pelo professor, e de repente: ‘Ai, que dor na coluna! Tenho que me ajeitar.’ E no segundo que o faço, oiço do outro lado um calmo ‘Não mexe!’. ‘Ups! Concentra-te! Respira para a dor! Tu consegues!’ mais um bocado e ‘Ai, a minha perna esquerda está a ficar dormente! Só mexê-la um bocadinho para aqui… Ah, muito melhor!’ do outro lado: ‘Não mexe!’. Dói o pescoço, ‘Não mexe!’; Dói a coluna novamente ‘Não mexe!’; Comichão na ponta do nariz ‘Não mexe!’; Dói a unha do dedo grande do pé direito, ‘Não mexe!’; Perna direita fria, dormente, com a sensação de estar o dobro do tamanho. ‘NÃO MEXE!’ Acaba a ‘revisão’ do corpo e eu penso: ‘Pronto, já está! É super difícil, mas já acabou!’ Pois sim… Logo de seguida, o professor diz ‘Visualiza, mentalmente, o topo da cabeça!’ ‘Socorro! Outra vez, não!’. Chega ao fim e volta ao início. Simplesmente, ‘Não mexe’! Ao menos é uma variação do ‘Salta, deita, rebola, pede biscoito’ do dia-a-dia. Às páginas tantas, qual concentração, qual carapuça! Eu já só pensava ‘Não mexe, o raio! Se eu ficar assim muito mais tempo vou cair dura no chão que nem tronco de árvore. Vai saltar-me a perna direita, de certeza! Que neeeervoooos!!!’ Eu já chamava por todos os santos e demónios quando, finalmente, o professor acabou o Vipasana.

Hoje, olhando para todas as experiências do fim de semana pergunto: Porque é que foi tão difícil concentrar-me? Ficar? Só ficar?

Talvez, porque o que nos leva a desistir de tudo o que é difícil é o apercebemo-nos que temos de lidar com os nossos monstros, conhecê-los, dizer-lhes ‘Olá!’ e aprender a gostar deles. Não sei qual é a resposta certa, sei que estou para ficar e só me resta dizer: ‘Obrigada pela oportunidade!’

Ana Rodrigues
Formação Ayurveda Yoga 2021
Método BmQ
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