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AYURVEDA – Gengibre

By | AYURVEDA | No Comments

GENGIBRE

Com a chegada do outono vem o vento frio, as temperaturas mais baixas, as constipações e gripes. Ainda que esta estação do ano seja agradável e propensa a serões confortáveis no sofá, acompanhados de chás quentinhos, é necessário prevenir-se e encontrar formas de combater estas doenças de forma eficiente e natural. Uma das plantas medicinais recomendadas para esta época, e não só, é o gengibre.

O belo rizoma do gengibre tem uma abundância de propriedades curativas e é considerado no Ayurveda como “medicamento universal”. É o antídoto perfeito para o frio e a umidade. Pertence à família da cúrcuma e do cardamomo. Pode ser usado seco, em pó, fresco, em sumo, em óleo. É um potente anti-inflamatório e anti-oxidante. É nativo da Ásia, mas também cultivado em regiões tropicais.

Nome científico

Zingiber officinalis

Nomes em sânscrito

seco – Shunti ou Nagara
fresco – Ardrak

Propriedades de acordo com o Ayurveda

  • Rasa (sabor): Katu (picante)
  • Guna (atributos): Guru (pesado), Ruksha (seco), Tikshna (penetrante)
  • Virya (potência): Usan (quente)
  • Vipaka (efeito pós digestivo): Madura (doce)
  • Ação nos doshas: pacifica Kapha e Vata, mas não agrava Pitta.

Ações

  • Estimulante geral
  • Diaforético, expectorante
  • Digestivo, carminativo, anti-emético
  • Anti-inflamatório, analgésico, imunizante
  • Atua beneficamente nos sistemas digestivo, respiratório, imunológico.

Usos

  • Indigestão, náuseas, vómitos
  • Dores abdominais, dispepsias atônicas (dificuldade digestiva devido à atonia gástrica ou intestinal – perda de tônus ​​muscular em um órgão), cefaléias digestivas
  • Artrites, artralgias (dores articulares), dores musculares
  • Constipações, gripes, bronquites, laringites, tosses.

 

 

Remédios Caseiros

 


  • Chá de Gengibre

– Pedaço de 1 polegada de gengibre fresco, fatiado
– ¼ limão
– 1 colher de chá de mel cru (opcional)

Coloque o gengibre fatiado em uma panela pequena e adicione 3 xícaras de água. Leve para ferver, abaixe o fogo e deixe ferver por 5 minutos, ou até reduzir à metade. Retire do fogo e deixe esfriar até ficar morno. Antes de beber, acrescente o limão e um fiozinho de mel.

Esta é uma ótima bebida para tomar de manhã ou 30 minutos antes das refeições. Ajuda a aumentar o fogo digestivo o que, inevitavelmente, leva a um sistema imunológico mais forte.

Assim como o gengibre, o limão também é classificado como um estimulante digestivo de aquecimento e é carregado de vitamina C, que também fortalece o sistema imunológico. O limão limpa o fígado, estimula os sucos digestivos, alcaliniza o corpo e refresca o hálito.

O gengibre é a erva universal do Ayurveda. Limpa e desintoxica o corpo, melhora a digestão, estimula o apetite e o fogo digestivo e aumenta o metabolismo. Facilita a eliminação matinal de uma forma muito natural, fornece energia, hidrata o corpo após uma noite de jejum. Se você exagerou na ingestão de álcool ou café, por exemplo, esta é uma ótima maneira de desintoxicar, hidratar e limpar de forma suave e imediata. Quanto ao mel, é percebido no Ayurveda como pacificador de kapha.

  • Precauções

Sugere-se que um pouco de cardamomo seja adicionado ao chá de gengibre feito com gengibre fresco; caso contrário, por causa da sua qualidade de ressecamento, pode causar irritação da garganta e ressecamento do palato mole. Esta característica é especialmente observada em áreas costeiras com alta umidade.

  • Para enjôos

Mastigar um pedacinho de gengibre fresco. Se costuma enjoar em viagem, mastigue antes de começar a sua jornada.

  • Banho de Gengibre

Combine 1/4 xícara de gengibre em pó e 1/4 xícara de bicarbonato de sódio. Adicione a um banho quente. Mergulhe, respire e saboreie os resultados deste detox.

Os aromas do gengibre ajudam a abrir os pulmões, aumentar a circulação e estimular o calor. O bicarbonato de sódio é alcalino e, quando combinado com a água, torna a água um pouco mais alcalina também; sentirá a diferença – a água parece um pouco mais sedosa, sem sentir totalmente escorregadia na pele. A adição de bicarbonato de sódio ao seu banho pode reduzir a irritação e a coceira da pele e também fornecer benefícios desintoxicantes. Um remédio perfeito para as “aflições” que o frio pode trazer!:)

  • Curiosidade

Na Índia, utilizam o carbonato de cálcio, ao invés do bicarbonato de sódio, para problemas ósseos. Porém, como o carbonato de cálcio é abrasivo, deixam de molho de um dia para o outro antes de usar no banho.

  • Para a dor de cabeça

Macerar o gengibre seco com um pouco de água. A pasta fina é aplicada sobre a testa e a pessoa deve recostar-se. Após 15 minutos, remover a pasta lavando com água abundante.

Artigo escrito por Mônica Teles Lloyd

BELLY LOVE – F de Filho… Dedicado aos meus pontos finais

By | BELLY LOVE | No Comments
F de FILHO…
Dedicado aos meus pontos finais

Na maternidade muito se fala do, sobre, para o M de Mãe e por isso decidimos dedicar um artigo ao P de Pai.

Mas não existe um Pai e uma Mãe sem um filho e por isso faz todo o sentido publicar um texto com F de Filho que é também o F de Família que dá sentido às outras letras.

Acredito que há uma enorme diferença entre uma família com e sem filhos. Não é uma questão de Ser ou não Ser, de melhor ou pior, apenas de ser diferente. E se existe uma Mãe e um Pai existe seguramente um Filho/a – mesmo nas situações de colo vazio e a essas Mães e Pais o meu sincero abraço. Mas apesar da experiência de todos no papel de filhos, a falta de comunicação sobre a experiência seja entre filhos, irmãos, Pais, família e amigos é inegável. O que é afinal F de Filho?

F DE FILHO E DE FRUSTRAÇÃO

Quem nunca sentiu, enquanto filho ou filha, a frustração de não poder ser o que queria? E quem, no papel de pai ou mãe, não se sentiu frustrado por idealizar, sonhar e imaginar determinadas metas para o filho alcançar? Pior do que a frustração que sentem é passarem-na para os descendentes, criando neles um vazio fruto de expectativas que não são suas.


F DE FILHO E DE FELICITAÇÕES

Ser filho é, sem dúvida, esperar felicitações e fazer birras quando elas não chegam. Ser filho é receber palmas pelo arroto no fim da refeição, é receber um beijo pelo pum sonoro depois de 2 horas infernais de cólicas, é receber um elogio por cada cócó e um chorrilho de mimos depois de dar o primeiro passo.

F DE FILHO E DE FUTURO

Ser Filho é ter a capacidade, o dever e o direito de aprender, filtrar e seguir para formar a própria família. Ter de ensinar os Pais a serem Pais depende quase que exclusivamente dos filhos porque não há livro, filme, aconselhamento ou experiência que substitua o papel de um filho na educação de uma Mãe ou de um Pai a desempenhar os respectivos papéis. Ser filho é ensinar os Pais a pensarem sempre no futuro, a preverem o impossível e a anteciparem resultados.

F DE FILHO E DE FIDELIDADE

Ser filho é um papel desafiante principalmente no que diz respeito à fidelidade. Quantas vezes, enquanto filhos, não quisemos trocar de Mãe, de Pai, de gostos e de casa? O tempo possivelmente ensina que essas vontades foram caprichos e injustiças, e encarrega-se de ensinar a ser fiel, a ser grato e a valorizar.

F DE FILHO DE FINAL

Ser filho é ser o ponto final de um filho anterior, fazendo de filhos futuros Pais e o final ser todo um recomeço.

(Dedicado aos meus pontos finais.)

Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga.

    DAILY AYURVEDA – Ser Terapeuta

    By | DAILY AYURVEDA

    Ser Terapeuta

    Estamos sempre a reclamar da falta de oportunidade de nos cuidarmos sem nos apercebermos de que o problema não está na falta de oportunidades mas na fraca motivação para as agarrarmos.

    Seremos nós fracos? Não creio. Acho que somos apenas desonestos e não assumimos que na verdade perdemos oportunidades de nos cuidar por preguiça de mudar. É que mudar obriga a movimento. Movimento obriga a energia e energia já não a temos. Gastamos a energia como ratos de laboratório a correrem numa roda em direção a nada.

    É duro mudar, mas é mais duro encerrar ciclos principalmente um que nos fizeram acreditar que era o certo desde muito pequenos.

     

    Encerrar ciclos, colocar um fim, permitir a morte. Este é um grande desafio para a maioria de nós tão identificados com nosso passado, com nossa história, com o que fomos, realizamos e construímos um dia.

    Não há nada de “errado” em não assumir a responsabilidade. Porém, há consequências. Para não assumir a responsabilidade, temos que negar a responsabilidade, ou seja, transporta-la para outro ou alguém nos gerando uma crença bastante limitadora de sermos vítimas na nossa própria vítima, da nossa vida ou de outros que estão ou não na nossa vida. Ou seja, quando nos desresponsabilizamos acabamos por aniquilar a oportunidade de viver, agir, na nossa vida e passamos apenas parasita-la. Isto não torna mais fácil a vida. Apenas muda a ilusão que alimenta a resistência em Viver.

    Ao não nos responsabilizarmos pela nossa vida iremos responsabilizar outro, mas como responsabilizar é dar poder então preferimos culpar porque culpar é atribuição da responsabilidade daquilo que não gostamos, daquilo que não aceitamos, do lado sombra que não queremos ver ou assumir. Culpar a outros (ou a vida em si) é uma forma prática a e rápida de camuflar a frustração da experiência, e reforçar a atitude de medo, ressentimento e auto-piedade. Além disso, quando fazemos dos outros (ou da vida em si) a causa da experiência, assumimos a posição de vítima, que valida o sofrimento e a frustração e nos volta a desresponsabilizar perante o outro.

    Quando negamos a responsabilidade pela vida, escolhemos permanecer paralisados numa lama que impede a vivacidade espontânea de agir, com medo de nos enterrarmos ou sujarmos. Assumir a responsabilidade pela nossa vida não impede a queda ou a sujeira mas faz crescer uma consciência a respeito de como as coisas são e a respeito do nosso comprometimento em transformar a nossa experiência de ser humano.

    No entanto, deixar o velho para trás, é uma condição fundamental para que o novo possa nascer em nós. Um novo olhar, um novo modo de pensar e sentir, uma nova forma de estar no mundo, de viver a Vida, mais condizente com aquilo que agora somos e ainda ansiamos nos tornar.

    Quem quer a mudança precisa querer mudar.

     

    Começar a caminhar no sentido da mudança é uma responsabilidade pessoal.

    Mas se é verdade que a responsabilidade é tua, também é verdade que não o precisas fazer sozinho. Enfrentar um caminho desafiante, às escuras e sozinho assusta a maior parte das pessoas. A mim assustou, assusta mas começo a perceber que assusta cada vez menos. Talvez esteja mais crescida, afinal mais de duas décadas com os meus Professores têm os seus resultados. É um investimento temporal, pessoal e financeiro que não choro. É um investimento que aplaudo, que mantenho e que vejo efectivamente como um investimento real. Sinto-me mais segura neste investimento do que em seguros de saúde e contas poupança e pelos vistos tem corrido bem.

    Quando me perguntam o que é ser terapeuta ou o que se pode fazer com o curso de terapeuta é isto que respondo:

    Ser Terapeuta é aprender a não fazer nada, é aprender a escutar o ser em todas as suas expressões.

     

    E isto não é um trabalho para qualquer um mas para todos que verdadeiramente estejam interessados perceber o Mundo. Ser terapeuta é como ser uma criança perante um enigma. Ter vontade de o compreender e resolver sem estar preocupado com o tempo que isso demora e sem se deixar vender por algo que não interessa nada. Ser terapeuta é tentar viver uma vida incorruptível. Simples assim.
    O mal é que as pessoas confundem o simples com o fácil. A assertividade com a agressão. O rigor com a opressão. O paciente com o cliente.

    Existem terapeutas que descrevem o seu trabalho com um nome. Assim como existem pessoas que delimitam os seus terrenos com muros altos esquecendo que isso é apenas limitarem o espaço, ou seja, construírem os muros das suas próprias prisões.

    Para mim terapia é um acto de dar e receber. Um momento mágico em que dois seres se encontram em benefício comum. Sim, comum porque é muito bom dar. Durante um momento exige na vida daqueles dois seres um estado de tranquilidade e partilha que por vezes vai de um estado reflexivo a um verdadeiro estado meditativo.

    Após uma única sessão, é fácil perceber que algo mudou. A memória aclara, a concentração aumenta, a agitação da mente reduz, a ansiedade atenua e o corpo relaxa.
    Todo o sistema é revitalizado. Dá-se uma verdadeira purificação e rejuvenescimento do corpo e mente.

    Isso é terapia, pelo menos aos meus olhos.

    Procurar um terapeuta é procurar um matrimónio funcional. Não é fácil mas vale a pena. Um terapeuta é aquele que está ao ao teu lado não como uma muleta, não como a solução, não como o que te diz o que fazer mas aquele que te faz sentir amado e amparado o tempo todo!

    Nós terapeutas estamos aqui contigo.

    Formação Terapeuta de Medicina Ayurveda
    Lara Lima
    Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
    Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
    Terapeuta Ayurveda Sénior
    Professora Sénior de Yoga

    BELLY LOVE – P DE PAI… E de princípio

    By | BELLY LOVE
    P DE PAI…
    E de princípio 

    Para cada M de Mãe existe um P de Pai, esteja ele associado ou não à mesma morada. Ser Pai não deve ser tarefa fácil. Reflicto muitas vezes sobre este tema com grávidas com quem trabalho, e confronto-as com alguns desafios que para as Mães são tão desconhecidos como para os Pais a sensação de receber um pontapé de dentro para fora. Vejamos alguns P de Pais que passam despercebidos mas que fazem olhar com outros olhos, e talvez um pouco mais de compreensão, para o P de Pai.

    P DE PAI E DE PREMATURO

    Esta é a primeira situação com que um Pai se depara. Ainda mal nasceu como Pai e já é esperado que se comporte como um a sério (se é que existem Pais a brincar). Para as Mães é fácil perceber que a vida vai mudar desde o momento em que um par de células se permite multiplicar naquele que até então foi um ventre unipessoal, mas será assim para os Pais? Seguramente que não. Um Pai é chamado de Pai sem que para ele nada mude além dos tracinhos no teste de gravidez e a bomba hormonal em que se tornou a companheira. Não deve ser fácil ser o que ainda não se é. E reagir a comentários como: Então, que tal a nova vida de Pai?, Tu não sentes nada? ou Como é possível não estares sempre a pensar nele?

    P DE PAI E DE PARTEIRO

    É um assunto delicado, principalmente para mim que como doula Ayurveda. Questiono-me sobre por que é que a sociedade espera que o Pai tenha consciência do que fazer para ajudar no trabalho de parto? E por que é que a sociedade médica espera que o Pai não ajude em nada? Numa sociedade em que o papel do Pai é reivindicado como um direito, e exigência materna, é urgente criar mais cursos de Preparação para o Parto para os Pais – eu só conheço o Super Pais, do www.bmqbylaralima.com. É preciso que mais Pais também queiram frequentar os cursos e entenderem o papel decisivo que podem ter na concretização de um parto suave. Estar ao lado da Mãe é mais do que dar a mão, dizer para respirar ou marcar presença.

    P DE PAI E DE PURGATÓRIO

    Se o Purgatório é um lugar entre o Céu e o Inferno, acredito que esse é o lugar onde a maior parte dos Pais se encontra naquelas horas marcadas pelo relógio da sala de parto. Um lugar onde sentem a intemporalidade do Inferno, ao verem as suas amadas a sofrerem para trazerem o bebé ao Mundo, e ao mesmo tempo aguardarem pelo Céu, aquele momento prometido em que ouvem: Parabéns, aqui está o seu bebé, perfeito e saudável! Às vezes faço o exercício de me imaginar como espectadora dos meus partos, sem poder fazer nada a não ser esperar que a coisa se dê. Horas infindáveis em que tenho de estar acordada, a apoiar, sem fazer ideia de como se sente o eu que está ali a sentir aquelas dores incríveis.

    P DE PAI E DE:

    • PERSEVERANÇA, porque mantém o seu amor de forma inabalável apesar de, aparentemente, a Mãe ser a solução para todos os lamentos e dores;
    • PRESCINDIR, porque o Pai prescinde de protagonismo mesmo quando também ele sofreu durante horas na expectativa da Mãe e filho estarem bem depois de horas de esforço;
    • PARADIGMA, quando naqueles minutos após o nascimento tem de decidir se fica com a Mãe ou acompanha o bebé quando vai ser avaliado pelo pediatra;
    • PRENDADO, porque tem de aprender a dar banho, mudar a fralda e dar a papa mesmo nunca tendo treinado para isso na infância;
    • PRECONCEITO, quando decide ficar em casa em vez de ir trabalhar para tomar conta do filho;
    • PRESCINDÍVEL, por ser Imprescindível;
    • PROTAGONISTA, Pai só há um;
    • PRETERIDO muitas vezes às Avós para tomar conta do pequeno apesar de, como a Mãe, ninguém ser capaz de o fazer melhor;

    P de Pai e de Parabéns a todos os que assumem o Papel de Pai que é um papel fundamental e de apoio incondicional à Mãe, mesmo antes de o bebé nascer. Parabéns às Mães que incentivam e treinam os Pais desde o primeiro dia porque, como em qualquer parceria, também Pai e Mãe têm papéis e acordos que devem ser definidos antes e redefinidos a cada momento de forma a permitirem que os envolvidos brilhem diante da criança a quem chamam de Filho/a.

    Lara Lima
    Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
    Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
    Terapeuta Ayurveda Sénior
    Professora Sénior de Yoga.

      AYURVEDA – Coentros

      By | AYURVEDA

      DHANYAKAAlguém já ouviu falar?

      Uma erva cultivada extensivamente em muitas partes do mundo como uma cultura de especiarias, muito utilizada como tempero de cozinha. As folhas e frutos possuem propriedades medicinais. Traz muitos benefícios à saúde e é refrescante, ótima para o verão. De que erva aromática estamos a falar?

      Nome Hindi
      Dhaniya

      Nome sânscrito
      Dhanyaka

      Nome em Inglês
      Coriander

      Nome latino
      Coriandrum sativum 

      Nome em português
      Coentro

      Sim, é ele, o nosso tão querido COENTRO! 

       

      • Rasa (sabor): Kashaya (adstringente) e Tikta ( amargo)
      • Gunas (atributos): Laghu (leve) e Snigdha (untuoso)
      • Virya (potência): Ushna (quente)
      • Vipaka (efeito pós digestivo): Madhura (doce)
      • Efeito nos Doshas: alivia os três Doshas – Vata, Pitta e Kapha

      BENEFÍCIOS

      • Reduz a inflamação e protege a pele contra o envelhecimento por ser rico em carotenoides e reduzir os danos causados pelos raios UVB;
      • Controla a pressão arterial, por ser rico em cálcio, nutriente que ajuda a relaxar os vasos sanguíneos e baixar a pressão arterial;
      • Rica fonte de cálcio, importante para a saúde óssea;
      • Controla o diabetes; ajuda a estimular as glândulas endócrinas, aumentando a secreção de insulina. Todo esse processo ajuda na decomposição adequada do açúcar no corpo, controlando o diabetes;
      • Tem propriedades diuréticas. O coentro é diurético por natureza, o que significa que ajuda a aumentar o volume e a frequência da micção, eliminando as toxinas do corpo;
      • Trata feridas e úlceras bucais; contém Citronelol, que é um ótimo anti-séptico. Ajuda a acelerar o processo de cicatrização de úlceras bucais e também previne o mau hálito;
      • Auxilia a digestão. O coentro é rico em borneol e linalol, que auxiliam na digestão; regula o funcionamento do fígado e ajuda a combater infecções intestinais. Também é útil na prevenção da diarreia; 
      • Trata a osteoporose. O coentro contém vitamina A, riboflavina, niacina, ácido fólico, vitamina C, vitamina K e caroteno. Todos estes elementos ajudam a prevenir a osteoporose;Previne a anemia. As sementes do coentro são uma rica fonte de ferro. A deficiência de ferro causa anemia e, portanto, é recomendável incluir sementes de coentro em sua dieta diária;
      • Reduz o colesterol, pois possui gorduras insaturadas e vitamina C, que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL);
      • Previne Artrite. As sementes de coentro possuem compostos como o ácido linoléico e o cineol, que são bem conhecidos por suas propriedades antiartríticas e anti-reumáticas;
      • Ajuda a desintoxicar e eliminar metais pesados do organismo, como o mercúrio, alumínio e chumbo.

      INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
      A tabela a seguir traz a informação nutricional para 100g de coentro.

      Coentro cru

      Coentro desidratado

      Energia

      28 kcal

      309 kcal

      Carboidrato

      1,8 g

      48 g

      Proteína

      2,4 g

      20,9 g

      Gordura

      0,6 g

      10,4 g

      Fibras

      2,9 g

      37,3 g

      Cálcio

      98 mg

      784 mg

      Magnésio

      26 mg

      393 mg

      Ferro

      1,9 mg

      81,4 mg



      COMO PLANTAR
      O Coentro pode ser cultivado durante o ano todo, crescendo facilmente em pequenos vasos dentro ou fora de casa, mas sempre em locais que recebam bastante luz do sol.

      Para plantar, deve-se ter um solo rico em nutrientes e úmido, onde coloca-se as sementes do coentro a uma profundidade de cerca de 1,5 cm, distantes umas das outras pelo menos 3 cm.

      As sementes devem ser regadas com frequência e costumam germinar após cerca de 1 a 2 semanas. Quando a planta estiver com 15 cm, já pode-se colher suas folhas semanalmente, e a planta já não irá precisar mais de tanta água, apenas de solo húmido.

      RECEITA CASEIRA
      Uma bebida desintoxicante
      , refrescante e muito fácil de fazer, útil em casos de febre, sensação de queimação, sede e outras condições de Pitta elevado. É especialmente benéfico para quem sofre de calor corporal excessivo, como no verão ou durante a febre.

      Modo de fazer

      – Pegue uma porção de sementes de coentro trituradas (10g)
      – Adicione 6 partes de água (60ml)
      – Mantenha a mistura coberta durante 1 noite
      – Na manhã seguinte, filtre e misture com um pouco de açúcar

      • Beber com o estômago vazio.

      Tome esta bebida por, pelo menos, 1 semana para começar a sentir a diferença!

      Mônica Teles Lloyd

      BACK2LIFE – Uma outra perspectiva sobre a realidade

      By | BACK2LIFE

      UMA OUTRA PERSPECTIVA SOBRE A REALIDADE
      O Covid-19 como convite para rever a Humanidade e a evolução da espécie.

      Não precisamos ser especialistas em antropologia, geografia ou história para reconhecermos, sem sombra de dúvida, que o planeta onde estamos gira e que por isso há dia e noite e diferentes fases lunares. Mas nunca foi tão evidente que o que é certo agora não é necessariamente a verdade nos minutos seguintes.

       

      Vivemos num momento em que tudo acontece muito rápido.

       

      O conhecimento é instantâneo e o acesso ao mesmo depende apenas da velocidade de rede, os alimentos crescem em poucos dias, em qualquer altura do ano, e as vacinas criam-se em poucos meses sem necessidade de protocolos que eram até aqui fundamentais. 

      O Mundo como o conhecíamos, como estudávamos, mudou e estamos tão abismados com a mudança que nos esquecemos de que ela acontece sem se preocupar com referendos, oposição ou concordância. 

      O Mundo mudou mas convidou-nos a mudar com ele. Deu-nos tempo para mudar, mas o tempo dele. A Natureza é soberana e nós impertinentes talvez por isso não vejamos o convite para percebermos que a Humanidade talvez não tenha grande chance contra o que não vê, mas o Sapiens pode evoluir.

      Importa esclarecer à partida que não sou negacionista (seja lá o que isso for na cabeça de cada um dos leitores), fundamentalista (apesar de ter o direito de pensar diferente) nem tão pouco evangelizadora (o título deste texto não é “a verdade sobre a actualidade” mas sim “uma reflexão sobre a actualidade”). 

      Peço ao leitor que apresenta níveis de irritabilidade com a leitura que feche a página pois não vale mesmo a pena irritar-se com este texto (ele terá menos de uma centena de leitores, asseguro-lhe que raramente alguém partilha os meus textos… fosse assim com o contágio e a humanidade estaria segura). Se por outro lado a teimosia, curiosidade ou indignação o fizer ler o texto até ao fim talvez haja espaço para refletir  sobre qual de nós não aceita uma opinião diferente querendo fazer valer a sua opinião como a verdade absoluta. 

       

      Esclarecido isto seguimos.

       

      Observar e sentir o dia antes de me manifestar sobre as previsões que fizeram sobre ele é a minha forma de ser e acredite que até aqui em casa gera celeuma com o meu marido que não compreende porque não escolho a roupa dos miúdos no dia anterior.  

      Acordar e abrir a porta, sair lá para fora e observar a natureza por uns minutos em silêncio é, para mim, contactar a existência e reintegrar-me a cada dia com o que é um facto, uma verdade e uma observação directa. O tempo é o que é e não o que eu quero que seja. Só chove quando estão reunidas as condições perfeitas para chover. Não se trata de ser o dia certo ou a época do ano. A Natureza está pouco se borrifando para as previsões e não se preocupa com a agenda. A Natureza não tem perfil de instagram nem necessita de likes e shares. A Natureza é, existe. Podemos aceitar ou fazer birra, para ela dá igual. Ela estava cá antes, já acolheu milhares de espécies, e aqui permanece após extinção de tantas e tantas espécies e culturas e aqui continuará quando a humanidade se extinguir.

      A Natureza pacientemente acolhe a nossa evolução mas está a ficar, aos meus olhos, um pouco cansada da nossa pouca esperteza, ou como diz o meu Pai, farta da nossa “esperteza saloia”. Temos a mania que somos a espécie dominante e que controlamos o Mundo, que o Mundo precisa de nós. Mas os dinossauros também dominavam o Mundo e agora servem de tema a Museus. Aliás qualquer “um” que tenha tentado dominar o Mundo acabou nos livros de história como histórias, a maior parte delas tristes.

      A Covid-19 não está aqui para dominar o Mundo ou exterminar a humanidade. Se fosse para isso talvez a Natureza tivesse usado algo tão mortal como o ébola. A verdade é que a Covid-19 é uma aprendizagem exigente mas suave e que nos dá a oportunidade de aprender. A questão é que numa Humanidade de canudos poucos sabem sobre a vida. Eu também sei pouco mas reflito bastante.

      Os temas que motivaram reflexões:

      1. Os Números

      A matemática é uma criação do Homem na tentativa de se aproximar do código da criação global. Porém a equação para a criação global continua um Divino Mistério. Por isso, quando acontece algo que não entendemos refugiamo-nos nos números. Quantos mortos, quantos recuperados, quantos infectados, quantos testes, quantos segundos para lavar as mãos, quantas horas dura a máscara, quantas lavagens. O quantitativo está de tal forma destacado que já nem o relacionamos ou procuramos ter uma análise critica sobre os números e então, como qualquer criança mais esperta, brincamos com os números fazendo magia aos que ainda não perceberam a lógica matemática, fazendo-os acreditar no que queremos. É fácil assim.

      Não é  preciso ter um doutoramento em matemática para perceber a diferença entre milhares e milhões e entender que falamos apenas daquilo que tem registo e por isso não da realidade. É preciso ter discernimento para o que a matemática nos mostra sem a interpretar ao nosso gosto catastrófico de querer gerar o pânico. Talvez se fossemos todos mais honestos, fossemos também mais conscientes. Sim, morrem milhares de pessoas mas são muitas mais as que recuperam. Existem milhões de pessoas infectadas mas na verdade muitas mais do que as que sabemos pois a exactidão obrigaria a falar de pessoas diagnosticadas. 

      A questão não está no número a questão está no registo. Pois pertencer aos números significa que de alguma forma sentimos o contágio e somos responsáveis por ele (o nosso e o de outros).

      2. Os contágios

      Paolo Giordano escreve “O Cov-2 não se interessa por quase nada de nós, não se interessa pela nossa idade, nem pelo nosso sexo, nem pela nossa nacionalidade, nem pelas nossas preferências.” Estas palavras foram bastante esclarecedoras para mim no que diz respeito à democracia do contágio. Todos podemos e vamos ser eventualmente contagiados. 

      Eu fiz parte dos números de infectados em Julho de 2020 e correu bem, fiz parte também do número de recuperados. Porém, não tive nem um sintoma o que fazia de mim um potencial vazio numérico não fosse o meu marido ter sintomas e me ter levado a fazer o teste.

       

      A pandemia teve um efeito revolucionário na forma como pensamos a nossa individualidade. De repente, em 2020, passamos a ver-nos como pertencentes a uma colectividade e o que fazemos ou não fazemos deixou de dizer exclusivamente respeito a cada um de nós para nos convidar, agora, a ter em conta a presença do outro nas nossas escolhas individuais. 

       

      Philip Warren Anderson tinha afinal razão quando, no século passado, afirmou que “o efeito cumulativo das nossas ações individuais sobre a colectividade é diferente da soma dos efeitos individuais. Se somos muitos, cada comportamento nosso tem consequências globais abstratas e difíceis de conceber”. Talvez o contágio seja o sistema mais democrático e honesto neste momento, não aceita luvas, não aceita imunidade política, não esquece mercenários. O contágio coloca-nos em igualdade nesta questão de Ser humano na actualidade apesar de a política nos fazer querer acreditar que o contágio tem horário estabelecido, zonas demarcadas e férias sempre que há futebol ou encontros políticos. 

      É importante percebermos que estamos perante qualquer coisa maior, que merece a nossa atenção e o nosso respeito. Que exige de nós todo o sacrifício e toda a responsabilidade de que sejamos capazes de perceber o impacto das nossas ações nos outros e as ações dos outros em nós. Só isso travará o contágio e não as máscaras (senão como justificamos o aumento dos números num momento em que as máscaras dominam o planeta e o álcool gel está mais presente do que a água com sabão).

      3. As máscaras

      Ah, se ao menos usássemos as máscaras direito. Se ao menos elas tapassem a boca impedindo tanta verborreia, tanta autoridade, tanto pseudo-sabedoria, tantas teorias e tantas certezas num momento claramente marcado pelo desconhecido e pela incerteza.

      As máscaras limitam a acção da boca mas também a percepção através da boca. As máscaras quando bem colocadas limitam a captação do prana mas também o olfacto e o nariz empinado. As máscaras são um convite evidente a falar menos e a ouvir mais. A comer menos e jejuar mais. A olhar mais nos olhos. Quão mais silencioso e verdadeiro seria o Mundo se usássemos bem as máscaras. Se vissemos mais, se ouvíssemos mais. Se fossemos mais humanos e menos super-heróis e ditadores de uma política, certeza e sabedoria que é cada vez mais tirana e menos democrática. 

      4. O Confinamento

      John Donne escreveu “nenhum homem é uma ilha” e, apesar de o ter escrito há 4 séculos atrás, parece que o confinamento nos veio confrontar com essa dura realidade. 

      Até confinarmos vivíamos em ilhas pessoais sem nos apercebermos! Partilhávamos a nossa própria ilha sem saber, talvez nos cruzássemos raríssimas vezes com os restantes habitantes ou talvez estivéssemos demasiado cansados e absorvidos nas nossas vidas para perceber as suas presenças próximas e por isso foi tão duro para a maioria perceber que havia mais gente na Ilha e que tínhamos agora de partilhar o espaço o tempo todo. De repente os outros que optamos ter perto pareceram estar demasiado próximos e isso gerou desconforto e rupturas (acho que só não nos separamos dos filhos porque não é permitido mas saltamos de alegria com a carta de alforria de os mandar de novo para a escola). Mas confinar foi também um convite para nos confrotarmos com a vida que escolhemos, usufruirmos do espaço pelo qual hipotecamos a liberdade de fazer o que gostamos, para fazermos o que precisamos para pagar um espaço do qual esperamos um dia usufruir mas que na primeira oportunidade, vulgo férias, abandonamos.

      Acredito que a Covid-19 se apresenta menos como uma ameaça e mais como um convite para rever a humanidade e a evolução da espécie através de uma outra perspectiva sobre a realidade. O que tínhamos como certo, como normal, como real foi suspenso e ninguém pode prever por quanto tempo, arriscaria no “para sempre”, até o para sempre durar. Agora é o tempo da novidade, da mudança, do desconhecido e é melhor começarmos a deixar de fazer birra e a aprender a viver nesta nova realidade. Esta é a grande vantagem dos vírus, são mais hábeis do que nós a adaptarem-se a novas realidades. Convém-nos aprender com eles a fazer um melhor uso do que temos e repensarmos COMO QUEREMOS RECOMEÇAR.

      – Obra de arte apresentada na imagem é da autoria de Cláudia Santos. Uma obra realizada e vendida na exposição Arte de Bolso na Galeria Sete em Coimbra 🙃

      Lara Lima
      Fundadora do método BMQ
      Formadora da AMAYUR
      Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
      Terapeuta Ayurveda Sénior
      Professora Sénior de Yoga.

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