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Método BmQ

AyurKitchen 2.0

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O propósito do Programa AyurKitchen é experienciar a importância de uma Alimentação Consciente.

Estamos de volta, mais uma vez juntas, para continuar a ajudar a colorir as vossas cozinhas e os vossos corações!

Incentivadas pelos participantes dos primeiros grupos do Programa AyurKitchen 1.0 – que nos encheram o coração de gratidão com os seus testemunhos! – decidimos aceitar o desafio e dar continuidade a este pequeno grande projeto.

O AyurKitchen é um Programa de 21 dias sobre os segredos de uma alimentação consciente. De acordo com o Āyurveda, a digestão é a base da nossa saúde. O Programa inclui diariamente uma Receita e um Ensinamento para reflexão. ​A comunicação é feita por Whatsapp e o acompanhamento é diário! Cada grupo é diferente, especial e único!

O Programa 2.0 foi especialmente dedicado aos óleos e com ensinamentos que vos levam a conhecer cada vez mais sobre este conhecimento milenar.

O Programa inclui 21 receitas divertidas, saborosas, simples e fáceis de replicar e introduzir na tua vida. Estas receitas serão diariamente acompanhadas de um ensinamento com a proposta de te inspirar a caminhar, de forma leve e subtil, do conhecimento à experiência, e assim criar uma transformação consciente, consistente, responsável, cuidadosa e permanentemente prática na tua Vida. Neste Programa incluímos a receita de alguns óleos medicados com o intuito de vos desafiar a ir mais além e testar novas práticas e rotinas!

O Programa inclui ainda:
– 3 vídeos, um por cada semana, com diferentes propostas de outras formas de Nutrição (Auto-Pada Abhyanga, Auto-Shirobhyanga e Asana);
– 1 eBook com todas as Receitas e Ensinamentos do Programa.

Guida GuardadoTestemunhos

"Muito grata. Os vossos ensinamentos despertam-nos a curiosidade para um mundo que é o Ayurveda. Podendo desde logo experimentar e ver resultados. Até breve.”

Sónia FigueirasTestemunhos

"Tem sido uma excelente caminhada pelo mundo do ayurveda. Aguardo o programa 3.0!”

Rose SodréTestemunhos

"Uma alegria participar nesta paleta colorida, saborosa, aromática e cheia de conhecimentos. Até breve!"

Maria OliveiraTestemunhos

“Muito obrigada mais uma vez uma alegria interior participar e beber da vossa sabedoria."

AyurKitchen 1.0

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O propósito do Programa AyurKitchen é experienciar a importância de uma Alimentação Consciente.

O AyutKitchen é um Programa de 21dias sobre maravilhoso e mágico mundo do Āyurveda. Um conhecimento de milhares de anos para uma vida longa, equilibrada e saudável. Uma sabedoria que nos ensina a cuidar do nosso corpo, da nossa mente e do nosso espírito.

O Programa 1.0 é dedicado especialmente às especiarias, abordando individualmente algumas em particular e explicando um pouco dos seus inúmeros benefícios.

De acordo com o Āyurveda, a digestão é a base da nossa saúde! Durante os 21 dias do Programa vamos juntos experienciar uma nova forma de viver a alimentação! A comunicação é feita por Whatsapp e o acompanhamento diário! Cada grupo é diferente, especial e único!

O Programa inclui 21 receitas divertidas, saborosas, simples e fáceis de replicar e introduzir na tua vida. Estas receitas serão diariamente acompanhadas de um ensinamento com a proposta de te inspirar a caminhar, de forma leve e subtil, do conhecimento à experiência, e assim criar uma transformação consciente, consistente, responsável, cuidadosa e permanentemente prática na tua Vida.

O Programa inclui ainda:
– 3 vídeos, um por cada semana, com diferentes propostas de outras formas de Nutrição (Mantra, Pranayama e Asana);
– 1 eBook com todas as Receitas e Ensinamentos do Programa.

YOGUI LIFE – O lugar do Yoga na agenda 2021

By | YoguiLife

O LUGAR DO YOGA NA AGENDA2021
“O YOGA ESTÁ NA MINHA AGENDA COMO FISIOTERAPIA”

São diversas as motivações para iniciar uma prática de Yoga mas o grande desafio surge com relação à agenda. As pessoas raramente procuram um Professor específico ou um método quando estão a iniciar a “prática”. As pessoas procuram horários compatíveis com a agenda pessoal, profissional e familiar o que torna o início da prática desafiante e a criação do hábito uma miragem. Como colocar mais uma tarefa na agenda num momento em que a agenda pessoal, profissional e familiar perderam as linhas que separam as horas e toda a agenda é um borrão gigante intervalado por linhas de corrector que apagam planeamentos ultrapassados numa velocidade desconcertante?

A prática é cada vez mais promovida em formato “DIY”, através de vídeos de Youtube ou redes sociais o que condiciona a possibilidade de ser personalizada para as motivações e idiossincrasias de quem a procura. Isto é especialmente “grave” para um praticante que está a iniciar e com necessidades específicas.

Já abordamos no texto do mês anterior que estamos muito longe da relação com a prática de outros tempos. Tempos em que o aluno buscava o Professor, ainda que do outro lado do globo e sem internet, tempos em que o aluno se ajustava à disponibilidade do Professor e seu fuso horário, tempos em que a prática era uma primeira pele e não um casaco pendurado entre tantos outros à espera de ser escolhido para sair.
A prática é actualmente, e cada vez mais, entendida como um extra, um capricho, um exercício como tantos outros e por isso facilmente substituível.

“As pessoas procuram horários compatíveis com a agenda pessoal, profissional e familiar o que torna a prática uma miragem quando agenda pessoal, profissional e familiar perderam as linhas que separam as horas e toda a agenda é um borrão gigante intervalado por linhas de corrector que apagam planeamentos ultrapassados pela velocidade das mudanças.”

Não escrevo de forma jocosa ou com qualquer tipo de pretensão que me coloque num patamar diferente. Não senhor, a minha prática “entra na minha agenda” (pessoal mas não familiar ou profissional, o porquê deste parêntesis já vão entender com a continuidade da leitura) e entra(va) com o nome dos meus Professores pelos quais tenho profundo respeito e presto incontestável reverência. Se a minha prática aparecesse na minha agenda profissional e familiar sem nome associado ou associada ao meu nome pessoal o mais provável seria não ser respeitada, por mim e demais.

Chegamos à questão que dá título a este texto – o lugar do yoga na agenda de 2021. Qualquer Professor de Yoga sabe da necessidade de adaptar os seus horários aos horários da sociedade que o procura. Qualquer Professor de Yoga cria horários no sentido de promover rotinas de prática pois é sobejamente reconhecida a importância das rotinas na criação e manutenção de hábitos.

Durante anos estas rotinas pareciam claras e “universalmente” aceites. Aulas desencontradas de 2f a 6f, duas ou três vezes por semana, e uma aula ao sábado geralmente destinada a práticas temáticas, tradicionais ou para quem praticava uma vez por semana. Quanto aos horários também apresentavam uma ordem transversal: aulas a meio da manhã, 09h30/10h, para os que trabalhavam por turnos, estavam de baixa ou reformados. Aulas ao final da tarde, 18h/19h, para quem saia dos empregos e ainda não tinha filhos ou tendo os miúdos já tinham maturidade par gerir actividades extracurriculares. Aulas ao início da noite, 20h/21h para pessoal com filhos pequenos que tinha de tratar do regresso a casa e só podia sair após banhos e jantares estarem orientados. Recentemente (4/5 anos) tinha ganhado protagonismo as aulas das manhãzinhas, 06h/07h, antes da família acordar onde o único desafio era saber quando terminar o dia.

Assim o Professor de Yoga, para sobreviver na sua profissão, teve de se reorganizar como tarefeiro e fazer os horários em função dos alunos e ainda ajustar o seu ensino a um bloco de tempo, altamente restrito, disponibilizado pelos alunos sob pena do mesmo não renovar a mensalidade.

Trazer a verdade para cima da mesa ou falar do elefante na sala não é desvalorizar a importância da agenda ou criticar a sua soberania perante a prática, trata-se sim de perceber que de facto a prática passou a ser usada como algo que nos serve em vez de ser algo que simplesmente “é”. Percebi isto quando uma aluna muito entusiasta, comprometida e dedicada começou a aparecer nas aulas num registo quase diário ao contrário do padrão de desmarcação constante em cima da hora a que me tinha habituado. Quando a parabenizei pela mudança de atitude e motivação intrínseca que trazia prioridade à prática respondeu-me “Lara, a minha motivação sempre foi a mesma e a prática é minha prioridade mas não a da minha secretária ou dos meus pacientes. Quando percebi isso, disse à minha secretária que tinha iniciado um plano de fisioterapia neste horário e de imediato, e sem questionamentos ou julgamentos, ela bloqueou a minha agenda. Os meus pacientes em vez de reclamarem passaram a preocuparem-se comigo e todos agora percebem a importância da minha fisioterapia. Está a correr tão bem que confesso que não tenho coragem para lhe mudar de nome.” Achei genial.

É fundamental sermos conscientes da importância da nossa prática, do que ela representa para nós mas também ter consciência do que ela significa para os outros que podem condicionar o meu à vontade por lhe arranjar tempo na agenda. A partir desse dia sugiro às minhas alunas, principalmente Mães – que parecem não ter direito a nada mais do que a uma militância familiar e profissional (sobre isto leiam o texto do mês de Fevereiro na coluna Belly Love), que usem nomes como depilação, ginecologista, fisioterapia, lavandaria, reunião importante, entrevista ou qualquer outro semelhante para tapar o lugar na agenda que se dedica à prática.

Como sabem sou Professora, pratico de forma diária e regular com Professores (falo no plural porque tenho diferentes professores para diferentes práticas e disciplinas) ainda assim são 11h00, acabei à poucos minutos a minha prática que gravei por motivos de svadyaya – estudo pessoal. Preciso vê-la e revê-la, principalmente nos dias em que a minha cabeça arranja argumentos, desculpas para saltar a prática. Preciso tomar consciência de que não tenho de me sentir culpada por ter este tempo para mim, ele é fundamental para a forma como me relaciono com o outros.

Como referi alguns parágrafos acima, é reconhecia a importância do planeamento para criar uma rotina de prática e por isso, idealmente a prática tem hora fixa e a minha hora ERA 4h. É fácil praticar às 4h quando a casa ainda dorme. Porém o condimento e o fecho das escolas trouxe uma nova tarefa à minha agenda. Uma tarefa que não ocupa 2h por dia em tele-escolas e aulas online. Uma tarefa que ocupa 8h porque há que contabilizar o tempo de preparação para a aula, o tempo de aula com interrupções constantes tipo: “oh Mãe o iPad está sem bateria”, “oh Mãe não consigo ouvir a Professora”, “oh Mãe não encontro o exercício que a Professora mandou fazer”, “oh Mãe tenho sede”, “oh Joana, porque não estás em frente ao iPad?”, “Maria a aula já acabou?”, “Joana porque estás a fazer desenhos em vez de participar na aula?” “Maria estás a tomar atenção ao que a Professora disse?”. E quando tudo parecia estar a fluir vem o intervalo e com ele novas interrupções: “Oh Mãe recomeço daqui 10m”, “oh Mãe vou fazer xixi”, “oh Mãe tenho fome”, “Joana tens a certeza que ainda estás no intervalo?”, “Maria já estou a ouvir a tua Professora”. Claro que têm horários desencontrados para as poder apoiar por isso estamos a falar de um período das 09h às 13h neste registo. Depois vêm os trabalhos da tarde e a oferta complementar, as aulas online de música, de ginástica e de natação (sim, porque a natação que até agora precisava de um tanque de água passou a ser possível ser realizada de forma virtual?!?). Juntem a isto o tele-trabalho e algumas consultas presenciais, escrever para blogs, preparar congressos, dar formação, responder a casos urgentes, mentoras, reuniões de equipa. Não vale esquecer o puto de 3 anos que corre pela casa, que quer agarrar todos os iPads, que chama pelas irmãs e não percebe porque estão em casa e não podem brincar com ele! Ainda assim existem coisas que mantenho de forma natural sem necessidade de as apontar na agenda (para já, enquanto o discernimento o permitir!): lavar os dentes, dar atenção ao intestino, comer, tomar banho e… praticar.

A minha prática tinha tudo para não existir se necessitasse de um tempo na agenda. Não há tempo e por isso a minha prática deixou de precisar de tempo na agenda e passou a estar incluída nas minhas rotinas. Têm sido dias desafiantes, não em mantê-la pois é uma parte de mim que pede a mesma atenção que as necessidades básicas fundamentais, mas em travar o julgamento mental. Procuro não me envergonhar, não pedir desculpa, não questionar se foi ou não o que eu queria que fosse. A minha prática tem hora fixa, excepto os dias em que muda de horário (perceberam a ironia?!) e não está na agenda.

A minha prática é interrompida por um alucinado número de pessoas que irrompe a minha sala e que desafia a um nível que nunca achei possível manter o meu foco e a minha concentração. A minha prática não é perfeita, não é a que eu desejo mas é a que posso fazer e como é tão desafiante hoje mais do que nunca não dispenso os meus Professores. Hoje mais do que nunca agradeço o investimento e disciplina de a ter integrada como uma ROTINA, não fosse isso tinha-a perdido certamente. Se tivesse perdido a minha prática tinha perdido parte de mim. A prática é a única constante dos meus dias, a única coisa que não muda e me traz algum conforto e segurança de que dia a dia algo se mantém. A prática é o meu relacionamento mais longo e algo que nenhum confinamento me pode tirar.

Como professora, creio que o meu maior dever é incentivar e entusiasmar a praticar mas não tem como isso acontecer sem compreender os desafios actuais e sublinhar a importância de mudar o paradigma da prática.
A prática não é uma ginástica, um exercício ou uma tarefa de agenda.
A prática é tempo para ti e não deve ser desvalorizado nem por ti, nem por ninguém sobre ti.

É preciso entender, compreender que estamos todos a passar, constantemente, momentos desafiantes e que se a prática não está integrada como uma rotina qualquer despropósito ou surpresa a vão condicionar. Todos os dias somos confrontados com novas circunstâncias sejam elas a pandemia, um pé torcido ou uma diarreia e todos os dias, todos, fazemos o nosso melhor para lidar com as adversidades, as surpresas. Cada momento é uma oportunidade para realizar uma nova aprendizagem, todas juntas trazem mais resiliência face àquilo que foge ao nosso controlo. Na verdade não controlamos nada, este momento apenas serve de aprendizagem mais intensa e bruta desta verdade. Na verdade a ansiedade que surge da falta de controlo não é fruto da pandemia, é fruto de quem és e por isso só tu podes terminar.

Vem saber mais sobre a IMPORTÂNCIA DAS ROTINAS NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL, segundo o Ayurveda e a tua experiência pessoal. hoje mais do que nunca somos chamados a nos responsabilizarmos sobre a vida que queremos viver.

Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga

    BELLY LOVE | Ser mãe…em confinamento

    By | Bellylove

    SER MÃE… EM CONFINAMENTO
    A partilha de uma experiência

    M de Militante

    Os primeiros bebés fruto do confinamento estão agora com um ano e ao observar as Mamãs que acompanhei percebo a grande diferença que existe entre o confinamento natural do pós parto e o confinamento forçado a que foram obrigadas. É qualquer coisa próximo do serviço militar obrigatório (só que para mulheres). Para umas é algo natural que lembram entre gargalhadas para outras um momento altamente traumatizante do ingresso numa vida adulta. Creio que a questão passa efectivamente pela liberdade ou não de cumprir o serviço militar em regime de confinamento voluntário ou obrigatório.

    Ser Mãe é como ser militante de um trabalho não remunerado a tempo inteiro que nenhum gestor de recursos humanos consegue vender por ser simplesmente surreal. É um trabalho que não tem hora para começar nem hora para terminar, um trabalho que não tira dias de férias, folga, não paga horas extraordinárias e cujo “layoff” não se conhece. É um trabalho de multitasking, multiforce e não remunerado, sem ordem ou sindicato, sem carteira profissional, sem descontos para o Estado, sem Segurança Social e que transgride todas as leis laborais. Ainda assim é um trabalho para o qual grande parte das mulheres se candidata de forma voluntária e entusiasta. Porquê? Porque existe algo de militante na maternidade.

    Uma mulher alista-se como Mãe, mesmos antes de saber para o que vai realmente. Assim como o militante que vai para os comandos ou tropa de elite sem saber muito bem do que se trata especificamente. O parto é a praxe, o que acontece após o parto já é formação em tropa de elite capaz de resistir às formas mais antigas e reconhecidas de tortura, como privação do sono, greves de fome e exploração do corpo, e ainda sorrir. Após se voluntariar, a Mãe, como uma verdadeira militante sem tempo mínimo de recruta, e no ritmo frenético de combate vive esta militância idealista sem desertar.

    Tal qual o militante mais devoto, a Mãe entrega-se de forma absoluta vivendo intensamente este papel acima de qualquer outro, sem ceder a subornos ou prazeres e punindo-se com uma culpa acutilante qualquer momento que possa desvirtuar o sacrifício por esta missão. Tudo por um orgulho à farda que veste quando desfila a bandeira/bebé perante os olhares “invejosos”, que já foram o seu, e que a fazem sentir a pessoa mais importante e capaz do Mundo (até alguma Mãe de bancada abrir a boca e dar os seus palpites, tipo “spoiler”).

    O que mantém as Mães livres da loucura são os “compromissos” inadiáveis como o cabeleireiro, o chá com as amigas, a ida às compras, as voltas no parque para a dose extra de vitamina D do bebé, as voltas no shopping para comprar algo essencial, de que já não se lembra, enfim fazer qualquer uma das dezenas de coisas que combinam com uma selfie de licença de maternidade. Sabemos que essa pausa idílica eternizada numa fotografia é isso mesmo, um breve segundo de pausa de um caos maior. Mas a verdade é que as Mães pré pandemia tinham as fotos, as ilusões, a vida online cor-de-rosa que compraram, apesar da publicidade enganosa do que é o pós-parto, e que estavam determinadas a passar em diante como canta a tradição.

    A verdade sabemos todas. As Mães vivem confinadas nos primeiros meses do pós parto. Depois deste período existe uma espécie de levantamento do confinamento obrigatório mas apenas para saídas justificadas ao local de trabalho, compras e farmácia (mas nunca, jamais para momentos de lazer). Sabemos que o confinamento da mulher ao papel de Mãe começa quando nos apresentamos ao serviço para este cargo que não termina e que sabemos só abrandar quando chegar o dia da promoção… ser Avó. Ainda assim a vivência actual da maternidade apesar de ainda em confinamento trata de um confinamento num contexto de pandemia que torna o igual diferente. O confinamento da maternidade é das Mães por direito, um confinamento voluntário que conferia em si super poderes. Actualmente é obrigatório e deixou de ser nosso para ser de todos. Ora isto é como tornar as tropas especiais em polícias municipais.

    Quem vai agora olhar com “inveja” para a nossa patente/bebé? Onde estão as “selfies” nos jardins, parques, shoppings, pastelarias, museus? Como vamos agora disputar gracinhas, feitos e avanços dos nossos mais que tudo? são estas questões práticas que parecem fúteis que fazem toda a diferença na militância.

    Lara Lima
    Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
    Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
    Terapeuta Ayurveda Sénior
    Professora Sénior de Yoga.

      BACK2LIFE | Para viver a vida temos de aprender a deixar de usar como desculpa.

      By | BACK2LIFE

      Amar é um verbo, amar-te uma prioridade.
      PARA VIVER A VIDA TEMOS DE APRENDER A DEIXAR DE A USAR COMO DESCULPA.

      Creio que uma das grandes questões da vida do Ser humano é perceber que a sua existência social apesar de fundamental para o equilíbrio global está longe de determinar esse mesmo equilíbrio e por isso, seja qual for o papel que desempenhamos a cada momento, a questão que resume tudo penso ser: “será que acertei”.

      Basta uns quantos anos de vida e alguma maturidade para perceber que erramos. Erramos muito, simplesmente porque o erro está assente num desvio padrão em relação à média. Erramos tanto que quando acertamos olhamos em volta à procura de um megafone que exalte o sucesso e a frustração aparece num pulo quando não somos percebidos.

      Este é o sucesso do programa Back to Life. Quando nos comprometemos com o próprio despertar, e assumimos um compromisso pessoal para com a Vida passamos a viver a vida e não a usá-la como desculpa para os nossos pensamentos, atitudes e reacções.

      Como encorajadora deste processo percebo quanta força, disciplina, resiliência e determinação são necessárias para manter um caminho dorido no processo de mudar a própria estrutura da personalidade. Este caminho não se percorre apenas estudando conceitos filosóficos em livros e palestras. Este caminho vive-se, e na maior parte das vezes de forma bem prática e dorida. Por isso, quando recebo um texto como este que partilho em seguida sobre o processo, sinto uma profunda gratidão e reconhecimento pela Vida e por poder assistir a estas metamorfoses.

      “Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das ideias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida a tentar fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.

      Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a estes. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha preencher o buraco que nós cavámos. A insatisfação e o vazio interior transformam-se na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.

      Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar na sua vida um amor de verdade.”

      N.R. 2021

      No último artigo desta rubrica, Back to Life, falei do tipo de pessoas que me procura mas não revelei o denominador comum. Esse denominador comum revelo agora – DESAMOR PRÓPRIO. Seja qual for o argumento, o contexto, a situação que te traz a este sofrimento ele tem uma única causa: a sede pelo prazer e inevitável apego por algo perene e exterior, afinal a única coisa que existe para sempre, para ti, é a tua linha cronológica. Só a linha cronológica do corpo físico é eterna e por esse motivo também é eterna a saudade perante quem parte.

      De facto, quando buscamos no outro a fonte de prazer afastamo-nos na verdade que existe em cada um de nós. O amor não é o outro, o amor é aquilo que fazemos do outro. Se o outro fosse a fonte do amor então todos os Seres estariam num processo amoroso pela mesma pessoa porém nem Deus que é fonte de amor envolve a humanidade quanto mais aquela pessoa a quem entregas-te a tua felicidade e plenitude. Amar é importante mas amar-te é fundamental. Como amar o outro quando não reconhecemos quem somos?

      Só o amor próprio pode fazer-nos compreender as diferenças. Do entendimento pessoal de que somos amados mesmo quando erramos, e a maior parte das vezes erramos por amor, é que surge a compaixão pelos erros dos outros. Pois que possamos fazê-lo para nós mesmos e assim crescer na tranquilidade de viver a vida na plenitude do que somos, do momento e do contexto de forma a podermos “amar o outro assim como a ti mesmo”.

      Lara Lima
      Fundadora do método BMQ
      Formadora da AMAYUR
      Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
      Terapeuta Ayurveda Sénior
      Professora Sénior de Yoga.

        YOGUI LIFE | A Relevância de um professor

        By | YoguiLife

        A RELEVÂNCIA DE UM PROFESSOR
        UM PROFESSOR É, EM PRIMEIRO LUGAR, UM ALUNO COM MAIS EXPERIÊNCIA. 

        São diversas as necessidades que motivam uma pessoa a iniciar uma prática de Yoga e cada uma dessas necessidades contém em si a pertinência do tema deste texto – a relevância do Professor de Yoga.

        Em tempos onde um clic dá acesso a um infinito número de aulas oferecidas por qualquer figura, em qualquer plataforma digital ou rede social, por valores irrisórios ou até gratuitos, a figura do professor de Yoga parece ter-se tornado totalmente descartável.

        A prática, agora reconhecida e promovida em formato “DIY”, como acontece aliás com qualquer coisa, está na moda. Se veio para ficar? Talvez.

        “A relação professor/aluno deixa de existir quando o aluno se posiciona como cliente e vê no professor não uma inspiração mas um prestador de serviços, igual a tantos outros disponíveis para o servir.”

        Estamos muito longe da relação de respeito professor/aluno descrita nos Vedas e durante tantos anos praticada. O professor, seja qual for a sua área, é visto actualmente como um prestador de serviços altamente dispensável e facilmente substituído e o aluno veste agora o papel de cliente que pretende estabelecer o valor do professor e a sua forma de ensinar. Enquanto a relação aluno/professor for vista como relação cliente/prestador predominará a insustentabilidade do sistema educativo e seguramente a transmissão do Yoga para além do asana. Principalmente porque ao Professor de Yoga não interessa ensinar asana mas ajudar o aluno a realizar a auto-transformação que o trará a um novo paradigma de Vida: Viver pleno e responsável pelas suas acções.

        • Qual a relevância de um Professor de Yoga na actualidade?

        O Professor de Yoga não é um arquitecto de asana que pretende deixar tudo lindo e alinhado. O Professor de Yoga está mais para engenheiro de obra que percebe o asana como espelho dos desafios, padrões e história pessoais que bloqueiam ou dificultam o caminho para o auto-conhecimento. Para ser Professor de Yoga não basta, apesar de ser importante, saber fazer e demonstrar a postura, isso seria altamente redutor e não muito diferente de um professor de ginástica, artes circenses ou BTS. Para ser Professor de Yoga há que conhecer a postura sim mas acima de tudo perceber o seu funcionamento na engenharia interior do corpo humano e enquadramento no corpo de conhecimento do Yoga. Há ainda que saber adequar o ensinamento à maturidade de quem o procura e ter a paciência e sabedoria de o transmitir ao ritmo de aprendizagem do aluno. Não basta ser versado em técnicas pedagógicas e didácticas e um pouco de psicologia comportamental. Para ser Professor de Yoga é necessário ter andado por este caminho, ter passado tempo neste caminho e sobretudo tê-lo feito com um bom guia.

        Ser Professor de Yoga não é uma tarefa tão fácil como parece. Ao ensinar novos professores de Yoga percebo que muitos deles não são sequer ainda praticantes. Na verdade muitos não são sequer alunos. O curso de Yoga serve nestes casos apenas como uma porta de entrada tão válida como as aulas regulares de Yoga. Não se trata de desvalorizar a formação de Yoga nem de enaltecer as aulas de asana, trata-se sim de deixar claro que o entusiasmo em aprender deve ser o grande motivador para iniciar a prática de Yoga. O que começou por um desafio ou necessidade vira rapidamente um encantamento e é bom que assim seja. Mas isso é apenas o início. Existem coisas que não se aprendem, não se ensinam e uma delas é a ser Professor de Yoga. Para ser Professor de Yoga é fundamental ser sobretudo um aluno, um aluno disciplinado na prática, no estudo, na exposição ao ensinamento e ter um Professor, num reconhecimento humilde de quem não sabe tudo e honestidade em relação àquilo que se sabe.

        Além disso, é desejável manter uma atitude de desapego perante o aluno, perante o acto de ensinar. O ensinamento não depende apenas de quem ensina, depende da disponibilidade de quem aprende. O processo não depende apenas do professor mas também do aluno e o aluno é uma pessoa em transformação. Todos os dias diferente, todos os dias livre. Nunca nosso.

        Um professor necessita também ele de um Professor. Um Professor que espelhe as armadilhas em que facilmente se cai. As armadilhas do auto-julgamento por “vestir” as expectativas, projecções e frustrações dos alunos. As armadilhas da auto-promoção por cair na ilusão da vida social digital que confunde a relação professor/aluno como uma relação cliente/prestador. As armadilhas do ego que nos fazem esquecer que somos alunos, pessoas normais que também estão no processo de ensino aprendizagem como aprendizes, tentando e dando o melhor de si como professores.

        Como professora, creio que o maior dever é incentivar e entusiasmar o aluno a praticar sem medo de se descobrir, de se transformar. Como “mãe” claro que me toca quando um aluno parte e procura outro professor mas como Professora de Yoga sei que fiz um bom trabalho porque o Yoga despertou, germinou e agora simplesmente mudou de lugar. Assim como uma planta às vezes precisa ser transplantada, mudada de sítio, apanhar uma outra luz ou ar, também alguns alunos precisam de mudar. Não reconhecer essa necessidade é esquecer o meu percurso como aluna e a minha responsabilidade como professora. Na verdade, todos nós como alunos almejamos encontrar o professor perfeito. Na verdade, todos nós como pessoas almejamos sempre mais do que o que temos no presente, olhamos sempre para a relva do vizinho como mais verde que a nossa e nesse momento pulamos a cerca, mudamos e acabamos por desvalorizar o que tínhamos. O tempo se encarregará de mostrar se essa mudança foi de facto necessária ou se foi uma muda, um trasplante precoce. A atitude perante essa constatação vai definir se, como alunos, perdemos o professor ou nos perdemos..

        • O que faz de um professor de Yoga o teu Professor de Yoga?

        Não é preciso estar muito atento para perceber que um instrutor de asana, um “self made asana teacher” pode ser uma boa oportunidade de contactar com algo que eleve a auto-confiança, a auto-estima e até dar o “boost” necessário para a responsabilização de uma prática física diária que higienize o corpo mas serão estas pessoas capazes de transmitirem técnicas e vislumbres do que seja essa experiência de realização através do Yoga?

        Os instrutores são importantes, eles abrem portas mas quando o Yoga despertar vais sentir necessidade de Professor que conheça a direção, reconheça o teu posicionamento e tenha a experiência e liberdade para te ajudar a caminhar sem fazer do teu caminho a sua conquista.

        Este texto não pretende apontar ou criticar escolhas, mas sim partilhar uma perspectiva pessoal sobre o empenho pessoal e profissional que vejo nos Professores de Yoga que dedicam as suas vidas, em exclusivo, ao estudo e partilha do conhecimento védico que traz sustento a uma prática séria, actualmente tornada salubre no conteúdo.

        A partilha de uma perspectiva actual de profissionais que durante anos foram reconhecidamente fortes alavancas de grandes mudanças e que actualmente são preteridos não por irrelevante impacto na vida de quem os procurou mas simplesmente por referência financeira ou popularidade nas redes sociais.

        A partilha de quem se preocupa em conhecer cada aluno como uma identidade pessoal, familiar e social única e percebe a sua acção com uma responsabilidade, um dever, que ultrapassa os limites da sala de aula.

        Encontrar um Professor de Yoga que conheça a tua história, te trate pelo teu nome próprio e se interesse genuinamente pelo teu processo e não apenas pelos 60 ou 90m de aula é de fundamental importância quando perceberes que para evoluir necessitas reconhecer e desafiar os padrões que geram em ti condicionamentos, constantes.

        Sou Professora de Yoga. Não sirvo interesses de clientes, sirvo o interesse sincero das pessoas que me procuram e me vêem como uma inspiração no seu caminho. Sou assim porque os meus Professores são assim também e neles encontro a minha inspiração. Eu, mas isto sou eu, jamais condicionaria a minha condição de aluna ao número de seguidores que têm nas redes sociais (alguns só agora têm redes sociais), às fotos que possam postar sobre a capacidade de fazerem alguma postura (não é esse tipo de inspiração que procuro neles), ao valor que definem como justo para a sua transmissão (mesmo que muitas vezes isso me condicione o número de práticas não condiciona a minha lealdade), os seus horários (e às vezes são mais de 4h de diferença).  O meu dharma é ser professora e vejo nesse dharma a responsabilidade incrementada de ser aluna pois só inspiramos crescimento no outro quando nos empenhamos na nossa própria aprendizagem.

        Lara Lima
        Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
        Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
        Terapeuta Ayurveda Sénior
        Professora Sénior de Yoga.

          BELLY LOVE | M de Mulher, eu?

          By | Bellylove

          O INÍCIO DE UM CAMINHO DE EMPODERAMENTO
          A PARTILHA DE UMA EXPERIÊNCIA QUE NOS PREPARA PARA SER… EU

          M de Mulher, eu?

          Quero começar este texto reivindicando, perante as minhas semelhantes, o direito de Ser Mulher algo que sempre defendi no meu trabalho com gestantes mas que muitas vezes me frustrou sem perceber a dificuldade das Mães em se posicionarem como mulheres quando o bebé nasce, quando ele cresce e até quando ele mesmo já é Mãe ou Pai.

          Por outro lado, quero deixar registado um sincero pedido de desculpas a todas as Mães que “critiquei” por me sentir frustrada em não as conseguir empedrar como mulheres quando achei que era a altura (quanta pretensão). Três filhos depois percebo finalmente o desafio mas felizmente sem resignação. Sou Mãe sim, mas também sou Mulher! (Apesar de poder demorar algum tempo até o perceber.)

          Quero ter a liberdade de me assumir como Mulher sem me sentir julgada e condenada no papel de Mãe. Quero ter a liberdade de me assumir como Mulher sem necessidade de pintar os lábios de vermelho ou lutar por direitos e deveres. Mas, acima de tudo quero mostrar a ti Mãe/Mulher que ser Mãe é apenas um papel do Ser Mulher. Um papel que podes ou não assumir, desejar ou realizar. Talvez seja o mais importante, talvez não. É um papel à tua medida e a tua medida é a única que te deveria importar pois para os teus filhos serás sempre a melhor Mãe do Mundo.  Agora Mulher, ter a liberdade de ser mulher é algo que devias conquistar essencialmente para ti, completamente dissociado de qualquer paradigma externo.

          Quero também mostrar a ti, único Pai que me lê, que a Mãe dos teus filhos continua a ser Mulher, e se ela não o vê, fá-la sentir-se de novo Mulher oferecendo-lhe tempo, atenção e oportunidade para o Ser.

          Para mim que sou Mãe, é fácil compreender que quando o dia termina a sensação é que não se fez o suficiente e que cinco minutos em silêncio debaixo do chuveiro são fundamentais para encontrar alguma paz. Juro que entendo o dilema de tirar um fim de semana para descansar sozinha, ir a um retiro, fazer um curso e a angústia de não ser a Mãe perfeita (?!) por estar a praticar yoga ou meditação em vez de os ter ido buscar mais cedo à escola ou não ter a casa arrumada.

          Como Mãe conheço a realidade dos bastidores e por isso te digo sem receio que no processo de Maternidade para além de amor, existe também o medo, a tristeza, a renúncia e os dias negros. Nem só de luz e sorrisos é feita a maternidade apesar de todos te quererem convencer disso e ninguém falar do outro lado abertamente.

          Seja nos grupos de facebook, no chá de bebé, nas conversas com amigas ou na noite de Natal, quando estás grávida todos te falam do amor incondicional e imensurável que irás sentir (amor esse que vem, não de imediato como te fazem crer mas a seu tempo, no teu tempo sem que te tenhas de sentir culpada ou forçada a senti-lo antes da sua chegada) e da renúncia normal de tomar um banho na hora desejada, de deitar e dormir quando e como quiseres, ires e vires de onde e quando quiseres. Desde o momento em que engravidas a sociedade faz-te crer que é normal o M de Mulher se doar por completo ao M de Mãe e que, ainda que a Mulher se perca nesse processo, ser Mãe faz tudo valer a pena deitando por terra qualquer argumento que possa vir à conversa se por vezes queremos reencontrar a Mulher que existe em nós.

          Na verdade aposto que existe em cada Mãe uma vozinha que já chorou baixinho a incerteza de ter tomado a decisão certa em dizer “sim” à maternidade e ao mesmo tempo um vozeirão familiar a berrar – “tens de aguentar agora que escolheste ser Mãe”, e no meio tu, Mulher.

          É certo que ser Mãe passa pela fase da renúncia da vida antiga, processo que varia de Mulher para Mulher, mas uma renúncia à vida antiga não é uma renúncia à Mulher e muito menos à Vida. A Mulher agora Mãe precisa aprender a renascer como Mulher Mãe e não Mulher versus Mãe.

          Neste renascimento da Mulher existem coisas de Mãe que vão ficar na vida da Mulher, que fazem parte do papel Mãe:

          • o “trabalho” não remunerado, chegando a ser um trabalho ingrato, que começa no momento em que acordas, e às vezes, nem sequer termina quando vais dormir;
          • as tarefas pendentes que apesar de iniciadas raramente são terminadas graças ao constante desvio de atenção;
          • os momentos de descanso quando estás por conta própria em casa são sonhos não a realidade, especialmente se falamos em fim-de-semana ou férias;
          • a lista interminável de tarefas num ciclo que nunca tem fim e se renova de dia para dia;
          • o julgamento constante de outros, quanto mais próximos piores, por deixares os teus filhos aos cuidados de outras pessoas para ires trabalhar, descansar, relaxar.
          • o acordar uma hora antes de todos para terminar alguma tarefa inacabada, começar uma tarefa nova ou para ter um tempo em silêncio;
          • o “segundo turno”, depois do trabalho e antes de chegar a casa, pagar as contas, fazer as compras do supermercado, fazer o serviço de lavandaria e claro, o serviço de táxi das crianças;
          • o “terceiro turno” trabalho de uma dona de casa que ao chegar do trabalho a casa ainda faz o jantar, dá banho e jantar aos filhos, e lhes conta histórias na hora de dormir.

          Assim é missão deste artigo te lembrar que neste nascimento da Mãe existem coisas de Mulher que deverão integrar a vida da Mãe, pois fazem parte do Ser Mulher:

          • reclamares um mimo, um beijo, um abraço, um presente e um obrigada;
          • ter hora marcada no cabeleireiro, na esteticista e na manicure porque sim;
          • chorar de amor ou simplesmente de emoção;
          • ser gentil, ser determinada, ser energética, ser ética;
          • cuidar da alimentação e da balança;
          • ter tempo para as amigas, para o cinema e para o bate perna;
          • gostar de namorar e comprar lingerie;
          • não perder um bom desejo de TPM;
          • lutar e acreditar na igualdade de género no trabalho e em casa;

          E acima de tudo lembrar que é normal fazer planos para tudo isto, incluindo os filhos no plano. Sim, ser Mulher é fundamental mas ser Mãe é uma marca registada que deu continuidade à Humanidade e que por isso passa de papel a um modo de ser, um estado de espírito, uma força vital!

          Lara Lima
          Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
          Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
          Terapeuta Ayurveda Sénior
          Professora Sénior de Yoga.

          DAILY AYURVEDA – História do Ayurveda do além tempo até aqui e agora

          By | Daily Ayurveda

          HISTÓRIA DO AYURVEDA
          – DO ALÉM TEMPO ATÉ AQUI E AGORA

          A história do Ayurveda, para além de longa, é mística. Escrevo mística porque está envolta de mistério no que diz respeito à sua origem se tivermos em conta a clareza, certeza e acuidade dos primeiros registos, datados de há cerca de 3500 anos antes de Cristo, nos Vedas. Apesar de haver referência ao conhecimento Ayurveda nos Vedas, nomeadamente Rig Veda, Ajur Veda e Atharva Veda, não existe a descrição deste corpo de conhecimento remetendo-nos para a ideia de que o conhecimento já existia de forma integrada naquela sociedade e cultura. Ora, a integração de um corpo de conhecimento numa cultura não é coisa para acontecer de forma fugaz e leviana, não antigamente pelo menos.

          É inegável que o Ayurveda tem origem em tempos imemoriais, tempos anteriores às dimensões tempo e espaço recentes quando os continentes tinham outros posicionamentos e o tempo se contava de outra forma que não associado ao nascimento de Cristo (até porque faltariam ainda uns milhares de anos para esse acontecimento). Assim, a história não tem registo ou memória da origem do Ayurveda originando um mistério que acabou por contar uma história semelhante a uma manta de retalhos, cheia de silêncios e padrões que não encaixam e que acabam por tornar a sua verdadeira origem pouco clara, diria até oculta. Por isso, na Índia se diz que o Ayurveda teve origem direta do próprio Criador (Brahm) e é considerado eterno, porque ninguém sabe realmente em que época ele ainda não existia. Tudo isso mostra sua longa tradição e a sua profunda ligação com a cultura indiana.
          Porém, se por um lado esse mistério e desordem atrai uns quantos, tantos outros questionam ou reduzem a história do Ayurveda apenas ao que tem registo, desvalorizando o Ayurveda no tempo e espaço, duas dimensões que sustentam o Mundo actual.

          O texto de hoje vem abordar a história do Ayurveda para além das dimensões: tempo, espaço e mundo como o conhecemos; e expor de forma clara a história da Medicina Ayurveda como o sistema médico mais antigo do mundo, pelo menos no que diz respeito ao Mundo como o conhecemos.
          A medicina ayurveda tem provas registadas de ser originária do vale do hindu, na zona agora registada geograficamente como India. Nestes mesmos registos, é referido que o conhecimento descrito, e não escrito, existia há já milhares de anos apesar de ser até então transmitido dentro de uma tradição oral de mestres para discípulos baseado na sabedoria eterna do povo, adquirida a partir de experiência e meditação sobre todos os conhecimentos que pudessem ser úteis à humanidade: engenharia, física, astrologia, biologia, toxicologia, filosofia, teologia, etc..
          Mas temos por missão, neste texto, esclarecer o que já foi concluído pela “ciência”, tratando-se por isso de algo “inquestionável” para a mente da sociedade actual, e não, fazer inferências ou comentários pessoais.
          A verdade é que ninguém sabe ao certo quando se desenvolveu a primeira civilização na India mas estudos actuais asseguram que, a civilização mais antiga de que se tem notícia – Harappa, surgiu por volta de 3000 anos a.C. Ora estamos a falar de uma civilização com saneamento, mercados de rua, termas, casas estruturadas, lugares comuns de lazer e recurso a ervas medicinais muito usadas no ayurveda. O facto desta civilização ser tão evoluída conclui per si que não seria a única nem a mais antiga civilização pelo que é de fácil deduzir que a primeira civilização se terá desenvolvido bem antes.

          Voltemos aos factos, esta cultura dominou o Vale Hindu por talvez 1500 anos até as invasões do povo Ariano, nómades da Ásia Central quem se se atribui a escritura dos Vedas. Apesar do Ayurveda ser referenciado no Rio Veda (o mais antigo dos vedas), Sama Veda, e Ajur Veda, é no Atharva-Veda que se reconhecem referências mais especificas sobre o Ayurveda. Posterior aos Vedas mas ainda alguns milhares de anos antes de Cristo surgem 6 grandes tratados médicos, entre eles o Charaka Samhita (tratado de medicina interna) e o Sushruta Samhita (tratado de cirurgia), escritos inicialmente para treinar médicos que se responsabilizassem pela saúde dos governantes dos reinos pois estes refletiam a saúde do estado e manutenção da estabilidade política.
          Foi na era de Gautama Buddha (563-483 a.C.) que o Ayurveda viveu a sua fase gloriosa, pois o próprio Buda era um grande estimulador de sua prática e estudo, excepção feita à prática cirúrgica por ser valor máximo do budismo a não violência (incluindo práticas cirúrgicas e investigação).

          No século III a.C., motivado pelos ensinamentos de Buda, Ashoka (imperador do norte da India) converteu-se ao Budismo e construiu hospitais de caridade, com setores de cirurgia, obstetrícia e problemas mentais, por todo o reino, não somente para seres humanos, como também para animais. E enviou emissários para países vizinhos, o que ajudou a difundir ainda mais o Budismo e o Ayurveda fazendo o Ayurveda chegar ao Sri Lanka. Durante os dois reinados posteriores, houve grande incentivo à prática da medicina Ayurveda com o governo a patrocinar hortos de plantas medicinais, construir hospitais e maternidades e punição de charlatões que tentavam praticar medicina sem permissão imperial. Em simultâneo o incentivo da prática estimulou o aprendizado tornando-se igualmente um período intelectualmente fértil com a construção de verdadeiras universidades onde eram ensinados, além do Budismo e da ciência védica, história, geografia, gramática, literatura sânscrita, drama, poesia, leis, filosofia, matemática, astrologia, astronomia, comércio, artes bélicas e medicina. A mais famosa destas universidades era a de Nalanda, que fechou portas por volta do século XII d.C., após quase 800 anos de funcionamento.

          A Era de Ouro do Ayurveda tinha chegado agora ao fim, ou perto disso.
          Entre os séculos X e XII, as repetidas e violentas invasões da India por muçulmanos levaram ao assassinato de monges budistas, destruição de universidades e bibliotecas. Aqueles que conseguiram escapar fugiram para o Nepal e para o Tibete levando os poucos textos ayurveda que conseguiram (alguns destes preservados até hoje apenas na tradução tibetana, daí o equivoco de associar a medicina tibetana a algo diferente de Ayurveda).
          No século XVI, Akbar, o maior imperador mongol, notavelmente esclarecido, ordenou que todo o conhecimento médico indiano fosse compilado, contribuindo ainda mais para a preservação do Ayurveda.
          Durante os séculos XVI e XVII, quando foram abertas as rotas para o Oriente, os europeus, difamam a sabedoria tradicional sugerindo esta ser a causa do “atraso” no desenvolvimento da India. O resultado foi que, após 1835, com a India sobre domínio europeu, somente a medicina ocidental tinha reconhecimento legítimo sendo a cultura e a medicina indianas ativamente desencorajadas e a tradição do ensinamento oral de mestre para discípulo quase perdida.

          No início do século XX, com a ascensão do nacionalismo indiano, a arte e a ciência indianas ressurgiram e o Ayurveda voltou a renascer. Atualmente é um dos seis sistemas médicos reconhecidos na India: Ayurveda, alopatia, homeopatia, naturopatia, Unani, Siddha (variedade de Ayurveda praticada ao sul da India) e o seu sucesso no mundo atual é inquestionável.

          “O Ayurveda tem origem em tempos imemoriais, a história não tem por isso memória da sua origem pelo que contaremos aqui a parte de que há memória ou/e registos.”

          Agora sim partilho o que me apaixonou por este corpo de conhecimento: primeiro, a sua história de quase 5.000 anos de tradição rompendo as barreiras impostas pelo tempo e pelas fronteiras culturais, sobrepondo-se a todas as transformações sociais, políticas e científicas que aconteceram entretanto; em segundo lugar o facto do Ayurveda não só se manter vivo no seu local de origem, mas a forma incrível como sem necessidade de se impor, invadir, descontrair outros sistemas, se expande pelo mundo e se insere naturalmente na vida dos mais diversos países do mundo; e em terceiro lugar, a capacidade evolutiva do Ayurveda e sua humildade de se aceitar “reconhecida” dentro do conceito de ciência e inserida no meio académico moderno, apesar de todos os preconceitos e separatismo de que ainda é alvo por parte da ciência moderna.

          [ Lara Lima ]

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          Curso de Yoga e Ayurveda para Profissionais

          By | Eventos
          Curso de Yoga e Ayurveda para Profissionais | 300H
          para Professores/Terapeutas/Praticantes com experiência

          Este curso, criado pelo BmQ, segue a filosofia do Yoga como uma ferramenta global que permite desenvolver o melhor de cada praticante através da prática consciente, ampla e profunda das 8 disciplinas do Yoga associadas ao conhecimento da saúde no conceito Ayurveda e completamente adaptada aos tempos e sociedade ocidental em que vivemos.

          Durante 10 anos aplicamos vários métodos e chegamos finalmente a uma fórmula que nos traz segurança a passar para todos os que, já tendo uma prática séria, consistente e disciplinada, conhecimento formal de Yoga e/ou Ayurveda pretendam transmitir os seus conhecimentos com maior foco e precisão.

          INTRODUÇÃO
          Um curso de formação de instrutores de Yoga é um começo, é a descoberta do Yoga, enquanto prática, método, filosofia e história mas é isso mesmo, o começo de um vastíssimo universo de conhecimento onde há muito a aprender e explorar.

          Neste curso integramos os nossos conhecimentos adquiridos em diversas formações de yoga, de diversas escolas, e prática pessoal; na experiência reunida através de anos a leccionar aulas regulares e formações que demos em diversos cursos de escolas parceiras; no conhecimento e experiência das nossas formações académicas que integram conhecimento oriundo de fontes credíveis e multi-disciplinares como anatomia, biomecanica, fisiologia, movimento funcional, pedagogia e didáctica que nos ajuda a ter uma visão abrangente, não sectária e não dogmática; e, por fim, o nosso continuo aprendizado e experiência profissional como terapeutas Ayurveda.

          A QUEM SE DIRIGE
          Este curso foi criado para praticantes experientes ou professores de Yoga que desejem aprofundar o seu conhecimento e levar a sua prática pessoal e didáctica a um outro nível.

          ESTRUTURA E FORMATO
          O curso está criado para poder ser leccionado remotamente (Zoom) e passar a presencial assim que possível, no formato de aulas on-line um fim-de-semana por mês (de Março 2021 a Março de 2022), num total de 120h online, e 3 Retiros Presenciais de uma semana prática temática (Asana : ajustes – Asanas : estrutura de sequência – Asana : Ayurveda), num total de 180h.

          Como vivemos tempos de incerteza quanto ao futuro, mantemos as nossas opções em aberto. Será possível realizar todo o curso remotamente caso seja essa a melhor opção para ti.

          O curso assenta em metodologia vivencial e teórica, num sistema de ensino flexível por isso durante o Curso os alunos são integrados nos estudos do Bhagavad Gita (todos os sábados, via zoom, das 06h as 8h), dos Yoga Sutras de Patanjali (Ensinamento diário por grupo fechado no telegram) e da prática semanal de asana (todos os domingos, via zoom, das 6h as 8h).

          O Curso de Yoga e Ayurveda BmQ tem um programa comprovado e exclusivo de Yoga e Ayurveda em prática há mais de 10 anos e formando profissionais de Yoga e Ayurveda desde 2012. A experiência e sucesso que temos é o que queremos partilhar através de uma formação completa em yoga até ao sucesso como Professor de Yoga e gestor de um Shala. Mas primeiro incentivamos a experiência em si do nosso método e desafiamos-te ao domínio de ti mesmo na tua própria vida.

          Estrutura dos dias ONLINE e PRESENCIAL de Curso 

          8h/DIA 

          06:00/07:30- Prática
          09:00/12:00 – Estudo
          14:30/16:00 – Aplicabilidade do Estudo

          CONTEÚDOS

          • Asanas
          • Anatomia e Biomecânica associados ao asana
          • Fisiologia associada ao Pranayana
          • Ashtanga Yoga de Patanjali e a vida Yogui
          • Bhagavad Gita, contextualização do Yoga e a importância da meditação
          • Princípios e técnicas de ensino integrados com o Ayurveda
          • Psicologia, anatomia e fisiologia do Ayurveda
          • Prática e prática de Vida e de transmissão, a importância de um Sadhana.
          • Sanscrito
          • Mantra, Mitologia e Meditação
          • Engenharia dos relacionamentos.
          • Gestão, Marketing e Comunicação Profissional

          CRONOGRAMA dos MÓDULOS 2021

          I – 23 ABRIL a 2 MAIO
          Apresentação
          Avaliação inicial do grupo e partilha de escolas e experiências Anatomia
          Biomecânica
          Ashtanga Yoga de Patanjali
          Sadhana
          Professores: Lara Lima, Ana Coimbra, José Pereira

          II – 12/13 JUNHO
          III – 19/20 JUNHO

          Sânscrito
          Professor : Gustavo Cunha

          IV – 3/4JULHO
          Prática e prática de Vida e de transmissão, a importância de um Sadhana
          Professores : Ieber de Paulo

          V – 6-15 AGOSTO
          Yoga e Ayurveda
          Psicologia, anatomia, fisiologia
          Dinacharya
          Doshas na programação anual
          Doshas na sala de aula
          Doshas e adaptação ao asana
          Doshas e gunas
          Alimentação
          Mantras, Mitologia e Meditação
          Professores: Lara Lima e Ricardo Viegas

          VI – 2-5 OUTUBRO
          Pedagogia e progressão didáctica
          Professor: Lara Lima

          VII – 30-1 NOVEMBRO
          Gestão, Marketing e Comunicação Profissional
          Professor : Cláudia Santos

          VIII – 26- DEZEMBRO a 4 JANEIRO Apresentação
          Anatomia e Biomecânica funcional do Asana
          Adaptações do Asana: métodos e populações alvo
          Ashtanga Yoga de Patanjali: ecologia pessoal
          Sadhana: Bhakti Yoga
          Professores: Lara Lima, Ana Coimbra, José Pereira, Mariana Martins 2022

          IX – 26-1 MARÇO
          Engenharia das relações
          Professor : Dulce Almeida

          X – 19/20 MARÇO ENCERRAMENTO
          Entrega de Diplomas

          ________________________
          CORPO DOCENTE
          Lara Lima – Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR, formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE, Terapeuta Ayurveda Sénior, Professora Sénior de Yoga.
          Ieber de Paulo – Professor de Yoga e CEO do método BMQ.
          Claúdia Santos – Professora de Yoga, CEO do método BMQ, responsável pela Gestão, Marketing e Comunicação Profissional do BMQ
          Ana Coimbra – Médica Internista, Professora Assistente na FMUC, Professora em vários cursos e formações.
          José Pereira – Licenciado em Ciências do Desporto e Educação Física, Formado em Osteopatia, Formador da Holmes Place Academy.
          Gustavo Cunha – Professor de Sanscrito
          Mariana Martins – Professora de Yoga, Técnica Ayurveda, Fundadora do 108 Studio. Ricardo Viegas – Professor de Yoga, Mantra e Meditação. Fundador do YogaAlgarve.
          Dulce Almeida – Terapeuta

           

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