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Método BmQ

ALIMENTAÇÃO – Épocas festivas

By | ALIMENTAÇÃO

Alimentação em épocas festivas

Não há melhor do que começar o Ano com orientações para todos os desafios que momentos em festa nos trazem na hora de…sentar à mesa! Tens aqui algumas orientações que podes ir assimilando, entendendo para que possas colocar em prática neste novo Ano.

A Diana, uma mulher com muita força e com muita vontade de aprender e voltar a aprender vezes sem conta, decidiu mesmo já sendo Terapeuta de Medicina Ayurveda voltar a fazer a formação completa – FTMA Formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda – na a nossa escola. Algo que está sempre a ser referido pela nossa terapeuta e formadora Sénior Lara Lima – mesmo enquanto terapeutas ouçam o básico sempre e repetidamente.

A Diana escreveu-nos este artigo de hoje que decidimos partilhar contigo 🙂

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Nesta época festiva não, a alimentação que fazemos é tudo menos saudável e sabe tão bem comer os sabores doces que todos os anos nos fazem criar boas memórias de um Natal em família.

No entanto, se conheces o Ayurveda ou até se estás já a alimentar-te de acordo com a tua Prakiti fica a saber que é possível passar as festas com alegria, boa comida e saúde!

Podes ajustar os teus alimentos desde a sua confecção até à escolha do que colocas no teu prato sem teres que ser @ “esquisitinh@” que não come nada ou leva a sua própria comida.

Confecção

Cozer ou grelhar o bacalhau em vez de assar em azeite ou fritar; cozinhar no forno as sobremesas que normalmente são fritas, como por exemplo as rabanadas; Saltear os grelos com alho em vez de os cozinhar em leite e farinha.

Quantidade/Qualidade dos alimentos

Optar por produtos de agricultor; evitar alimentos processados; evitar estar à mesa longos períodos de tempo (dar um passeio entre refeições, ajudar a arrumar a mesa, brincar com as crianças da família); escolher 2 a 3 alimentos para a refeição principal em vez de comer um pouco de tudo;

Bebidas

Vinho tinto antes da refeição facilita a digestão (durante a refeição reduz o fogo gástrico); chá de funcho/gengibre/erva príncipe/lúcia-lima durante ou no final da refeição, no caso de comer grande quantidade de comida.

Especiarias

Uma vez que a maioria dos alimentos da época são doces e pesados, deve optar por adicionar à comida especiarias equilibrantes, picantes e leves. Por exemplo pode utilizar Trikatu (uma mistura de canela com gengibre e pimenta preta). Esta mistura pode ser colocada no seu prato, como tempero, ou ingerida em chá no final da refeição.

Faça um jejum prolongado, antes das refeições festivas. Durante esse jejum beba chá de gengibre.

Evite combinações de alimentos que provocam má digestão, tais como fruta com leite. Evite também cozinhar o azeite e o mel, consuma estes alimentos diretamente da garrafa,

Sobremesas

Faça ajustes às Sobremesas de modo a torná-las saudáveis: Leite Creme – coloque canela em vez de açúcar queimado; e opte por deliciar-se com as sobremesas durante vários dias, ingerindo uma por dia em vez de todas nos dois dias de festejo.

Atitude Mental

Sente-se à mesas com o seguinte pensamento: Prefiro comer bem hoje e sempre; Como só o que o meu corpo pede, isso é comer com prazer.

Fique atento à sensações do seu corpo. Caso se sinta pesado ou sonolento/a evite dormir. Realiza uma atividade física (passeio) ou mental (um jogo)!

Diana Vaz

DAILY AYURVEDA – O porquê de seguir um Ayurveda Lifestyle

By | DAILY AYURVEDA

O porquê de seguir um Ayurveda Lifestyle
– Palavras de Raquel Vieira

A Raquel começou com o acompanhamento personalizado, sessões periódicas e gradualmente foi abraçando a Ayurveda e o Yoga. Curiosa e com vontade de saber mais e mais (acontece, acreditem!), abraçou a formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda. Bravo Raquel! E muito obrigada, em nome de toda a equipa, pela tua partilha desta dança de palavras.

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The pain that you see comes from within
No time to be free , we are always rushing
Comparing, subtracting, adding to the equation
Our minds tingling with depression

There’s a pill for every symptom
But what’s the symptom of incompletion,
Of void and depletion
Our minds yarning for more
But all collide into the abysm

No more pills and no more lies
No more stress
In the eyes
The beholder knows the truth
It is open
It is open

I am open
To release
All the peace in a blink
Of the mind and of the heart
I’ll let it flow inside

Embrace the pain
Create some space
to heal and move forward
To breathe clearer and grow stronger

A new perspective it’s forming
A new kind of persona
The cosmos of the unknown
The mysteries of your own
The mysteries of how we feel
The prana is only real

Let the life force energy
Fill you with all it’s dignity
Clean you from its toxicity
And leave you wanting more
And give to everyone

Bless is the course
Expansion is the cause
Protection is the key
To keep all your heart dignity
Protect your own mind
Don’t let anyone inside
That can corrupt the time
You should keep quiet inside

Raquel Vieira 
Aluna da Formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda 2021
Método BmQ

Tradição de Natal BmQ

By | YOGUI LIFE

TRADIÇÃO DE NATAL BmQ
UMA CARTA À MÃE NATAL

Se há coisa que me caracteriza é o gosto que tenho em dar prendas. Adoro, adoro, adoro… desde pequena o que deixava a minha Mãe muito enrascada com a minha lista pois a lista de prendas de Natal era composta da lista de coisas que queria dar aos meus amigos, professores, vizinhos… enfim!

Para tornar isso possível eu fazia a maior parte delas inspirada na famosa “minha agenda” mas outras (as dos professores) a minha Mãe fazia questão de me proporcionar (acho que por vergonha de eu lhes ter dado um ano, rolos de filmes fotográficos com ervas secas e dizer que era perfume de armários). Para não fugir ao orçamento a minha Mãe tinha sempre então umas lembranças que eu orgulhosamente levava num cesto para a escola e distribuir animadamente. Aquele era sem dúvida o apogeu do Natal.

No primeiro ano em que tirei a carta, já na faculdade, decidi inaugurar uma tradição : colocar na mala do carro um cesto com talvez uns 50 saquinhos de prendas, coisas simples e acessíveis, miminhos engraçados que depois distribuia em Ovar quando chegava para o Natal visitando a minha costureira, empregada, as antigas professoras e professores, colegas, vizinhos, amigos. Era uma festa e depressa se espalhou a tradição. As pessoas acharam piada e posso vos garantir que algumas pessoas de Ovar ainda seguem esta rotina.

Quando comecei a trabalhar comecei a fazer o mesmo nos clubes e ginásios onde passava e as pessoas achavam graça e comecei a dizer que se quisessem também organizava para elas e no BmQ decidi fazer isso de forma mais efectiva. Porquê?

Porque dar mimos é espectacular e recebe-los melhor ainda. Porque o Natal não é só das crianças e dos centros comercias mas dos amigos, conhecidos e pessoas que sabemos que vão ficar felizes com algo. Sabemos disso e por isso existem as trocas de prendas e os jantares de Natal em que se trocam prendas até 5€… certo?

Foi aqui que surgiu o meu dilema. Eu não queria trocar prendas. Eu queria dar mimos. Eu não queria receber bugigangas dos chineses. Eu queria receber mimos. Eu não queria mais uma caixa de chocolates para reciclar. Eu queria mimos.

E o que são mimos?

Mimos são coisas que não são dispendiosas mas que são interessantes e práticas. Mimos trazem um sorriso à cara e não um “ups, o que faço eu com isto?”. Mimos aquecem o coração e não queremos passar adiante.

Isso são os mimos e ao longo dos anos no BmQ decidimos criar a lista à Mãe Natal, uma lista em que podes dar o teu orçamento para X número de mimos e nós garantimos que os vais buscar já embrulhados com bom gosto (nada de papéis foleiros e excedentes de laços) que vão surpreender as pessoas que queres mimar.

Quando fui Mãe transmiti essa tradição às minhas filhas e todos levam para a escola mimos para TODOS, professoras, funcionários de cantina, auxiliares… com 3 filhos tenho a entregar mais de 150 mimos. Porque o faço? Porque aquelas pessoas merecem, aquelas pessoas recebem os meus filhos quase diariamente porque nem sempre estão bem dispostos mas no que depender de mim este Natal vão ficar. Ainda conto com o padeiro, a D. Paula, a D. Ilda, a D. São, o Sr. Raul, a Isabel… enfim.

Conhece alguns dos mimos BmQ aqui
Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Qual o melhor método de ensino de Yoga

By | YOGUI LIFE

QUAL O MELHOR MÉTODO DE ENSINO DE YOGA?
A PARTILHA DE UMA EXPERIÊNCIA QUE TE PREPARA PARA VIVER DE FORMA CONSCIENTE

 

É cada vez mais frequente, em ginásios e escolas de Yoga, haver uma oferta diversificada de aulas de diferentes métodos de ensino de Yoga que são erradamente confundidas com diferentes tipos de Yoga.

 

Importa esclarecer que apesar de existirem diferentes tipos de Yoga, no Bhagavad Gita (excerto do grande épico indiano Mahabharata, considerado o texto de origem do Yoga) são apenas considerados três: Karma Yoga, Bhakti Yoga, Gnana Yoga. Estes três tipos de Yoga são diferentes caminhos para um mesmo fim.

 

No Ocidente quando falamos de Yoga falamos de Karma/Hatha Yoga, o Yoga da acção. Todos os “Yogas” que vês no horário da escola/ginásio que frequentas são na verdade o mesmo tipo de Yoga, Hatha Yoga. Os diferentes nomes devem-se aos diferentes métodos de diferentes escolas que por estarem sistematizadas já têm um nome próprio que as identificam.

O texto que se segue não pretende ser uma lição ou uma verdade absoluta sobre o que se passa no Mundo do Yoga apenas a partilha, numa linguagem simples e directa, do que transmitimos na Escola BmQ.

 

A motivação para escrever esta crónica vem da pergunta genuína de quem nos procura e quer fazer uma escolha consciente do método mais do que o horário. Quando procuras o BmQ para a prática de Yoga fazemos sempre uma entrevista inicial que nos ajude e te ajude a encontrar o método mais adequado para ti uma vez que o propósito de qualquer método é uma prática que crie, aos poucos, uma sincronização entre a respiração e o movimento numa ponte que conecta a prática do dia de hoje com o dia de amanhã, com o próximo ano e até com a próxima vida.

 

Quando trabalhamos desta forma permitimos ao interessado recuperar o poder de tomada de decisão consciente libertando-o do condicionamento de viver em rebanho ou sob a decisão de alguém exterior à sua vida.

 

A maior parte dos métodos existentes na actualidade descendem dos ensinamentos de Krishnamacharya. Tirumalai Krishnamacharya nasceu em 18 de novembro de 1888 em Mysore, sul da Índia, numa família que tem raízes no famoso sábio indiano do século nove Nathamuni, autor do Yogarahasya e o primeiro professor da linhagem de Gurus Vaishnavas. Krishnamacharya estudou Ayurveda, o sistema médico tradicional indiano, e a filosofia Nyáya, uma escola védica de lógica. Talvez por isso Krishnamacharya nunca viu o Yoga simplesmente como uma prática física e sempre ensinou que o Yoga deve ser adaptado e praticado de acordo com as necessidades, capacidade e aspirações de cada estudante. Segundo ele, os princípios fundamentais do Hatha Yoga estão na prática de Vinyasa Krama (estágios), em que os ásanas são unidos de forma sequencial, intercalados repetitivamente, na passagem de uma postura a outra.

 

Desta linhagem os métodos mais propagados na actualidade são os criados por 2  dos seus 5 principais alunos directos: (1) Sri K. Pattabhi Jois que desenvolveu o métodos de Asthanga Vinyasa Yoga, (2) B.K.S Iyengar que desenvolveu o método de alinhamento Iyengar. A grande diferença destes dois métodos é a dinâmica. O métodos desenvolvido por Pattabhi Dois é mais dinâmico e desafiante a nível aeróbio e o método desenvolvido por Iyengar mais desafiante a nível de estabilidade, permanência. A partir destes dois métodos muitos outros foram desenvolvidos porém não tão estruturados.

 

Uma das grandes diferenças entre estes dois métodos, Iyengar e Ashtanga, é que: o Ashtanga possui 6 séries fixas de ásanas (“family seven serie”) que vão sendo exploradas à medida que o aluno evolui no sentido de se tornarem cada vez mais voltadas para aspectos subtis do corpo. Já em Iyengar, não há séries fixas e cada professor é livre para criar as suas próprias séries, de acordo com as idiossincrasias e objectivos específicos de cada praticante, obrigando os princípios de alinhamento e kramas (estágios) de evolução de cada postura que norteiam toda a prática no contexto de integrar cada postura em consciência e presença.

 

Outro diferencial são os props (cintos, blocos, cordas de parede, pesos, entre outros) usados tanto para facilitar a vida dos iniciantes quanto para exigir mais precisão dos veteranos. Desta forma, mesmo que o Iyengar ofereça a liberdade para criar sequências, as mesmas não podem ser construídas de maneira aleatória, e precisam fundamentalmente, levar a um lugar de iluminação da consciência, que é Yoga. E isso,  exige um estudo cuidadoso do professor de Vinyasa.

 

Em comum estes métodos defendem a necessidade de cultivar uma respiração consciente para executar os ásanas, como também, a consciência de seguir de uma ação para outra e o propósito da prática é o mesmo: criar a integração corpo/mente/espírito que leva ao estado de presença e ao autoconhecimento.Pranayama, quando o yoga é citado a partir da perspectiva terapêutica e da condução de Prana que falamos.

 

O foco principal destas práticas é o encontro do equilíbrio da energia vital – prana, a conexão com a consciência do movimento interno e externo e trabalho bastante espiritual e energético. As práticas são muito fundadas na respiração e posturas relacionadas a ela, a prática é mais introspectiva com foco em trabalhar os estados de consciência, meditação e mente.

 

Um “método” muito conhecido é Hatha Yoga. Em sânscrito, ha- significa “sol” e -tha significa “lua”. Quando falamos de aulas de Hatha Yoga estamos na verdade a falar de uma prática que procura através dos asanas (posturas de Yoga) aprofundar a conexão entre o corpo e a mente criando um equilíbrio que gera uma sensação de paz e serenidade por meio de pranayamas (exercícios respiratórios) e asanas (posturas). Apesar de grande parte das pessoas considerarem estas aulas ideais para iniciantes, grávidas, idosos, convalescente ou para quem está parado há muito tempo por serem aulas que seguem um ritmo supertranquilo, com movimentos realizados num tempo maior e com pausas entre um e outro, acredito que estas aulas são ideais para quem tem apenas o fim de dia para dedicar à prática pois o carácter livre da aula obriga a problemas e compromissos ficarem do lado de fora da sala.

 

A principal diferença em relação: (1) ao Ashtanga é o reduzido número de posições e maior suavidade nas transições, (2) ao Iyengar, é a menor exigência no alinhamento e tempo de permanência.

 

Para além destes métodos de ensino existentes no BmQ existem muitos outros. A verdade é que o yoga é um guarda-chuva que abriga várias práticas, um pouco diferentes entre sim, mas que partem do mesmo ponto. Algumas são mais agitadas, outras um pouco mais leves. Algumas dão mais foco na postura e outras levam bastante em conta os mantras e a introspecção. Nenhuma é melhor ou pior que outra, são apenas diferentes, os caminhos são inúmeros e isso dá-te uma liberdade incrível de poder optar por aquele que mais atende a tua busca, no final a grande diferença será o que o Yoga vai revelar sobre ti mesmo.

 

A minha sugestão é que comeces a praticar numa escola de Yoga que já tenhas alguma referência, com professores profissionais que possam te transmitir a segurança, esclarecimento e abertura necessários à aprendizagem para que então possas escolher o métodos que mais se adequa ao teu estilo para puderes progredir em direção a um propósito que é comum a todos os praticantes: uma vida mais consciente.

 

A prática de Yoga é em qualquer método uma conexão, uma abordagem para uma forma mais consciente e integrada de viver a experiência do corpo físico, da mente, dos sentidos e das emoções com o relacionamento com o outro e o contexto. Qualquer prática deve lentamente, dia a dia, prática a prática, despertar a consciência para esta relação e para o sistema de comunicação vigente – a respiração.

 

Na Escola BmQ acreditamos na prática como um mergulho profundo nas dimensões internas da mente e da consciência.

Para podermos dar este mergulho, precisamos de três coisas:

  1. Método certo
  2. Instruções certas
  3. Compreensão certa.

É aqui que entra o BmQ.

Aulas Método BmQ em qualquer parte do Mundo!
Online e presencial

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Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Yôga Nidra

By | YOGUI LIFE

A publicação de hoje merece um local bem acolhedor e confortável onde te possas deitar e dedicar uns minutos a este exercício de relaxamento. Faz com entrega, com vontade, e, dessa forma, talvez possas vivenciar uma das técnicas que a filosofia prática do Yôga nos disponibiliza – Yôga Nidra.

Aulas Método BmQ em qualquer parte do Mundo!
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(Voz)
Cláudia Santos

Professora de Yoga
CEO do Método BmQ
Responsável pela Gestão, Marketing e Comunicação Profissional do BmQ

𝙰 𝚈 𝚄 𝚁 𝚅 𝙴 𝙳 𝙰 – Dia Internacional

By | DAILY AYURVEDA

6º Dia Internacional do Ayurveda
Comemorações Método BmQ, AMAYUR e Escola Brahma Vidya Laya

Alguns dos eventos que foram decorrendo ao longo deste dia especial!

Terapeuta Sénior Lara Lima – Rotina pessoal antes do dia acordar
Dr. Avinash Lele – Corpo, Mente e Marma

PROGRAMA DINACHARYA - Rotinas Ayurveda

Dr. Ruguê | Dhanvantari (patrono do Ayurveda) – Celebração Dia Internacional do Ayurveda

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Formações Método BmQ – Certificação DGERT e AMAYUR

FTMA - Formação Terapeuta de Medicina Ayurveda
FTA - Formação Técnico Ayurveda
Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

ALIMENTAÇÃO- Receitas Cacau

By | ALIMENTAÇÃO

Os amantes de cacau amam as tardes de Outono

Comer de forma Ayurveda é comer de forma a nos sentirmos nutridos e energizados. O foco alimentar não é só o alimento mas o conceito de fogo digestivo – o Agni. Neste conceito encontramos a justificação para o facto de diferentes alimentos serem digeridos de forma diferente de acordo com a hora, estação do ano e biótipo de quem o ingere, e esta abordagem oferece a quem a segue uma vitalidade, força e imunidade surpreendentes.

Conhecido pela forma inclusiva e exclusiva como se apresenta, o Ayurveda é exclusivo de cada um, em cada momento, e inclusivo nos alimentos que perfazem a rotina alimentar. Para nós que vivemos em Portugal a rotina alimentar do último trimestre do ano é desenhada para contrabalançar o frio, pelo que o chocolate quente se torna num excelente antídoto se combinado da forma correcta com especiarias quentes e secas. Ele é abraçado com carinho e sem fúrias num caminho de encontro a uma alternativa mais saudável, mas igualmente saborosa.

 

Para os Kapha, o Outono é esperado com um sorriso… finalmente o chocolate quente… finalmente voltar a sonhar com a hora de chegar a casa, de sentir os aromas e sentar no sofá sem culpa.

 

 

O chocolate é como o caril, uma massala, o resultado de um conjunto de ingredientes em que o cacau assume o protagonismo, por isso venha de lá o Outono, as noites frias, os dias de chuva porque nós temos o cacau, a canela e o gengibre. A trilogia é tudo o que precisamos para passar confortavelmente o Inverno, porque:

  • a CANELA é um excelente digestivo e expectorante, e uma especiaria quente que estimula a circulação e por isso ajuda a aquecer as extremidades
  • o GENGIBRE promove a digestão e a circulação e os benefícios para a saúde são tantos que é considerado um tridosha;
  • CACAU está cheio de cálcio e antioxidantes que suportam a saúde das células. É uma das maiores fontes vegetais de ferro e rico em magnésio fundamental para a saúde cardíaca e cerebral. Funciona para elevar o humor e é um excelente antídoto para a falta de sol durante os meses mais cinzentos.

Agora que já conhecemos a magia da trilogia, resta experimentá-la nas nossas receitas favoritas para animar os dias de Inverno – acreditem que vale a pena!

 

Chocolate quente ayurveda

  • 2 chávenas de leite gordo do dia (alternativa vegetal leite de amêndoa)
  • 4 colheres de chá de açúcar mascavo
  • 1/4 chávena de cacau cru em pó
  • 1 colher de chá de canela
  • 1/4 colher de chá de gengibre em pó
  • 1 pitada de flor de sal
  • 1 pitada de cardamomo em pó
  • 1/4 colher de chá de baunilha (opcional)

– Numa panela aquecer o leite até um ponto antes de ferver, adicionar o açúcar e o cacau e mexer bem enquanto ferve.
– Retirar do lume e acrescentar as especiarias.
– Servir com um pouco de noz moscada ou pimenta de cayene se estiverem a precisar de energia extra.

[ Às vezes quando quero deixar com consistência cremosa adiciono um pouco de farinha maisena (diluída previamente em água fria) e deixo ferver com o chocolate até engrossar ]

 

Caramelos de cacau

  • 1/2 chávena de cajus triturados1/4 chávena de granola
  • 1/4 chávena pepitas de cacau cru
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó
  • 3 colheres de sopa de cacau cru em pó
  • uma pitada de flor de sal
  • 1/2 chávena de açúcar de coco
  • 1/4 chávena de manteiga de cacau, derretida (uma alternativa é ghee)
  • 1/4 chávena de manteiga de coco ou óleo
  • 1 colher de chá de baunilha

– Misturar os primeiros 7 ingredientes secos numa taça. Derreter as manteigas por ordem e batê-las até formarem um creme homogéneo.
– Misturar esta massa húmida com a taça de ingredientes secos até tudo estar bem incorporado.
– Espalhar o resultado final num tabuleiro de vidro e deixar no frio por 20 minutos até ficar firme a ponto de ser cortado em cubos e guardado num frasco seco.

Brownies de cacau e canela

[ Esta receita funciona muito bem com óleos essenciais de menta, laranja, lavanda, rosas ]

  • 1 lata pequena de feijão preto
  • 2 ovos grandes
  • 1/4 chávena cacau cru em pó
  • 2/3 chávena açúcar de coco
  • 1/3 chávena óleo de coco ou ghee
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato
  • uma pitada de flor de sal
  • 2 a 4 gotas de um óleo essencial
  • 1 chávena de pepitas de chocolate preto

– Aquecer o forno.
– Reduzir todos os ingredientes a uma pasta à excepção das pepitas de chocolate que serão envolvidas (3/4) na massa e o restante (1/4) colocadas sobre a massa espalhada no tabuleiro.
– Deixar cozinhar por 30 minutos (eu gosto meio crus por dentro e torrados por cima).

No Ayurveda a vida é vista como uma prova de amor. A abordagem é a flexibilidade e amorosidade perante a Vida, e talvez por isso seja por muitos referida como a Mãe da Medicina. Mãe porque como uma Mãe é exigente, cuidadora, preocupada mas amorosa.

Abraça os nossos argumentos e sorri perante as desculpas, apontando sempre para a força que existe em nós para conseguirmos atingir os nossos propósitos. Como para uma Mãe, também para o Ayurveda tudo depende do que comemos.


Faz em casa e envia-nos os registos! Gostaria muito de ver e partilhar os resultados para abrir o apetite a quem ainda não experimentou!

Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Meditação [ áudio ]

By | YOGUI LIFE

Todos os dias de manhã realizo a minha meditação.

O meu momento de aprendizagem em que me sento humildemente em silêncio (sempre que a mente o permite, pois ela é de facto a mais indisciplinada de todas as crianças).

 

Algumas coisas a ter em conta antes de começares a meditação.

  1. Ter ingerido a última refeição há mais de 2h.
  2. Procurar um espaço tranquilo e aconchegante para realizar a prática de meditação. 
  3. Se fora de casa, procurar um lugar que transmita paz, próximo da natureza ou num lugar de culto.
  4. Se em casa procurar um lugar tranquilo e confortável, elevando a sua energia através de uma vela, intenso ou flor.

 

Ecologia Pessoal – Meditação por Lara Lima

 

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

YOGUI LIFE – Navaratri

By | YOGUI LIFE

Dia 1

Quando me perguntam porque me liguei à cultura hindu respondo com um sorriso

“porque adoro viver a vida em festa”

 

Quando me perguntam mais a sério e me sinto mais à vontade abro o coração e respondo de forma bem totó “porque adoro estudar, porque gosto da segurança de me sentir aluna, de ter um professor e de perceber que isso não tem data de validade nem obriga a um diploma.”

De coração digo-vos que sinto como um privilégio gigante Ser Aluna! Ter alguém em quem posso confiar, que me guia e em quem confio é um privilégio. Festeja-lo uma necessidade.

Se por um lado é de facto uma grande característica da cultura hindu a constância de dias festivos durante o ano. É ainda mais significativo a forma humilde e tradicional com que se encaram estes momentos festivos. Festa que não implica comer mais do que oferecer comida. Festa que não implica presentes mais do que servir o outro. Festa que não se perde na brilhantina mas que coloca o seu significado como porta bandeira.

Se demonstraste interesse, em algum momento, pelo Yoga ou qualquer simbolismo associado é muito provável que o algoritmo te tenha mostrado hoje alguma publicação sobre o Navaratri.

 

FELIZ NAVARATHRI berram as publicações.
JAYA NAVARATRI respondemos em forma de coração e partilha na nossa história.

Mas afinal o que é o Navaratri perguntas mentalmente, porque até sussurrando tens medo de o fazer.

Como outros festivais na Índia, Navaratri tem um significado muito rico. Navaratri simboliza o processo do aspirante espiritual. Aspirante… adoro… dá-me esperança ver-me como aspirante.

Durante a jornada espiritual, um aspirante passa por três estágios personificados por: Durga, Lakshmi e Saraswati. E por isso, Navaratri, que literalmente significa “nove noites”, dedica três dias de adoração para o Divino nas formas de Durga, Lakshmi e Saraswati.

Apesar da sociedade de consumo rápido resumir o Navaratri ao último dia conhecido como o “Dia da Vitória”, o Navaratri são 9 noites de celebração das 3 fases do processo espiritual.

Durante os três primeiros dias, Durga é adorada.
Durga personifica o aspecto de Shakti que destrói as tendências negativas que justificam a ignorância e a ação incorrecta. Que outro motivo nos levaria a fazer algo errado senão a ignorância de não conhecer a ação certa?
Assim, nas estórias dos Puranas (escrituras) Devi é descrita na forma de Durga, guerreira que destrói os Asuras (demônios).
Todavia, conseguir alívio temporário das garras das vasanas não garante a Liberação permanente. As sementes das vasanas mantenham-se dormentes internamente. Por isso, devemos banhá-las constantemente com qualidades positivas como práticas de Yoga e Meditacao, comida Satwica e hábitos de vida saudável e boas companhias.

Gratidão ao BmQ por existir e ser o local de Egrégora do que nos foi transmitido pelos nossos professores, diminuindo um pouco a falta e saudade que sentimos de os ter por perto.

 

A adoração a Lakshmi acontece nos três dias seguintes. Lakshmi não somente concede a riqueza e prosperidade mundana, Ela concede de acordo com a necessidade de cada um. Uma forma de dizer que o conhecimento vem, nunca é negado, ao aluno que aplicado apresenta maturidade para o receber.

Gratidão ao BmQ por ser o espaço que se expande na medida das nossas necessidades e se recolhe respeitando os nossos limites.
Gratidão aos professores que nos apoiam e sustentam a nossa egrégora dando sempre o conhecimento que precisamos sem exigir de nós mais do que podemos dar mas sempre dando mais do que consideramos necessário.

 

Por fim, os três últimos dias são dedicados a Saraswati, a incorporação do Conhecimento. Ela é descrita usando um sari puro-branco, que simboliza a iluminação da Verdade Suprema.

Gratidão

 

O décimo dia é Vijaya Dashami, ou festival da vitória, que simboliza o momento em que a Verdade nasce no interior. Com isso, a significância de cada estágio de adoração tem claras parábolas correspondentes aos diferentes estágios da Sadhana (práticas espirituais). Primeira: as tendências negativas precisam ser controladas; segundo: as qualidades necessitam ser assimiladas; terceira: depois de ganhar necessária pureza mental, conhecimento espiritual deve ser adquirido. Somente então, o sadhak (aspirante espiritual) irá atingir a iluminação espiritual.

AGORA SIM.

Dia 2

Ontem abri o Navaratri com a sua explicação e referência específica a Durga como a expressão do potencial de mudança que todos temos é que se vê tão bem na forma feminina (o ciclo feminino que nos transforma dia a dia através de um mês) e na forma de alunos (em que todos os dias estamos diferentes com um pouco mais de conhecimento numa espiral crescente de maturidade).

Hoje é o segundo dia dedicado a Durga e a intenção que colocamos é de perceber neste potencial de mudança a nossa força, coragem e determinação para agir perante desafios e padrões que nos constrangem.

Todos os dias temos o potencial de mudança a latejar e oportunidades para nós atirarmos a esse propósito. Que possamos manter esta força que não se perde com a idade e esta disponibilidade para aprender que que não se perde com o tempo.

Que possamos nos manter longe da ignorância, inércia e demência.

Dia 3

Chegamos ao último dia dedicado a Durga e vale a reflexão do significado da sua origem.

Não, não é por acaso que as mulheres vencem tantos desafios. Não é por acaso que nos foi dado a nós o poder da multiplicação.

Apesar das diferentes culturas indianas divergirem em alguns pontos, a essência do conhecimento é o mesmo, assim como a origem da deusa é a mesma.

Durga foi criada por todos os Deuses como a última e única possibilidade de vencer o invencível demónio Mahisha na sua luta por um lugar no céu.

Mas como um Asura, um demónio poderia ter um lugar no céu? Como podemos deixar que os nossos desejos e perversões se imponham ao lugar sagrado que estamos a construir? Este é o simbolismo da indignação dos deuses. É importante perante as nossas fraquezas reunirmos as nossas forças e concentrarmos as mais puras energias na direção da melhor versão de nós. Só assim poderemos gerar a massa de luz intensa que nos direciona como um jato de fogo para a ação correta. Assim aparece na mitologia Durga, cavalgando num leão empregadas das mais fortes armas de cada Deus.

Durga representa a força de Deus na ação.

Só uma mulher, Durga conseguiria facilmente vencer o demónio. Só ela o venceu. Como resultado, percebemos Durga como a Mãe divina que se manifesta de diversas formas com o intuito de proteger as crianças e o mundo.

Durga é considerada a rainha das batalhas, lutando sempre contra demónios masculinos e possuindo apenas ajudantes femininas. Ela vence sempre, mas mais diversas formas. Foi numa dessas lutas que a deusa Kali foi criada.

 

JAYA MATA KALI
JAYA MATA DURGA
KALI DURGUE
NAMO NAMAH

 

Que possamos encontrar em nós a força que não se extingue para fazer o que estás certo.

Dia 4

Após 3 dias de reflexão sobre a importância da ação chega o momento de refletirmos sobre a vontade, o propósito, a responsabilidade da ação.

Simplesmente perfeito não é?

Nos dias de hoje delegamos facilmente as nossas ações. Como ontem estudava com o meu professor, através do medo se foram impondo vontades e tirando o poder pessoal de decidir. Quem tem medo não decide em consciência mas sim no medo. E assim estamos.

Não há nada de “errado” em não assumir a responsabilidade da ação. Porém, há consequências.

Para não assumir a responsabilidade, temos que negar a responsabilidade, ou seja, transportá-la para outro ou alguém. Ao não nos responsabilizarmos pela nossa vida iremos responsabilizar outro, mas como responsabilizar é dar poder então preferimos culpar porque culpar é atribuição da responsabilidade daquilo que não gostamos, daquilo que não aceitamos, do que não queremos ver ou assumir. Culpar a outros (ou a vida em si) é uma forma prática a e rápida de camuflar a frustração da experiência, e reforçar a atitude de medo, ressentimento e auto-piedade.

Quando negamos a responsabilidade pela vida, escolhemos permanecer paralisados, o que não impede a queda e faz crescer o desrespeito do nosso comprometimento em transformar a nossa experiência de ser humano.

Dia 5

Neste segundo dia dedicado a Lakshmi celebramos o poder de estar no ciclo positivo de dar e receber.

Ainda hoje alguém dizia “damos com uma mão para receber com a outra”. Gostei tanto de ouvir aquelas palavras. É que muitas vezes percebo quase que um pedido de desculpa ao tentar equilibrar a balança entre dar e receber.

Na maior parte das vezes sentimos uma sensação de culpa e frustração gigante sempre que tiramos tempo para dedicar a um mesmo. Até o verbo está errado “tirar”. Quando sentimos que “tiramos” tempo para nós, não reconhecemos esse tempo como investimento. Por isso mesmo acredito que a sociedade está frustrada, amoral, disfuncional e apática perante a vida.

Não se pode dar o que não se tem e por isso é tão importante refletir sobre a responsabilidade pessoal perante a Vida no sentido de equilibrar o ciclo de dar e receber.

 

Vamos honrar a Vida.
Vamos reconhecer o nosso lugar de merecimento.
Vamos ser humildes para saber receber e agradecer simplesmente porque sim.

 

Vamos procurar comprometermos-nos a aceitar humildemente receber, mais de perto, mais juntos, e assim ensinar os nossos filhos através do nosso exemplo.

Dar é importante e um dever de quem é próspero.
Receber é importante e um dever de quem é humilde.
Equilibrar o ciclo é importante para viver de forma harmónica.

Dia 6

Quando abrimos o BmQ a nossa vontade era ter um espaço que servisse a comunidade de forma justa e adaptado às necessidades e condições de cada um.

Estivemos um ano em que as mensalidades eram mensalidades responsáveis, ou seja, cada um dava na proporção do que sentia. Escusado será dizer que foi um ano de puro investimento pois a sociedade não estava, nem creio que esteja, preparada para acatar uma responsabilidade desta dimensão e acabamos tendo que nos adaptar pois o senhorio e Estado nao concordavam com a mesma forma de pagamento.

Seguiu-se a tentativa de cobrar de acordo com o vencimento mas rapidamente se revelou desadequado.

Hoje, no 6dia, último dia dedicado a Lakshmi tendo reflectido sobre a nossa vontade e o nosso propósito refletimos hoje sobre a nossa prosperidade.

Ser próspero não significa ser rico. Ser próspero significa ter o suficiente para nós e um pouco mais para oferecer ao próximo que o necessite. É por esse motivo que oferecemos de coração bolsas de tratamento, BACK2life e consultas a quem genuinamente precisa mas não pode. Fazemos em consciência e de coração aberto certos de que cumprimos a nossa vontade de chegar sempre a quem precisa.

Porque partilhamos a nossa experiência? Porque acreditamos que talvez te tenha acontecido o mesmo. Talvez tenhas oferecido, na tentativa de ajudar, quem nao precisa ou não pediu.

Em nome da humanidade a que pertencemos queremos te agradecer de coração por todo o bem que proporcionas aos demais.

Om lokah samastha sukhino bhavantu.
Om shanti, shanti, shantih

– Que todos os seres, em todos os lugares, possam viver prósperos, livres e felizes. Que haja paz no mundo denso, subtil e espiritual.

Dia 7

Saraswati representa a beleza, sabedoria, discernimento e comunicação.

Dia 8

As palavras são talvez a arma mais poderosa e sofisticada criada pela humanidade.

Na sua essência, a palavra serve para troca de informação que inclui ideias, conceitos concretos e abstratos como as emoções, comportamentos e conteúdos escritos. Porém as palavras quando mal utilizadas, consciente ou inconscientemente, podem magoar, ferir e até matar ideias, emoções, relacionamentos, pessoas.

Saber usar as palavras é um sinal de inteligência que devemos cultivar e aferir talvez através do silêncio.

 

ALIMENTAÇÃO- Alimentação Ayurveda

By | ALIMENTAÇÃO

ALIMENTARMO-NOS CORRECTAMENTE TEM UM IMPACTO MAIS SIGNIFICATIVO PARA SUSTENTAR O SISTEMA IMUNITÁRIO DO QUE A TOMA DE SUPLEMENTOS.

“Enquanto Seres Vivos somos recriados a todo momento, em cada refeição. Tomar responsabilidade pelo que ingerimos revela uma oportunidade de melhorar a nossa saúde.”

 

No Ayurveda, cada pessoa apresenta um funcionamento metabólico diferente, digere e assimila os alimentos de maneira diferente. Assim, a alimentação para ser equilibrada, deve estar em harmonia e respeitar o metabolismo individual. Quando isso acontece a alimentação assume um caráter preventivo e terapêutico que mantém o corpo em homeostasia sem necessidade de ingestão de qualquer tipo de suplemento.

Como foi já referido, a alimentação Ayurvédica não é um protocolo, uma moda, ou uma dieta especifica mas uma consciência alimentar que questiona o que se consome, quando se consome e como se consome consciente da resposta do corpo a diferentes alimentos e preparações. Para assegurar o equilíbrio nutricional na alimentação Ayurveda, uma refeição Ayurveda deve conter os 6 sabores (doce, salgado, ácido, amargo, picante e adstringente) e deve ser consumida em atmosfera calma para melhor digestão e absorção dos nutrientes ingeridos

A alimentação Ayurveda preconiza acima de tudo uma alimentação satwica que preconiza o recurso a alimentos de origem natural, com produtos regionais preferencialmente orgânicos e próximos da sua forma original excluindo alimentos industrializados, enlatados, pasteurizados, aditivos alimentares, açúcar refinado e produtos químicos. Só por isto, já se percebe a questão dos suplementos dentro do Ayurveda.

Com relação às restrições alimentares, a alimentação Ayurveda não faz referência a alimentos específicos, tendo em conta que todos os alimentos são de origem natural, seja ela vegetal ou animal, mas sim à qualidade, “gunas”, dos alimentos.

Alimentos Tamásicos (exemplo: a carne, os ovos, a cebola, o alho, os cogumelos e fungos e as comidas fermentadas) são alimentos que tendem a gerar apatia, inércia, confusão, ignorância e erro após ingestão e digestão. Logo devem ser evitados por quem já tem tendência mental e física, ou está a passar por um momento melancólico ou depressivo na sua Vida.

Alimentos Rajásicos (exemplo: café, chocolate, chá, chili, comidas demasiado temperadas) podem acentuar após ingestão dores, irritabilidade e inquietudes e por isso não são recomendados a quem esteja a sofrer de inflamações, excesso de acidez ou stress.

Apesar da alimentação Ayurveda defender uma dieta Satwica, todos os alimentos são importantes sendo a quantidade e forma de cozinhar diferenciada tendo em conta as idiossincrasias do indivíduo e do momento. Ou seja, a alimentação Ayurveda defende acima de tudo uma consciência pessoal que se reflete no cuidado e dedicação com a alimentação.

Com relação ao contexto clínico do Ayurveda, o recurso a suplementos acontece nas situações em que o organismo se mostra em desequilíbrio e necessita de um auxilio extra à dieta por um tempo especifico mas sempre acompanhado de uma REEDUCAÇÃO ALIMENTAR para harmonizar os humores biológicos (Doshas), e estabelecimento de uma rotina diária – DINACHARYA – que inclui meditação, exercícios e horários específicos, para além de outras questões especificas à situação de cada um.

Formação Terapeuta de Medicina Ayurveda
Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga
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