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DAILY AYURVEDA

AMA – A Raiz da doença

By | ALIMENTAÇÃO, DAILY AYURVEDA

O exagero da importância que damos à comida e o desinteresse que prestamos ao alimento é a principal razão por nos sentirmos tão vazios de Essência. 

É importante seguirmos por uma reeducação alimentar global e serena o que não se deve impor ou substituir à responsabilidade de ser seguido individualmente por um profissional qualificado. 

Quando falamos em ALIMENTAÇÃO AYURVEDA falamos de uma forma consciente de entender a relação que temos com o Mundo e com a própria existência. 

  • Quem somos?
  • Que partes de nós queremos alimentar?
  • Que partes do Mundo queremos saborear?
  • Que partes do Mundo nos abstemos de manter por perto ou dentro de nós?
  • Quais são as minhas reais necessidades? 

Respeito o Mundo e a mim mesma respondendo às minhas necessidades ou sou vítima dos meus desejos e aversões? 

Comer deve ser visto, antes de mais, como um acto sagrado de alimentar a expressão de vida que sou através da entrega de outras formas de vida, num ciclo externo de transformação da forma.

O QUE COMEMOS É…
… o potencial bruto do que somos.

A FORMA COMO COMEMOS É…
…a energia que enaltece.

A DIGESTÃO…
…sublima o alimento naquilo que somos. 

Percebes agora a importância de sacralizar o alimento?

Sacralizar o alimento vai muito além de entoar um mantra ou dar as graças. 

Sacralizar um alimento acontece a partir da tomada de consciência sobre a escolha e confecção do alimento e a promoção de SATWA para alimentar a força de acção e coragem necessária à mudança que trará a firmeza, paz e serenidade que o corpo e a mente equânime necessitam. 

Essa verdadeira forma de Ser e Estar em plena ECOLOGIA PESSOAL define a verdadeira Saúde.

Agora que já percebeste o princípio do alimento é importante perceberes o dilema entre o alimento que nutro e o alimento que envenena.

 

O resultado do alimento que envenena tem o nome de AMA, a Raiz da Doença.

Ama é, para a Ayurveda, considerado a raiz da doença e é o resultado de não digestão e/ou má digestão de tudo o que chega ao nosso corpo através dos 5 sentidos. Seja alimento denso ou mais subtil. 

Ama inclui também a digestão de emoções (Ama mental). 

Quando o alimento, seja de que fonte for, chega ao organismo e não é corretamente digerido ele fica estagnado no nosso corpo fermentando e produzindo biotoxinas – Ama, que influenciam a nutrição e decorrente funcionamento das nossas células, tecidos, orgãos podendo levar ao aparecimento de doenças. Daí ser tão importante reduzir o Ama.

Quando Ama é digerido, o Agni – fogo digestivo melhora, e todo o corpo funciona em plenitude podendo sublimar as causas de sofrimento denso e permitindo aceder a outros níveis de consciência.

Como isto acontece?

Quando o Agni funciona correctamente, as toxinas não permanecem no corpo; a mente e os sentidos são mais aguçados, pensamentos mais claros e decorrente dessa harmonia sentes uma boa energia vital. 

Sabes que estás em desequilíbrio se existe rigidez mental, letargia ou sonolência, alterações do sistema gastro-intestinal como distensão abdominal, diarreia ou obstipação.

Em caso de desequilíbrio, o sistema digestivo vai sentir as suas consequências, visto que leva a um Agni comprometido. A digestão fica afectada, o que tem como consequência a acumulação de componentes mal digeridos no intestino, que poderá afectar outros orgãos, dando origem a doenças graves. 

O Agni alterado pode ser muito quente, levando inclusive a infecções, muito fraco, não conseguindo cumprir as suas funções conforme necessário, ou flutuante (muito quente num momento, muito frio mais no outro), mas seja qual for a alteração em Agni, esta leva ao aparecimento de Ama.

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

Different Dimensions

By | DAILY AYURVEDA

Different Dimensions

Someone asked me if I thought about the possibility of another version of myself in a different galaxy. I don’t personally believe there is another you in a multitude of dimensions. But instead, an infinite amount of beautiful possibilities that you couldn’t even have thought to exist. Meaning that these possibilities are in reality (or in this case in some other reality) available at all times and they are as perfect as water rippling on a quiet lake, waiting to be enchanted by both your subtle touch or perhaps by a heavy and sudden drop of a rock or ponderous old self. Yes you know which one I am talking about, the one you have been carrying all your life, all those ancestral dactylograms.

In this dimension, the only one I know, we can either align with our purpose or choose to take a different turn, the unconscious one. If you do take action to be this unconscious living being, you will definitely learn from it, one way or another – in this lifetime as a human or perhaps as a completely different being in a yet to discover lifetime – but you will certainly earn.

If we are stuck in a perpetual loop of wrong decision making, we are most likely in the midst of one of our first journeys here on earth and consequently in our own evolution. But do believe the universe is like sage – wise and astute – and it will present you with the gift of manifesting and mirroring your same old patterns, until you become familiar with it and start changing the way you reward yourself, either through love, kindness and understanding or – on a more negative frequency – through feelings of guilt, shame, anger and hate, either towards others (human beings, animals or the planet) or yourself. Even if you think you have succeeded in transcending or that you are enlightened , chances are that you will return to this physical dimension in order to acquire some other learnings, different ones, through different experiences.

My belief is that, we are not so important in the whole extensive existence of the universe’s evolution that infinite parallel universes are replicating each and one of us in a slightly different manner, at least not exactly in this body shape, form and condition. Although, I do believe we are souls in a physical body, presented with infinite choices which will lead us on a different path of growth. The body is just like a suit that the soul dresses and undresses according to its needs. Sometimes we use the body as a mask – trapped in our beliefs and conditioning. We are children, daughters, brothers, teachers, rich or poor. A person who chooses to cling to old ways of being, or who is resonating at different emotional frequencies, will move swiftly further along their path and purpose (dharma) in this lifetime or will be left behind, unaware of all that is possible.

I do believe there are many different dimensions, some theorists even claim that there are 11 of them. The physical form for which we are presented in this lifetime, is one of the first ones, most specifically, the third. The third dimension is composed of three planes – three perspectives in relation to the world we live in: height, length and depth. As human beings, we also perceive the fourth one – time. It is possible to travel to the other dimensions, even perceiving all at once, if you are lucky to be god. Any added dimension, is just a new perspective, a new understanding of cause and effect, of the duality that surrounds us. Everything in this universe is a cycle. We first begin to exist and then we grow, expand, shrink and return to the source – so does the universe that contains nature, so does the soul that contains you, here and now. Everything that you thought possible and impossible, is happening now, and similarly already happened – because everything is unlocked guaranteed potential. Everything that could possibly happen, already happened and it also didn’t happen at all. So you can travel to other dimensions – or let’s call it “potential” – that’s a given, but you will only understand what this concept really means if you learn how to be lighter in spirit.

I think string theory is a way of explaining this infinite amount of possibilities that happen all at once, because the truth is, there is no time. Time is a construct of the fourth dimension – one added perspective added to understand the third dimensional world. As any perspective, it exists to facilitate understanding and so it helps us with our own expansion. One could say that the past exists for us to understand the present, the present to contemplate the future, and the future to learn how to let go of control of the ego – which leads us back to the present and grateful for the past. So it is a cycle. One couldn’t exist without the other, not in this dimension at least.

This is, to me, consciousness. We might still have our limitations in this three dimensional world, but when we progress we can further develop our growth and jump through space and time. That is why

when people meet other people and they see their potential, their vibration through the lens of their own lives and growth – they see the amazing possibilities ahead. But we should avoid imposing our own perspectives on others. We can’t force them to see through our eyes, our vision, our experience, learnings, pain and failures. It has to come from within.

I believe it is possible to manifest what you want – your most precious desires. When we are grateful for the things we want as if they are already here, we tune to that frequency – almost like adjusting to a radio frequency or station – and so, you might hear some noise, some disturbance, but when you are attuned, it sounds right – is not possible to be in the wrong place at the wrong time, if it sounds right. Only you will know what is right for you if you find the time to pause and listen, so you are aware of the subtlety in this very complex, yet simple composition, the frequencies, and the magic that is hidden within. If you stay tuned in – if you believe you already have everything that you need from deep inside your heart – inevitably you will attract an abundance of otherworldly sounds and your reality will start to feel a lot like a dream. Because when you are asleep, you are just a spectator in a higher dimension, your ego is not in control. To be awake feels a lot more like what humans perceive to be asleep (to be unconscious) and to dream – where you are in touch with your subconscious experience on earth – is to be awakened to other perspectives within the soul spectrum or dimensions. If we are aware of this, we can travel anywhere: past, present and future.

Raquel Vieira 
Aluna da Formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda 2021
Método BmQ

Getting to know yourself – the new alternative drug for ADHD

By | DAILY AYURVEDA

Getting to know yourself – the new alternative drug for ADHD
Por Raquel Vieira

Attention deficit hyperactivity disorder, or ADHD, is a neurodevelopmental disorder that is commonly diagnosed during childhood, with a combination of persistent symptoms such as hyperactivity, difficulty paying attention and keeping focus, accompanied by tendencies to engage in impulsive behaviour. A person may not be diagnosed with ADHD until adulthood because their family or teachers haven’t been able to recognize their condition or perhaps they had a mild form of ADHD where their symptoms were slightly less evident. An adult with ADHD might not be so hyperactive, but other symptoms like inattention, a struggle to keep organised and maintain a coherent conversion, restlessness, and engagement in reckless behaviour, as well as impulsivity, start to really affect the intrapersonal (which is the relationship you have with yourself) and interpersonal (between you and others) relationships in your life both at home or at work, which can lead to instability, frustration and separation.

Although it is common to think people with ADHD can’t control their thoughts, what is really happening is that people can’t control the restlessness in their body which affects their brain. The trigger being a deficiency of the hormone dopamine, which is the hormone responsible for feeling happiness and pleasure – vital to the brain functions that regulate our mood, sleep, memory, and concentration – thus, because of this condition, the body will communicate this information to the brain and so the brain will constantly be seeking activities that bring pleasure and satisfaction to increase the production of dopamine in order to restore this chemical unbalance. This insatiable urge to pleasure can lead to anxiety, feelings of loneliness and loss of control, which in worse cases can culminate in depression.

An estimated 8.4% of children and 2.5% of adults have ADHD. The treatment for ADHD in the western world, tends to be a combination of behavioural psychotherapy, medication or both. The medicines administered are stimulants which increase the patient’s level of stimulation, through the release of the hormone dopamine and formation of new neurotransmitters that will facilitate communication between neurons, leading to a relief of the patient’ symptoms.

This means that children and adults are being heavily prescribed stimulant drugs to keep their bodies in balance throughout the day, as well as sedatives and antidepressants to help them sleep at night. This chemical cocktail might be a short-term solution but it can bring complications and a feeling of not being in control for one’s body.

The odd fact about common ADHD prescribed medicines is that they are made of molecules which are chemically similar to Methamphetamine. The difference between the two, is that ADHD medicines help to release the dopamine in the brain in a slow manner, in opposition to illicit drugs, which release dopamine at a fast speed, causing impairment of speech and brain function. The commonality here is that ADHD medication and illicit drugs create a sense of extreme euphoria, and the reason why both substances are incredibly addictive and cause dependence.

Therefore, medication alone as a possible route treatment for ADHD, will keep patients in an eternal loop of chemical stabilisers that will take away their responsibility for their own health, and consequently will hinder their innate power to self-regulate and heal their bodies, mind and spirit. When patients are taught how to have routines, we are empowering them to have better time management and organisational skills to gain control over their lives. The reward that comes from engaging in these activities plays an important role in the production of dopamine. An example of this could be a simple task of making a list of things that need to be done during the day and tick them off as they get completed. It might seem like a small task, but this act of self-love will give a sense of structure, clarity and meaning to the life of an ADHD patient.

When it comes to ADHD, it is of extreme importance that patients investigate their own behaviours and get to know their internal system, most specifically their bodies and how they feel, as well as

their minds and how these two systems are working together in shaping their behavioural patterns: how they react, perceive and interact with the world and others.

In the eastern world, most specifically within the ayurvedic medicinal system – which originated in India more than 3000 years ago – the body and mind are interconnected, and a holistic approach is taken when it comes to health matters. In ayurveda medicine, the journey is as important as the destination, and ADHD is not seen as something we have to treat, hide or even chemically change, but rather to embrace as part of our special nature. The holistic view on this shows us that, when we know ourselves, we know how our nature shapes us to act and react in a certain manner, so with knowledge, love and understanding we can restore balance through a conscious act of self-love. Think with the brain, feel with the heart. Our actions should aim to be sattvic (harmonious, balanced and steady) and so this conscious knowledge becomes the most incredible drug that we will ever have access to. By knowing ourselves, we can also heal. Most of all, we adopt a different kind of perspective that will empower us to see things differently, which will send us on a journey of self discovery to become the best possible version of ourselves.

For a person with ADHD who starts this journey of self development, the dopamine reward strategy could be the experience of a heightened sense of self esteem through engagement in movement practises such as yoga, dance or running. Both meditation and pranayamas – which are breathing techniques taught in yoga philosophy – are also a great approach to reprogram the autonomic nervous system, more specifically the parasympathetic system – which is responsible for the fight or flight response. If successful, this method will help the body return to its balanced state of homeostasis.

Studies have proven that meditation can really benefit children as well as adults with ADHD. By doing this, they are learning how to observe their thoughts and reduce their inner judgement and by consequence, they are decreasing the urge to engage in impulsive behaviour, and thus learning how to take a moment of thought before acting, or even, in the case of ADHD, reacting. Interestingly, most adults with ADHD are aware of their damaging behaviour but can’t grasp how to fully control it, therefore feelings of guilt and shame tend to play a big role in their lives.

Why are some people more affected and sensitive to stress, anxiety and the environment, where others seem to be in a smooth balanced performance of constant flow, some might ask?

Here I defend the need to take responsibility for how we humans behave in this world and how much we know about ourselves and our brain, behaviours, impulses, triggers and physical and emotional traumas. The brain is a very powerful and fascinating muscle that we often (metaphorically speaking) seem not to know how to exercise. Whenever one decides to start an exercise routine, it all might feel really hard. We might even experience laziness and weakness before we even start, or extreme fatigue and outrageous pains right after engaging in the exercise itself. But we are patient, we recover, we do it over and over – and so we come back stronger – knowing that perseverance will lead to the outcome we wish for. We also know that by making a conscious or unconscious decision to stop, our muscles will get weaker, our mobility and control over our body gets empared as it deteriorates, and so we experience a regression in our progress and growth. The same happens with the brain.

As adults, we tend to get on with our daily lives with a lack of conscience in regards to our thoughts and actions. Life gets in the way, they say. We have jobs, bills to pay, children to feed and educate, friends to entertain, and things to consume and take care of. We don’t create time for ourselves and so self-care (psychological or physical) gets thrown at the back of our to-do list. The pain we neglect, the emotions we disregard, and impatiently we shout, and in an unconscious act, we hold each other as we would hold mirrors to see ourselves. We deny each other love, as we deny love for ourservels, and in others we see the things we despise about our own selves – neglecting our shadow side, which is the unknown side or aspect of our personality that the ego does not identify in itself .

This narrative inside our heads that says “I haven’t been allowed to express myself in this way all my life, so can’t you”, is ultimately damaging. The normative behaviours and narratives we tell ourselves become strict rules to follow and everything that is of importance in life – which is to feel, to be honest, to follow our gut and trust our instincts. We dismiss and forget the importance of vibrating at the highest frequency on earth which comes from love and empathy. This is the frequency of mother earth – our planet and home – who so much gives us every day, without ceasing. Nature has this quality, it grows and expands no matter how much humans try to change or even harm. With all its qualities and ways of being – ADHD or not – nature will always keep adapting and thriving at its own pace, with or without us. We don’t dare to call it imperfect, we don’t judge it like we judge ourselves or people around us, instead, we feel its grounding quality by staying present with it. Nature is breathing, it is moving, and so are we. As my dearest and incredible mentor would say ‘all trees without wind wouldn’t grow. They need the stress of the wind to keep them firm to the ground, and it is with this quality of dancing back and forth that they grow stronger’.

So what is our purpose if not to act as a tree? To communicate through its roots – building communities – to feed from the environment and grow with every beam of sunlight and kiss of the rain – sometimes soft and romantic, sometimes powerful as a storm. Life is like the environment that feeds us, it’s always taking us both ways, high and low, light and heavy, bright and dark, day and night. There’s time to rest, and time to create balance.

In ayurveda philosophy, we would say that patients with ADHD are like air in space, like a baby tree in Autumn, or start of Spring. They seem fragile as they lose their leaves, but their branches swing wildly. People with ADHD are just beings made of different percentages of a different element in their nature, like air floating in space, for example. Like so, they might think faster than what they can verbally express – changing topics in an exciting manner – but they are also the most expressive and creative beings, the ones you will want in any brainstorm room session, thinking and talking euphorically about the world. With a scattered natural personality, it takes them ages to concentrate, but when they do, they will blow your mind with their hyper-focused skills. They are a maverick connecting dots, concepts and thoughts. Because they see things from a myriad of perspectives, they might achieve a greater connection to deeper realms of consciousness.

So how can we celebrate our own ADHD self? We can practice meditation to balance the external factors that we don’t have control over. It might feel like we are being thrown around by life, but we don’t have to give our power away. Our leaves might float around, but our roots are holding us firmly to the ground. We must amusingly enjoy the ride of your mind, because we now understand ourselves, constantly holding the belief that we are growing stronger.

Thoughts are meant to be taken as waves in the ocean. We let them come to us as a source of replenishment, and we let them go to the source without judgement, trusting they will be back. And with every deep breath in, we take in everything that we need, which is air – life – the cells regenerate. When we breathe out, the body gets rid of everything that it doesn’t need, we let go. Everything is as it should be, and everything keeps flowing. Let the prana, life force energy, bathe you in this wave of great inner completeness, almost like you are coming out from the sea on a perfect summer day. Everything you need you already have within you, and that is all, that is consciousness. Knowing you aren’t your thoughts, but who you choose to be.

Perfect as you are, you are the air that mother earth breathes. You are loved, you are love.

The Supreme divine personality said: Arjun, The persons who are transcendental to the three gunas neither hate illumination (which is born of sattva), nor activity (which is born of Rajas), nor even delusion (which is born of tamas)”. When these are abundantly present, nor do they long for them when they are absent. They remain neutral to the modes of nature and are not distrubed by them. Knowing it is only the gunas that act, they stay established in the self, without wavering.” Bhagavad Gita 14.22

 

Raquel Vieira 
Aluna da Formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda 2021
Método BmQ

AHARA

By | ALIMENTAÇÃO, DAILY AYURVEDA

AHARA – ANNA YOGA

AHARA, alimento não é apenas o alimento em si mas é de facto o alimento em si. Não basta saber o que comer mas como e quando comer. Todos os Seres Vivos precisam de comida para manter a Vida. Comer é um acto sagrado e deve ser sacralizado. Para isso vamos ter que ELIMINAR RAJAS e TAMAS que insistimos em alimentar e PROMOVER CONSCIENTEMENTE SATWA para gerar a força de acção e coragem necessárias à mudança que desejamos: firmeza, paz e serenidade no corpo e mente. Essa verdadeira forma de Ser e Estar em plena ECOLOGIA PESSOAL e que define a verdadeira Saúde.

Vamos trazer os conceitos teóricos para a condição prática :

Rajas é atividade e movimento. É desperto e mantido pelo movimento/exercício/mudança regular. Manter uma vida activa, com mudanças e a prática regular de exercício físico não é um luxo mas uma necessidade. Ter um Professor/Terapeuta não é um capricho mas uma motivação necessária para TAPAS, disciplina, e SVADHYAYA, auto-estudo.

Tamas é inércia, escuridão e morte. Quando deixamos de nos cuidar e responsabilizar pela manutenção do estado de saúde. Quando cedemos à azáfama do dia a dia, à falta de propósito na vida e nos forçamos a seguir uma rotina que alimenta esse estado não podemos contar com nada de bom.

É urgente mudar, mas para mudar não basta apenas mudar a alimentação para alimentos sattvicos. É certo que os alimentos sáttvicos são equilibrados e harmoniosos e devem constituir a base da alimentação mas o mais importante é a forma como são cozinhados, quando, como e onde são ingeridos.

A acompanhar a mudança alimentar é importante estabelecer uma rotina diária. Definir uma rotina pode parecer mais desafiante do que é realmente. O que acontece é que as rotinas que alimentam uma ecologia pessoal requer perseverança, disciplina e amor.

Talvez um dos segredos para fazer isso sem sacrifício ou esforço seja criar uma rotina que torne esta ecologia pessoal algo tão natural e prático quanto escovar os dentes.

Desconsiderando a armadilha da mente em julgar a rotina como algo aborrecido e castrador que nos impede de inovar, inventar, diversificar. Mas será que há de facto mais liberdade na cacofonia da diversidade ou na lógica da rotina? Não é difícil perceber a resposta certa, nem tão pouco garantir a sua veracidade. Basta olhar a Natureza. O dia segue a noite, é simples. A semente germina, a planta cresce, nasce uma flor da qual sai um fruto e nele existe uma semente que dará origem a uma nova planta. Independentemente dos anseios e dramas pessoais, a Vida flui em ciclos que se repetem eternamente, num ritmo sobre o qual não temos nenhum controle, mas que nos influencia. Quando entendemos como esses ciclos agem dentro de nós, podemos entrar nessa dança de uma forma mais harmoniosa. E com o tempo, vamos experienciando e observando por nós mesmos os benefícios de fluir nesse ritmo mais natural, do qual uma prática diária faz facilmente parte.

Entretanto, isso não acontece de um dia para o outro. Até porque normalmente, temos muitos hábitos que repetimos automaticamente, por anos e anos, mesmo que saibamos que não nos fazem bem. Afinal, é verdade inegável, é da nossa natureza também seguir o caminho que já trilhamos até porque esse trilho mais do que nos guia, nos identifica e isso torna-nos apegados por medo de deixar para trás uma parte de nós. E de fato, é isso que acontece, importa lembrar que o que se deixa para trás fragmentos daquilo que já não serve (como uma roupa apertada ou tão gasta que já não serve o propósito).

O truque é não focar no corte dos hábitos antigos, mas criar novos, que gerem mais espaço, luz e discernimento para depois abandonar o que não nos serve mais.

No Ayurveda esta rotina tem o nome de Dinacharya. Esta segue uma lógica, e é dividida por fases segundo o Dosha que predomina em cada uma.

O Ayurveda diz que devemos acordar com o nascer do sol, equilibrando a tendência Kapha dessa hora. A primeira coisa a fazer quando despertamos é agradecer. Parece simples, mas quantos dias começamos pensando no que temos que fazer, nos problemas do dia anterior ou resistindo a acordar? Estamos vivos e não há nada melhor que isso. Um dia novo começa e com ele se acercam milhões de possibilidades de encontros, experiências, vivências e aprendizados que não podemos imaginar, por muito previsível que nos pareça o quotidiano.

Quando nos levantamos, devemos começar nas tarefas de eliminação resultante do metabolismo da noite. Para isso a primeira coisa que deves fazer é tomar um desjejum liquido (no teu caso sumo de aipo ou chá de gengibre) para hidratar o corpo, eliminar toxinas e acordar o Agni, o fogo digestivo. depois um pouco de exercício (para ti 10-15m) e logo sentirás vontade de iniciar as eliminações matinais, essencial para começarmos o dia renovados.

SUGESTÃO DE DESJEJUM
– chá de hortelã ou apenas água morna

Das 6h ás 10h da manhã é a hora Kapha, que traz consigo as qualidades deste Dosha, que é pesado, lento, frio, suave e pegajoso. Quando aumentamos esses atributos, dormindo, comendo alimentos frios e doces, como iogurte e pão, o que acontece é que os reforçamos, levando ao seu agravo e gerando desequilíbrios como sensação de peso, produção de muco ou náuseas. A ideia de seguir o Dinacharya é exatamente equilibrar a tendência natural de cada fase do dia, para que nenhum Dosha se agrave.

SUGESTÃO DA PRIMEIRA REFEIÇÃO DA MANHÃ E POSSIVELMENTE PARA UM LANCHE A MEIO DA TARDE
– Fruta madura ou fruta cozidas com cardamomo, anis e funcho e Passas de Uva

SUGESTÃO DE ALMOÇO
– Antes das 13:00, assim que surja a fome e que seja completo para trazer sensação de satisfação.

Sopa OU prato.
Acompanhar com infusão de gengibre ou hortelã.
Terminar com café

LANCHE
– Chá, cevada ou sumo de fruta espremido na hora

À noite, um jantar leve facilita o sono e o descanso, não devendo ser feito depois das 20h da noite. Também os sentidos devem ser nutridos com impressões leves.

JANTAR
– Creme de legumes ou arroz de vegetais ou legumes salteados.

A partir das 22h é de novo o horário Pitta. É tempo de oficialmente deixar para trás tudo o que pertence ao dia e tomar um banho para purificar o corpo e mente.

Estas não são regras fixas, mas sugestões que podes seguir, pôr à prova e experienciar. Isso é Ayurveda, isso é ciência da Vida: estar presente, atento àquilo que acontece com o corpo e a mente. Aos poucos, a sintonia com o ritmo natural acontece assim como a libertação das reações automáticas resultantes dos desejos e aversões. Rompem-se padrões de comportamento instalados por anos. E através da observação, e experiência percebemos que entrar nessa dança é mais fácil do que aprender salsa. Talvez menos divertido mas altamente compensador e um desafio constante, uma dança que não tem perfeição ou fim, um exercício de aceitação da inquestionável impermanência da Vida.

Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

AMA PACHANA

By | ALIMENTAÇÃO, DAILY AYURVEDA

AMA PACHANA? EM QUE CONSISTE? COMO SE FAZ PARA QUE SERVE?

 

Existe um momento na nossa vida em que ambicionamos ter mais consciência do corpo, dos seus limites e dos seus desejos na esperança que essa consciência traga maior alinhamento com quem sabemos ser.

Os caminhos para chegar a esta consciência são muitos mas aquele que encontrei e me fez sentido, e por isso partilho foi o Ayurveda.

Segundo o Ayurveda, o primeiro passo para um caminho consciente é a desintoxicação do corpo e da mente das crenças e paradigmas em que vivemos e que já não nos servem. Sabemos que não nos servem porque vivemos essa sensação de desconforto resultante dos hábitos alimentares, rotinas diária e meio ambiente. É o que fazemos todos os dias que gera desconforto e não o que fazemos pontualmente. Por isso devemos seguir o António Variações e “muda de vida se não vives satisfeito, muda de vida estás sempre a tempo de mudar”.

Esse é o tema de hoje, um programa chamado Ama-Pachana, o ponto de partida para um Detox Your Soul (sabe mais sobre este programa nos Programas BmQ) que resulta na limpeza das biotoxinas produzidas por um corpo e mente em desequilíbrio.

AMA, A RAÍZ DA DOENÇA

Ama é considerado pelo Ayurveda como a raiz da doença e é possivelmente o grande diferencial na forma como Ayurveda entende a saúde e a importância da alimentação para uma vida plena e saudável.
Ama são as biotoxinas resultantes não apenas da toxicidade do que nos chega através do exterior como da não digestão e/ou má digestão de tudo o que chega ao nosso corpo através dos 5 sentidos, seja alimento denso ou mais subtil. Ama inclui também, por isso, a digestão de emoções (ama mental).
Aqui surge outro paradigma interessante sobre a alimentação pela perspectiva Ayurveda. Alimentação é mais do que o alimento que chega ao corpo através da boca. Alimentação é TODA a informação, densa ou subtil, que chega do exterior através dos sentidos, é processada/digerida pelo sistema digestivo e/ou pelo sistema nervoso, para se tornar na nossa substância pessoal.
Quando o alimento, seja de que fonte for, chega ao organismo e não é corretamente digerido ele fica estagnado no corpo fermentando e produzindo biotoxinas – Ama, condicionando a absorção do alimento e consequente nutrição dos tecidos o que pode levar ao aparecimento de doenças. As doenças são sempre antecedidas por sinais de alerta de que algo não está a funcionar de forma plena.
No Ayurveda esses sinais são denominados por desequilíbrios e correspondem de forma geral a rigidez mental, letargia ou sonolência, alterações do sistema gastro-intestinal como distensão abdominal, diarreia ou obstipação e de forma específica a:

Ama Vata: prisão de ventre, pele seca, inchaço abdominal, dores articulares generalizadas. Em casos mais graves, pode levar a diverticulite, artrite ou dor ciática.
Ama Pitta: a urina e as fezes podem adquirir um tom esverdeado ou amarelado. Pode provocar náuseas, diarreia, e também problemas de pele como coriza cutânea, úlceras gástricas, problemas de fígado, e ainda inflamações e infecções.
Ama Kapha: gripes, tosse, congestão nasal, congestão linfática, e pode sentir-se a necessidade de arrotar, mas sem conseguir alívio.

AMA, QUANDO ACONTECE

A produção de ama é uma condição da Vida e em nada a condiciona se em quantidades que conseguem ser eliminadas pelo organismo. Porém, quando o ama produzido é superior à capacidade do organismo em eliminar aí surgem os desequilíbrios. Portanto, o nível de Ama que se acumula no organismo ao longo da vida definirá como o corpo combaterá agentes externos ou forças hereditárias, por exemplo.
Alguns hábitos que contribuem para a formação de Ama são:

• Comida pesada ou fritos
• Comer em excesso
• Excesso de comida fria ou crua
• Açúcares processados
• Excesso dos sabores doce, azedo ou salgado
• Um estilo de vida com muito stress, falta ou excesso de exercício físico, dormir muitas horas, horários de refeição irregulares
• Comer pouco antes de ir dormir
• Emoções reprimidas ou não resolvidas
• Retenção voluntária de urina, fezes, suor, que não são eliminados no tempo e forma adequada.

Para realizar uma desintoxicação ayurveda, a dieta é simples e os produtos são encontrados de forma fácil. Após o período da dieta, o tratamento tem continuidade por meio de terapias corporais como massagem e sauna, meditação, Yoga e exercícios respiratórios, e fica completo com um plano nutricional nutritivo.

AMA PACHANA E DINACHARYA

Ama Pachana significa ‘digestão de toxinas’ em Sânscrito e consiste num programa de eliminação de ama presente nos tecidos através de uma dieta de pacificação e desintoxicação leve do sistema digestivo acompanhada por uma mudança de hábitos e rotinas que devem ser desenhadas de forma personalizada para cada pessoa, em cada situação, objetivo e necessidade.

Apesar de se tratar de um procedimento aparentemente simples é na sua simplicidade que reside a sua eficácia e complexidade pelo que não deve ser realizado sem falar antes com um TERAPEUTA AYURVEDA capacitado que irá mapear as características e necessidades relevantes para o procedimento, e trabalhar da melhor forma possível para equilibrar o que estiver em desequilíbrio, reduzir ou eliminar más condições e melhorar a qualidade de vida do paciente. de forma personalizada, onde a duração e intensidade dependerá do nível de toxicidade presente no organismo.

Os alimentos, chás e condimentos que serão consumidos são simples e facilmente encontrados sendo o foco a escolha de alimentos orgânicos, simples e de fácil digestão. Além disso, o uso de chás e temperos irão regularizar o nosso metabolismo, realizando a desintoxicação do sangue, tecidos e órgãos.

DURANTE O TRATAMENTO a ingestão de água deve ser substituída por chá digestivo uma vez que a ingestão de água fria pode comprometer o agni. A quantidade e frequência de ingestão do chá e da dieta é livre.

Para a eliminação de Ama, é indicado também o recurso a terapias como a Abhyanga e o Udwartana (massagem estimulante e exfoliante preparada com uma combinação de pós e ervas fitoterápicas e óleos medicados de acordo com o dosha) e Swedana (sauna).

O procedimento Ama Pachana deve ser realizado em profunda consciência e disponibilidade para refletir e perceber a “fome” constante que a mente pretende saciar e que na maioria das vezes apenas de se apropria indevidamente do nome “fome”. Por essa razão, meditar diariamente durante este período potencializa os bons resultados.

Uma vez que ama pode ter também origem mental a sua eliminação não acontece por exclusiva mudança da dieta mas de rotinas como:

• Yoga, porque acorda prana (a energia vital) no corpo, aquece-o, e acalma a mente.
• Procurar um estado mental de respeito por ti própria e pelos outros, compaixão, generosidade, paz interior e amor incondicional.
• Praticar meditação, não só para reduzir o stress, mas para ajudar na digestão de emoções e pensamentos.

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SUGESTÃO DE DIETA DE AMA PACHANA POR 3 DIAS

Apesar da forte recomendação em não realizarem programas Ama Pachana sem orientação de um terapeuta ayurveda que desenhe um acompanhamento especifico para as necessidades e toxicidade do momento, deixo uma sugestão de um dia de dieta anti-ama, que pode ser repetido por não mais do que dois dias, totalizando 3 dias de dieta.

Esta proposta é apenas um exemplo suave do tanto que a responsabilização pela nossa saúde pode fazer por nós e o impacto que as nossas escolhas, em prol de uma vida mais simples, têm na possibilidade de viver de forma mais consciente.

Para melhores resultados, um programa completo de desintoxicação e o acompanhamento profissional é o mais indicado (sabe mais em programas BmQ – Detox Your Soul, Panchakarma e Back to Life).

 

PREPARAÇÃO PARA AMA PACHANA

 

Noite anterior

1. Realizar a última refeição até as 19h, de preferência um caldo de legumes.

2. Antes de dormir, comer pasta de 3 ameixas secas, previamente hidratadas em água, e uma pitada de gengibre em pó seguidas de uma chávena de chá digestivo.

3. Deitar antes das 22h.

Manhã

1. Levantar às 6h (ou antes se acordar mais cedo).
2. Lavar os dentes, raspar a língua, bochechar com 1 colher de sopa de óleo de sésamo. (Não engolir, nem gargarejar o óleo).
3. Fazer uma breve massagem corporal com óleo de sésamo. Movimentos ascendentes nos braços e pernas e circulares nas articulações e barriga.
4. Tomar banho.
5. Fazer a eliminação dos malas (urina e fezes).
6. Tomar meia chávena de água morna com 10 gotas de limão e uma colher de chá de mel velho.

Início do preparo do desjejum, que acontecerá após ½ hora, após a ingestão da água morna com limão, de preferência às 7h.

a. Comer 1 ou 2 maçãs (ou peras) cozidas em água, ½ col de chá de cúrcuma, funcho, cravo, canela, anis estrelado (a gosto). Servir com canela em pó.
Para acompanhar, chá de gengibre.

b. Após desjejum pequena meditação ou caminhada na natureza ou ouvir música relaxante.

[ ATENÇÃO ]

– Evitar petiscar entre as refeições.
– Procurar beber chás como erva doce, cavalinha, camomila ou gengibre.
Dica: Fazer um litro de chá por dia, manter à temperatura ambiente e beber ao longo do dia para ajudar a drenar as toxinas.

 

Almoço (entre 11h e 13h)

Kichari (prato tradicional ayurveda para estados de convalescência, desintoxicar e emagrecer)

– Arroz (2 partes)
– Lentilha rosa, lentilha ou feijão moyashi (1 parte)
– Água (4 partes)
– Azeite (1 c. de sobremesa)
– Cúrcuma, gengibre, coentro em pó, cominho, sal, pimenta,
– Opcional, até 3 legumes: cenoura, chuchu, courgette, feijão verde, espargos, abóbora, brócolos…
Depois de pronto adicionar limão espremido e coentro fresco picado.

Preparo: Deixar a lentilha de molho na noite anterior ou três horas antes do cozimento, colocar a água para ferver.

Na panela: Abrir as especiarias em azeite ou óleo de mostarda em fogo médio, quando criar uma leve espuma e o aroma se sentir no ar, adicionar o arroz já lavado e a lentilha ou feijão moyashi escorridos. Mexer um pouco e em seguida colocar a água fervente. Cozinhar por 10 min e adicionar os legumes escolhidos. Cozinhar por mais 10 min ou até os ingredientes ficarem macios. Ajustar o sal.

 

Jantar (de preferência até as 19h)

Caldo de legumes

 

 

Esta é a nossa sugestão.
Se gostaste experimenta.
Se gostaste e experimentaste comenta.
Se queres fazer a diferença partilha.

Nos encontramos pelos caminhos do Ayurveda!

Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga

DAILY AYURVEDA – O porquê de seguir um Ayurveda Lifestyle

By | DAILY AYURVEDA

O porquê de seguir um Ayurveda Lifestyle
– Palavras de Raquel Vieira

A Raquel começou com o acompanhamento personalizado, sessões periódicas e gradualmente foi abraçando a Ayurveda e o Yoga. Curiosa e com vontade de saber mais e mais (acontece, acreditem!), abraçou a formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda. Bravo Raquel! E muito obrigada, em nome de toda a equipa, pela tua partilha desta dança de palavras.

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The pain that you see comes from within
No time to be free , we are always rushing
Comparing, subtracting, adding to the equation
Our minds tingling with depression

There’s a pill for every symptom
But what’s the symptom of incompletion,
Of void and depletion
Our minds yarning for more
But all collide into the abysm

No more pills and no more lies
No more stress
In the eyes
The beholder knows the truth
It is open
It is open

I am open
To release
All the peace in a blink
Of the mind and of the heart
I’ll let it flow inside

Embrace the pain
Create some space
to heal and move forward
To breathe clearer and grow stronger

A new perspective it’s forming
A new kind of persona
The cosmos of the unknown
The mysteries of your own
The mysteries of how we feel
The prana is only real

Let the life force energy
Fill you with all it’s dignity
Clean you from its toxicity
And leave you wanting more
And give to everyone

Bless is the course
Expansion is the cause
Protection is the key
To keep all your heart dignity
Protect your own mind
Don’t let anyone inside
That can corrupt the time
You should keep quiet inside

Raquel Vieira 
Aluna da Formação de Terapeuta de Medicina Ayurveda 2021
Método BmQ

𝙰 𝚈 𝚄 𝚁 𝚅 𝙴 𝙳 𝙰 – Dia Internacional

By | DAILY AYURVEDA

6º Dia Internacional do Ayurveda
Comemorações Método BmQ, AMAYUR e Escola Brahma Vidya Laya

Alguns dos eventos que foram decorrendo ao longo deste dia especial!

Terapeuta Sénior Lara Lima – Rotina pessoal antes do dia acordar
Dr. Avinash Lele – Corpo, Mente e Marma

PROGRAMA DINACHARYA - Rotinas Ayurveda

Dr. Ruguê | Dhanvantari (patrono do Ayurveda) – Celebração Dia Internacional do Ayurveda

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Formações Método BmQ – Certificação DGERT e AMAYUR

FTMA - Formação Terapeuta de Medicina Ayurveda
FTA - Formação Técnico Ayurveda
Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

DAILY AYURVEDA – Vídeo | Lara Lima na Feira Alternativa AMAYUR

By | DAILY AYURVEDA

Lara Lima | Feira Alternativa_AMAYUR 2017 (completo)

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Formações Método BmQ (Certificadas pela AMAYUR)

FTMA - Formação Terapeuta de Medicina Ayurveda
FTA - Formação Técnico Ayurveda
Lara Lima
Fundadora do método BmQ
Sócia e Formadora da AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda (amayur.org)
Formadora reconhecida pela YOGA ALLIANCE
Terapeuta Ayurveda Sénior
Doula Ayurveda
Professora Sénior de Yoga

DAILY AYURVEDA – Ser Terapeuta

By | DAILY AYURVEDA

Ser Terapeuta

Estamos sempre a reclamar da falta de oportunidade de nos cuidarmos sem nos apercebermos de que o problema não está na falta de oportunidades mas na fraca motivação para as agarrarmos.

Seremos nós fracos? Não creio. Acho que somos apenas desonestos e não assumimos que na verdade perdemos oportunidades de nos cuidar por preguiça de mudar. É que mudar obriga a movimento. Movimento obriga a energia e energia já não a temos. Gastamos a energia como ratos de laboratório a correrem numa roda em direção a nada.

É duro mudar, mas é mais duro encerrar ciclos principalmente um que nos fizeram acreditar que era o certo desde muito pequenos.

 

Encerrar ciclos, colocar um fim, permitir a morte. Este é um grande desafio para a maioria de nós tão identificados com nosso passado, com nossa história, com o que fomos, realizamos e construímos um dia.

Não há nada de “errado” em não assumir a responsabilidade. Porém, há consequências. Para não assumir a responsabilidade, temos que negar a responsabilidade, ou seja, transporta-la para outro ou alguém nos gerando uma crença bastante limitadora de sermos vítimas na nossa própria vítima, da nossa vida ou de outros que estão ou não na nossa vida. Ou seja, quando nos desresponsabilizamos acabamos por aniquilar a oportunidade de viver, agir, na nossa vida e passamos apenas parasita-la. Isto não torna mais fácil a vida. Apenas muda a ilusão que alimenta a resistência em Viver.

Ao não nos responsabilizarmos pela nossa vida iremos responsabilizar outro, mas como responsabilizar é dar poder então preferimos culpar porque culpar é atribuição da responsabilidade daquilo que não gostamos, daquilo que não aceitamos, do lado sombra que não queremos ver ou assumir. Culpar a outros (ou a vida em si) é uma forma prática a e rápida de camuflar a frustração da experiência, e reforçar a atitude de medo, ressentimento e auto-piedade. Além disso, quando fazemos dos outros (ou da vida em si) a causa da experiência, assumimos a posição de vítima, que valida o sofrimento e a frustração e nos volta a desresponsabilizar perante o outro.

Quando negamos a responsabilidade pela vida, escolhemos permanecer paralisados numa lama que impede a vivacidade espontânea de agir, com medo de nos enterrarmos ou sujarmos. Assumir a responsabilidade pela nossa vida não impede a queda ou a sujeira mas faz crescer uma consciência a respeito de como as coisas são e a respeito do nosso comprometimento em transformar a nossa experiência de ser humano.

No entanto, deixar o velho para trás, é uma condição fundamental para que o novo possa nascer em nós. Um novo olhar, um novo modo de pensar e sentir, uma nova forma de estar no mundo, de viver a Vida, mais condizente com aquilo que agora somos e ainda ansiamos nos tornar.

Quem quer a mudança precisa querer mudar.

 

Começar a caminhar no sentido da mudança é uma responsabilidade pessoal.

Mas se é verdade que a responsabilidade é tua, também é verdade que não o precisas fazer sozinho. Enfrentar um caminho desafiante, às escuras e sozinho assusta a maior parte das pessoas. A mim assustou, assusta mas começo a perceber que assusta cada vez menos. Talvez esteja mais crescida, afinal mais de duas décadas com os meus Professores têm os seus resultados. É um investimento temporal, pessoal e financeiro que não choro. É um investimento que aplaudo, que mantenho e que vejo efectivamente como um investimento real. Sinto-me mais segura neste investimento do que em seguros de saúde e contas poupança e pelos vistos tem corrido bem.

Quando me perguntam o que é ser terapeuta ou o que se pode fazer com o curso de terapeuta é isto que respondo:

Ser Terapeuta é aprender a não fazer nada, é aprender a escutar o ser em todas as suas expressões.

 

E isto não é um trabalho para qualquer um mas para todos que verdadeiramente estejam interessados perceber o Mundo. Ser terapeuta é como ser uma criança perante um enigma. Ter vontade de o compreender e resolver sem estar preocupado com o tempo que isso demora e sem se deixar vender por algo que não interessa nada. Ser terapeuta é tentar viver uma vida incorruptível. Simples assim.
O mal é que as pessoas confundem o simples com o fácil. A assertividade com a agressão. O rigor com a opressão. O paciente com o cliente.

Existem terapeutas que descrevem o seu trabalho com um nome. Assim como existem pessoas que delimitam os seus terrenos com muros altos esquecendo que isso é apenas limitarem o espaço, ou seja, construírem os muros das suas próprias prisões.

Para mim terapia é um acto de dar e receber. Um momento mágico em que dois seres se encontram em benefício comum. Sim, comum porque é muito bom dar. Durante um momento exige na vida daqueles dois seres um estado de tranquilidade e partilha que por vezes vai de um estado reflexivo a um verdadeiro estado meditativo.

Após uma única sessão, é fácil perceber que algo mudou. A memória aclara, a concentração aumenta, a agitação da mente reduz, a ansiedade atenua e o corpo relaxa.
Todo o sistema é revitalizado. Dá-se uma verdadeira purificação e rejuvenescimento do corpo e mente.

Isso é terapia, pelo menos aos meus olhos.

Procurar um terapeuta é procurar um matrimónio funcional. Não é fácil mas vale a pena. Um terapeuta é aquele que está ao ao teu lado não como uma muleta, não como a solução, não como o que te diz o que fazer mas aquele que te faz sentir amado e amparado o tempo todo!

Nós terapeutas estamos aqui contigo.

Formação Terapeuta de Medicina Ayurveda
Lara Lima
Fundadora do método BMQ, formadora da AMAYUR
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Terapeuta Ayurveda Sénior
Professora Sénior de Yoga

DAILY AYURVEDA – Rotinas: Prisão ou Liberdade?

By | DAILY AYURVEDA

1,2, 3 VAMOS LÁ OUTRA VEZ… ROTINAS
Rotinas: Prisão ou Liberdade?

Bem-me-quero é o meu mantra. É o mantra que partilho todos os dias, a todas horas, aqui e agora, mesmo quando parece difícil acreditar que é possível me bem querer quando existe um relógio a controlar o tempo, uma sociedade a exigir acções e uma cultura a determinar comportamentos. Já vos disse que sou Mãe, empresária, professora, terapeuta, dona de casa, namorada, amiga, contribuinte… enfim, um Ser humano semelhante à maioria e integrado na sociedade mercantilista e ocidental? Faço questão de me assegurar que sou exactamente como a maior parte de vós que me lêem. Nem mais, nem menos. Apenas mais um ser humano em busca de uma existência plena que faça sentido. Para isso uso Bem-me-quero como mantra e Ayurveda como filosofia. 

Quero acreditar que a cada expiração e vibração das minhas cordas vocais, a cada movimento dos meus dedos, transmito esta paixão pela Vida e bem querer a quem me ouve e me lê. 

 

Ayurveda trouxe-me Luz contínua sobre a possibilidade de bem-me-querer, mesmo quando parecia impossível conjugar este amor pela Vida, por mim, com as exigências familiares, profissionais, sociais e pessoais. Já vos aconteceu verem-se num momento da vossa vida em que parece que a agenda simplesmente não tem tempo para vós? A própria agenda excluir o seu dono sem lhe dar qualquer hipótese de ocupar as suas linhas  com necessidades pessoais fazendo valer o tempo do outro mais do que o tempo da existência de quem lhe proporciona a possibilidade de existir. A minha agenda teve alturas de parecer mais carrasco que um conjunto de folhas brancas escritas apenas com a minha autorização e tudo começou num tempo longínquo em que viver sem rotinas era a rotina. Uma rotina justificada pela birra de criança em ser diferente, em ser dona do meu tempo e do meu nariz, sem me dar conta que nessa birra me perdia aos poucos da minha própria existência.

Sou teimosa e resistente à mudança como qualquer Kapha e o meu Pitta não ajuda uma vez que encontra sempre argumentos para manter o comportamento que virou hábito mas, o grande ensinamento que a Ayurveda me trouxe foi o de olhar para mim em vez de olhar para o espelho ou para a imagem que os outros tinham de mim ou queriam fazer de mim. 

O Ayurveda levantou o véu da ignorância que fazia do meu reflexo a minha verdade quando se tratava apenas de um reflexo. Foi através deste ensinamento que o Ayurveda me apaixonou – da simplicidade de compreender a Vida tal como é… viva, real.

Entender que o reflexo é apenas um momento, uma perspectiva limitada no tempo e no espaço permitiu-me olhar noutros sentidos, perceber outras formas e aceitar que todo o Mundo está em permanente mudança. Umas formas mudam mais rápido que outras mas todas mudam e mais interessante que isso, toda a mudança é cíclica, rotineira. Assim como o Planeta, não apenas o nosso, também as Estrelas, as galáxias e até o relógio são redondos voltando inevitavelmente a um novo início. 

monótona rotina de existir todos os dias, de todos os dias haver um “novo nascer” e um “novo pôr-do-sol”, todos os Invernos serem seguidos de um Verão, toda a árvore gerar semente e toda a semente gerar árvore.

De acordo com a medicina Ayurveda, a rotina – charya é um aspecto fundamental da Vida. Aliás a certeza da Vida baseia-se na rotina constante de expansão e retracção, de inspiração e expiração. 

Seja a rotina diária, dinacharya – composta por quatro horários básicos que estabelecem o ritmo do dia, seja a rotina sazonal, ritucharya, estabelecem o ritmo da Vida em diferentes momentos da Vida, as rotinas permitem a organização das actividades diárias e sazonais e essa organização traz um fluxo natural e saudável. logo apaziguador, à Vida. A rotina não precisa de ser rígida, mas também não deve incluir excepções em demasia – é importante haver disciplina sem cobrança, coersão e frustração. A rotina é um direito e não uma obrigação. A rotina é natural à vida e não uma obrigação desta.

Como começar então a estabelecer algumas rotinas PRÓ VIDA?

 

 

 

 

 

HORÁRIO DE COMEÇAR E TERMINAR O DIA

O ideal é levantarem-se (pelo menos) 1h antes do sol nascer (entre as 5h30 e as 7h30), momento do dia conhecido como Brahma muhurta, para despertar com ânimo e captar as qualidades de leveza, alegria e animação que caracterizam o nascer do dia. Já o deitar, deve ser entre as 22h e as 22h30, se possível com uma massagem aos pés com óleo de sésamo, para ter um sono calmo e tranquilo. Se não se puderem deitar-se tão cedo, pelo menos evitem deitar-se depois das 23h30. Se não tiverem sono, sugiro que bebam um copo de leite (inteiro ou gordo, ou para quem só bebe bebidas vegetais um copo de leite de amêndoa) morno, com gengibre e cardamomo – é nutritivo para o corpo e acalma a mente. Esta é uma das recomendações do Ayurveda que merece destaque, um horário que está de acordo com o ritmo da Natureza.

 

 

 

 

FAZER EXERCÍCIO ANTES E DEPOIS DE COMEÇAR E APÓS TERMINAREM O LUFA LUFA

Refiro-me ao horário Pita, entre as 10h e as 14h, por isso são actividades que devem ter características diferentes. Para acordarem é necessário um exercício mais intenso e vigoroso, que desperte a paixão e energia pela Vida. Para prepararem o regresso a casa, é preciso permitir que os primeiros minutos após as exigência do dia sejam dedicados a despertar e tomar consciência do Ser Maravilhoso que são, e perceber o vosso enquadramento neste quadro brutal a que chamamos Vida.

 

 

 

 

PRATIQUEM A RESPIRAÇÃO CONSCIENTE E A MEDITAÇÃO ANTES DE SAIR E AO CHEGAREM A CASA

A ideia é perceberem o impacto que o exterior, que chega até vocês através dos sentidos, tem na vossa Plenitude. Realizar a respiração e meditação consciente entre as 2h e as 6h da manhã, ou da tarde, equilibra o Vata, ou seja, diminui a excitação. Uma respiração deficiente pode levar à obstipação, má digestão e perturbação na memória e raciocínio.

Se seguirem estas orientações ayurveda simples, um apropriado regime alimentar, e evitarem os desvios e a imprudência nas nossas rotinas, podem ter uma vida saudável e feliz. Para o Ayurveda é fundamental terem também um rotina de observância das atitudes mentais e morais, para não gerarem stress no organismo e não ficarem doentes.

*Estas são apenas indicações simples e transversais para a manutenção de uma boa saúde, porém o Ayurveda recomenda que se siga um programa, de acordo com a nossa constituição (Prakruti) e condição (Vrikruti). Para isso marquem uma consulta com um terapeuta Ayurveda certificado e credenciado. Peçam informações à AMAYUR – Associação Portuguesa de Medicina Ayurveda, sobre um terapeuta credenciado na vossa área de residência.

Lembrem-se sempre de sorrir, rir e brincar.

Não dramatizem, nem levem a vida tão a sério, aprendam a relativizar e lembrem-se que o sorriso é o caminho mais curto para a felicidade e para a saúde perfeita!

 

Próxima Edição DINACHARYA – Rotinas Ayurveda

PROGRAMA DINACHARYA (Rotinas Ayurveda)
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