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Dezembro 2020

BACK2LIFE | Não cabe ao terapeuta motivar ou curar

By | BACK2LIFE

Não cabe ao terapeuta motivar ou curar,
AO TERAPEUTA CABE APENAS MOSTRAR O CAMINHO E ILUMINAR A CHEGADA.

Vivemos numa sociedade nominal.

Actualmente tudo tem de ter um nome para existir. Se não tem nome, não existe (excepção feita aos nados mortos que infelizmente em Portugal são obrigados a ter um número de contribuinte mas não permissão para registo notarial, afinal, aqueles Seres “não existiram”?!?). Assim aconteceu também com a força da gravidade (“inventada” por Isaac Newton).

Da mesma forma acontece com os processos de cura, as terapias, que se não tiverem um nome e descritivo (leia-se por descritivo um “nome de família” que permita o seu reconhecimento no “estatuto social” do mundo das terapias) não são validadas podendo até mesmo ser desmerecidas e escarnicadas quando o seu nome não é reconhecido pelos grandes juizes da verdade que habitam no mais comum humano.

“É fundamental ter na Vida alguém que nos inspira, que nos chama pelo nome e que nos mostra que somos capazes de tudo o que sonhamos numa melhor versão de nós mesmos.”

 

Um nome parece trazer a segurança da forma e havendo uma forma “o bolo sai sempre igual” repetem cheios de certeza os incautos na caminhada de auto-conhecimento. Só que não, a questão não é o nome, nem a forma. A questão é o processo. O processo que cada um percorre e que é único. O processo pessoal que não serve um protocolo, que não se encaixa num template, que não se delimita com muros auto-erguidos que nos fazem perder a noção do limite que devíamos impor à liberdade pessoal de nos condicionarmos. Mas a sociedade nominal gosta de formas, de nomes e por isso precisamos de alguém que nos inspire a esquecer, a ultrapassar os muros das nossas próprias prisões. E isso é um processo único, especial, demasiado importante para demitirmos a nossa responsabilidade mas onde felizmente podemos ter convidados especiais para nos acompanharem, nos mostrarem o caminho e iluminarem  chegada. Porque existe de facto, na vida de alguns de nós, um momento em que sentimos uma vontade incontrolável de parar e reavaliar. Não me refiro a momentos comuns como as passagens de ano e aniversários (apesar de reconhecer que estes podem ser momentos catársicos) mas a momentos efectivos em que procuramos o propósito da vida (para além da corrida entre casa, trabalho e pequenos momentos de lazer que nos sabem a pouco).

Para nós, no BMQ, esse processo de auto-conhecimento tem o nome de BACKTOLIFE. Decidimos dar este nome ao processo que, sem forma, protocolo ou template, usa um conjunto de ferramentas comuns: Yoga, Ayurveda, Psicologia, Nutrição, Coaching; para ajudar a encontrar o caminho de quem nos procura para caminhar de encontro com a vida que deseja criar para si.

Após uma única sessão, é fácil perceber que algo mudou. A memória aclara, a concentração aumenta, a agitação da mente reduz, a ansiedade atenua e o corpo relaxa. Todo o sistema é revitalizado. Dá-se uma verdadeira purificação e rejuvenescimento do corpo e mente. Isso é terapia, pelo menos aos meus olhos.

“Porque existe de facto, na vida de alguns de nós, um momento em que sentimos uma vontade incontrolável de parar e reavaliar.”

 

Se fazes parte desse diminuto mas crescente clã de “alguns de nós” seguramente esse momento já te bateu umas certas vezes na vida, aparecendo como uma vontade simples de ficar em silêncio ou, para os mais loucos e aventureiros, uma tentativa de esticar o silêncio de um momento para o dia inteiro. Porém, por vergonha, baixa-auto-estima e forte julgamento pessoal talvez tenhas cedido ao berro estridente de uma voz interior que aponta: “que disparate, que perda de tempo, deixa para mais tarde”; e assim vamos protelando a existência para a saudosa lembrança daqueles que ficam quando partimos.

Asseguro-te que é possível VIVER a Vida de forma clara, objectiva, plena e prazeirosa. Arrisco até dizer que é possível ser feliz a tempo inteiro pois apesar de não teres controlo sobre a Vida tens um poder pessoal incrível de intervir nela.

Repara, SABES TANTO DE TANTAS COISAS : sabes do teu trabalho e possivelmente de mais dois ou três (porque te fizeram acreditar na importância da multidisciplinariedade), sabes sobre família, educação, parentalidade e  crises conjugais. Sabes sobre direitos sociais, ambiente, história, ciência e política, mas POUCO SABES DE TI. Controlas agendas, máquinas, pessoas, tempo e calendários mas tens uma dificuldade incrível em controlar a própria mente e canalizá-la à tua vontade.

Este é o lugar comum da maior parte da humanidade que parasita a vida escrava dos desejos e aversões sem poder pessoal de investigar as suas vontades não contaminadas pela ambição de ser em comparação ao outro. Este é o lugar da maioria de nós antes de se tornarem em “alguns de nós”. Esse momento de metamorfose inicia no momento em que aparece o questionamento, eu chamo a isso o primeiro despertar. Mas, como todos os despertares dos últimos anos, habituaste-te a ignorar o despertador (esse aparelho que de tão indelicado deixou de ter forma própria e é agora um acessório sem grande destaque em qualquer telemóvel) e a ficar um pouco mais onde estás apesar de saberes que em breve vais saltar da cama taquicárdio e atrasado para coisa alguma.

Mas talvez hoje tenha acontecido de forma diferente. Talvez por leres um livro, ou por te teres cruzado com um amigo que não vias há dias (e quando deste por ti passaram afinal anos) e perceberes o tão bem que está em comparação  a ti que pareces Pai dele, ou talvez estejas a passar por uma crise pessoal, familiar, conjugal ou profissional. Seja o que for que tornou este momento diferente agradece pois este é o teu MOMENTUM. Este é de facto “o primeiro dia do resto da tua vida” como canta Sérgio Godinho.

Existem 3 tipos de pessoas que me procuram:

  1. A grande maioria que não sabe descrever de forma clara e objectiva a verdadeira razão que a traz até mim mas que que se cruzou com o tal amigo que lhe comentou da transformação pessoal efectiva que obteve com o Programa Back2Life e que partilha o meu contacto.
  1. Os “casos perdidos ou ignorados” pela medicina Ocidental que querem fazer algo por si mesmos uma vez que os outros que validam lhes dizem que não há mais nada a fazer (exemplo: doentes oncológicos, dependentes químicos de ansiolíticos e antidepressivos, casais com problemas de fertilidade, diabéticos, hipertensos, TOC, doentes crónicos de desordens esqueléticas, incontinência urinária e fecal)
  1. E alguns, felizmente cada vez mais, casos de despertares que querem finalmente começar a viver as suas vidas de forma consciente ora porque viveram recentes perdas, rupturas ou muito frequentemente grávidas que sabem que agora é o momento para aproveitarem a oportunidade de tomarem as rédeas da sua Vida e felicidade.

Felizmente são cada vez mais os que se comprometem com o despertar mas ainda existe uma franja que quando confrontado com o “frio lá fora” decidem que ainda não é o momento certo para despertar e preferem recolher ao aconchego da rotina que não resulta mas conforta. A questão agora é tua – “Não sei se vale a pena investir este tempo em mim, este dinheiro. Como posso ter garantias do resultado? E se for apenas mais um daqueles impulsos de mudança que acabo por largar com o tempo”.

Pois, o compromisso com o próprio despertar, de assumir um compromisso Back2Life, é de facto uma decisão pessoal pois não cabe a ninguém, que não tu mesmo, convencer-te a fazer algo, motivar-te. A motivação é algo que tem de vir de dentro e que só lidera o primeiro passo. É preciso muita força, disciplina e determinação para manter um caminho que, te asseguro é feito de solavancos, desafios, corpo e mente doridos. Só não sabe isso quem nunca caminhou.

Assumir a liderança da tua Vida é A CAMINHADA da tua Vida, bem mais exigente que um doutoramento ou qualquer grau académico pois este processo de mudar a própria natureza da mente para que manifeste algo que antes não se evidenciava na estrutura da personalidade é algo que não se consegue apenas estudando conceitos filosóficos em livros e palestras. A MUDANÇA DE PARADIGMA é algo que tem de ser praticado e descoberto pessoalmente para se ter a verdadeira experiência dos seus benefícios.

Para podermos dar este mergulho, precisamos de três coisas: (i) método certo, (ii) instruções certas e (iii) compreensão certa. As duas primeiras O PROFESSOR QUALIFICADO garante, a outra depende apenas de ti.

Vamos a isso?

[ Lara Lima ]

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BELLY LOVE | O início de um caminho de amor e conflito

By | Bellylove

A PARTILHA DE UMA EXPERIÊNCIA QUE NOS PREPARA PARA AMAR

M de Mãe, a minha ou a tua?

Há quem diga que ser Mãe nos faz compreender melhor as nossas Mães. Então porque é que de repente ficou tão difícil ser filha, esposa, nora e mãe dos netos?

Querem a minha opinião? Ser Mãe traz uma parafernália de papéis, regras e coisas que para uma sociedade viciada na acumulação de papéis como a nossa se torna muito difícil de gerir. E, como se aprender a lidar com aquele pequeno Ser não bastasse, que aprender a gerir toda a equipa que nasceu com ele, especialmente quando chega a alturas do ano como o Natal.

Pois é, quando nasce um pequeno Ser não nasce apenas uma Mãe mas uma explosão de gente, quais Gremlins em contacto com a àgua. Nasce um Pai e mais, nasce não uma mas duas Avós, 2 Avôs e, dependendo da sorte, uma multidão de tios e tias com aspirações a Padrinhos e todas as promoções inerentes a um conjunto de pessoas com um objectivo comum (conquistar um local de destaque na evolução deste novo projecto – o bebé).

Hoje vamos ficar pelas Avós, as grandes Mães, as Mães das Mães e por isso (dizem elas) as “duas vezes” Mães.

Ser Mãe é como conquistar o topo da carreira e todos sabemos como é difícil mudar de cargo depois de conquistar o topo, nem que não se trate de uma despromoção mas apenas da reforma.

Ser Avó é isso. Ser Avó é a reforma das Mães. Mas a reforma tão esperada durante 30 anos não é facilmente aceite quando chega a altura de assinar os papéis e isso torna tudo mais difícil para a recém promovida Mamã que tem agora duas missões: (1) Aprender a Ser Mãe e… pasmem-se, (2) ensinar as Mães a serem Avós. Por isso grito em desespero (qual Mafaldinha inconformada):

“Há quem diga que ser Mãe nos faz compreender melhor as nossas Mães. Então porque é que ser Avó não faz o mesmo na escala evolutiva?”

Não se trata aqui do medo de sentir que as avós nos roubam o nosso protagonismo mas sim de as fazer entender que o seu protagonismo é e deve ser agora de Avó e não de Mãe da Mãe, Mãe do Pai, Mãe da cria e muito menos Juíz da Mãe da cria. Não se trata do chocolate que dão ao nosso pequeno Ser, do leite, iogurtes, pão ou bolachas que lhe dão à nossa rebelia mas sim do facto de não o fazerem às escondidas, entre olhares cúmplices, mas de forma descarada confrontando, com uma atitude desafiadora, a nossa decisão de não dar.

Não, não tenho medo de perder o protagonismo de Mãe quero apenas que ela aceite o seu protagonismo de avó pois cada uma tem seu lugar e seu papel na vida da criança e o meu pequeno Ser não precisa de mais uma Mãe mas sim de duas Avós únicas, afetuosas e inesquecíveis.

Não se trata de negar ou recusar a importância, a sabedoria, a experiência, o afeto ou o carinho da Avó mas defender e assumir o meu papel de Mãe. Deixar bem claras as funções e as fronteiras de cada papel num acordo que tem de ir para além das intenções e pressupostos. Um acordo entre Mães, realizado de forma honesta e frontal que respeite o papel de cada uma sem que a mais velha, por se considerar mais experiente, queira tomar conta da situação e a mais nova, por se considerar new age não respeite a importância do papel ternurento e cúmplice da avó e a sua experiência e sabedoria. As linhas que desenham este contrato não são óbvias nem tão pouco Universais ou do censo comum. Elas são sim aquilo que funciona para o casal e que deve ficar claro para as avós, independentemente do número de vezes que se tenha de “ler” em voz alta o contrato.

É importante reconhecer que nos encontramos todos nesta roda de aprendizagens coletivas – nós a aprendermos a ser Mãe do Filho, Esposa do Pai, Filha da Avó, Nora da Avó; elas a aprenderem a ser Mãe do Pai, Mãe da Mãe, Avó do Neto; eles a aprenderem a ser Pai do Filho, Marido da Mãe, Filho da Avó, Genro da Avó. Para que estas aprendizagens sejam transmitidas de forma segura ao pequeno Ser que está a aprender a ser Filho e Neto há que aprender a partilhar tempos e espaços, estar disponível afetivamente para nos entre ajudarmos nestas aprendizagens com delicadeza, respeito e sem desabilitar Pais e Avós permitindo o crescimento destes Papéis com sensibilidade e sem receio de simplesmente Ser.

Acima de tudo há que aprender a ser Filha da Avó e Avó d@ Net@ e perceber que a relação Mãe e Filha mudou. E no entretanto aprender a fazer isto com a Mãe Sogra de mão dada com o Filho Pai ou… apresentar este artigo ao companheiro e sugerir :

“Eu faço isto com a minha e tu com a tua, combinado?”

E se ele não quiser ler? E se ele não quiser agir? E se ele não se importar assim tanto com o que acontece com a relação do seu filho com a sua Mãe? Como deve ser o meu papel de Mãe em relação à Avó Paterna?

A minha sugestão é sempre a favor da criança. Acredito que quantas mais pessoas amarem os meus filhos e mais eu promover essas relações de amor fraterno maior será o núcleo de protecção e rede de apoio dos meus filhos fazendo-os sentir mais protegidos, nutridos e felizes (inclusive se em alguma altura eu, ou o Pai não podermos estar).

Por outro lado, muitos Netos que têm o privilégio de ter um dos Avós por perto podem passar mais tempo e de maior qualidade com os que, para além de cuidadores, os amam de forma efectiva como os Pais. E esse papel não tem de ser exclusivo da avó materna uma vez que não restam dúvidas sobre a equanimidade dos sentimentos que os avós maternos e paternos têm pelos seus netos. Assim, independentemente de ser “minha ou tua” é nosso papel enquanto Mães incentivarmos uma relação de respeito e cumplicidade entre os nossos pequenos Seres e ambas as avós pois a avó paterna não é somente a mãe do Pai, mas também a avó dos meus filhos.

Parece-me que pensar desta forma numa altura como o Natal pode trazer paz no conflito real que acontece assim que a questão “Natal com os meus ou os teus?” se coloca. Até porque se para umas famílias a dúvida tem apenas uns quilómetros de distância, para outras famílias trata-se de um dia de viagem e no fim, o egoísmo resulta num Natal no banco de trás do carro.

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