YOGUI LI

YOGUI LIFE

SEJA QUAL FOR O DESAFIO O YOGA AJUDA
TABU: NÃO PRECISAS SER VEGETARIANO, CALMO, PASSIVO E SAUDÁVEL PARA INICIAR O YOGA

Muitas pessoas descobrem o Yoga em algum momento de necessidade. Surge quase como um conforto, mas acaba por mudar a vida de forma natural e espontânea.

Comigo aconteceu um pouco diferente.

Desde que me lembro que tinha necessidade de me sentar no chão, andar descalça e mexer nos pés (o que irritava profundamente a minha Mãe) e fazer uns movimentos com o corpo que não sendo uma dança eram algo muito semelhante. Adorava brincar com a respiração e fazer movimentos com a barriga e os olhos que todos me diziam ser uma patetice. Uma vez viram-me a fazer a “minha cena” na praia e perguntaram “praticas Yoga com quem?”. Passei-me, o Yoga era para mim, na altura, uma seita ou religião e eu estava muito zangada com a religião em que fui educada e por isso compararem algo que me trazia manha tranquilidade com algo que me confrontava não era uma equação possível.

Muitos anos passaram e “puro acaso” na UTAD, em Barcelona, a única aula disponível antes de começar a trabalhar era às 06h e como sempre gostei de acordar cedo não foi difícil a escolha. Era uma aula de Iyengar e a minha relação com aquela prática tornou-se uma linda história de amor. Daquelas em que nos apaixonamos e queremos falar a toda a gente, estar todos os dias, investir todo o tempo. Como qualquer relação de amor também esta tinhas as suas crises, questionamentos e contratempos mas nada que a abalasse verdadeiramente e o interesse crescia. tornara-se evidente que queria viver esta relação para sempre por isso tratei de a formalizar e tirar o meu primeiro curso de Yoga.

Seguiram-se vários e em 2 anos estava a dar aulas, a fazer dos fins‑de‑semana a “semana” de estudo e não foi preciso muito mais tempo para abdicar da minha carreira académica para me decidir a viver 100% com o Yoga.

Tinha uma vida estável, uma carreira promissora e segura e um income financeiro muito confortável. Tudo isto associado à minha condição constante de pular entre interesses/paixões fazia com que família, colegas e amigos não acreditassem que era amor verdadeiro e tentassem destituir-me da minha decisão de largar tudo pelo amor ao Yoga. Já nada me satisfazia, o dinheiro, o reconhecimento, a carreira, os convívios sociais, o desporto e todas as invenções da indústria do fitness que durante alguns anos fizeram parte da minha vida profissional, nada servia.

Confesso que actualmente a minha relação com o Yoga se transformou, fui Mãe, sou empresária, professora, terapeuta, mulher. O Yoga deixou de ter um lugar de destaque e enamoramento na minha vida e passou a fazer parte dela. Costumo dizer aos meus alunos que o Yoga é o meu relacionamento mais longo. tão longo que às vezes esqueço que está lá. Porque está sempre. Não me passa pela cabeça não acordar cedo para praticar nem deixar que o dia acorde antes de agradecer a sua chegada. Não me passa pela cabeça ler um romance ao olhar para a nova versão do Bhagavad Gita ou uma Upanishad. Não me passa pela cabeça uma vida diferente da que tenho e não, não sou “Shanti, shanti”, não dou a outra face quando me dão uma bofetada, não falo sussurrando, não tenho um ohm tatuado nem um japamala envolvido no pulso. sou vegetariana mas não como soja, tofu e não tenho especial afinidade com a evangelização do Yoga.

“O Yoga não existe na minha vida para gerar conforto, apesar de o criar, o Yoga lembra-me todos os dias que a vida acontece aqui e agora.” Lara Lima

Yoga não existe na minha vida para gerar conforto, apesar de o criar, o Yoga lembra-me todos os dias que a vida acontece aqui e agora. Que as dualidades existem e formam a unidade e que devemos fazer o que podemos a cada momento em vez de esperarmos momentos perfeitos para agir. E isso não é de todo, na maioria das vezes, confortável.

Para os mais incautos o Yoga pode parecer uma filosofia demasiado cor de rosa, idealista, extremista, demasiado “namasté” e pouco real. Talvez, depende do ponto de vista mas falando desde o meu ponto de vista posso assegurar que o Yoga não existe na minha vida para gerar conforto, apesar de o criar, o Yoga lembra-me todos os dias que a vida acontece aqui e agora. Que as dualidades existem e formam a unidade e que devemos fazer o que podemos a cada momento em vez de esperarmos momentos perfeitos para agir. E isso não é de todo, na maioria das vezes, confortável.

Para os mais atentos ao exterior o Yoga pode parecer um desafio circense de colocar o corpo em posições esquisitas com roupa desenhada em cenários paradisíacos mas, talvez devido à minha falta de atenção, posso assegurar que na maior parte dos dias a minha roupa não é slim e o cenário está entre um carro da patrulha pata e um estendal de roupa a secar.

Para os moralistas o Yoga é uma filosofia (?!) que educa a mente a atingir um estado de calma no dia a dia que te faz ser a melhor pessoa do Mundo por não comer carne, cumprimentar com um namaste e abraço apertado e viveres uma vida quase que Franciscana, em voto de pobreza e simplicidade mas deste ponto de vista onde me encontro, apesar de reconhecer que de facto talvez o income financeiro não seja a prioridade, gosto de ter dinheiro para gastar no que considero importante, não dou abraços calorosos e cumprimento os demais com um sorriso e respectivo Bom…

Quando me perguntam o que é afinal o Yoga a minha resposta tende para “aquele comportamento que te faz sentir uma pessoa melhor, que te faz querer agradecer cada dia ainda que reconheças os desafios, que te faz confiar que o melhor está por vir, enfim o yoga é como o amor, tem essa capacidade de mudar não a nossa vida, mas a forma como vivemos.

Por onde pode começar…

Não sei se isso realmente importa porque nem todas as pessoas querem começar mas, se a pergunta vem de um interesse pessoal em começar, começa por onde seja possível, desde que comeces, seja em aulas por youtube, podcasts, apps, livros inspiracionais, cartas de asana, ginásio ou aulas num shala o importante é começar porque de facto o Yoga tem um “quê” de magia que se sente como uma maior percepção de felicidade e serenidade que conduz inevitavelmente a uma vivência melhor, com nós mesmos e com os outros. E não há nada tão relevante como estarmos bem connosco, cheguemos ou não com o nariz aos joelhos ou o pé atrás das costas.
Para aqueles que encontraram na prática desportiva a motivação e fonte para uma postura de bem estar com a vida o Yoga não traz uma alternativa mas um desafio extra, uma espécie de bem-estar pleno e consciente resultante de um conjunto de técnicas que simplificam a vida.

Se já começaste e queres aprofundar ou levar mais a sério precisas de três coisas: (i) o método certo, que é aquele que te inspira mas que seguramente começa por ser algo disciplinado e devidamente orientado por quem sabe, (ii) instruções certas que apenas são possíveis se a pessoa que te instrui te conhece pelo teu nome próprio e (iii) compreensão certa que implica que consigas entender o que te é passado. As duas primeiras O PROFESSOR QUALIFICADO garante, a outra depende apenas de ti.

[ Lara Lima ]

 

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